SM

Sabrina Morais25/10/2023 22:26
Compartilhe

Clean Code: Transformando a Vida Diária com Lógica e Organização

    Já parou pra pensar como sobre como estudar programação pode refletir na forma como nos organizamos para as tarefas do dia-a-dia?

     

    Essa pergunta pairou sobre a minha cabeça enquanto estudava sobre Clean Code, que de forma traduzida significa código Limpo e é um conceito na programação de computadores que se refere a escrever o código fonte de maneira clara, organizada e de fácil compreensão. 

     

    O principal objetivo do Clean Code é produzir software de alta qualidade que seja fácil de manter, entender e modificar. Isso é importante porque a maioria dos programas não é escrito apenas uma vez; eles precisam serem mantidos e evoluídos ao longo do tempo.

     

    Sendo mãe, estudante, freelancer e dona de casa, conciliar os afazeres é uma tarefa difícil e que requer disciplina e organização. Imagino que você esteja se perguntando onde entra o código limpo nessa história 

     

    Pois bem… 

     

    Estudar programação me fez ter a necessidade de ter uma rotina mais planejada e perceber os benefícios de utilizar ferramentas para a gestão do meu dia-a-dia. 

     

    O estudo contínuo me levou a conhecer o conceito de Clean Code, que me fez refletir sobre como estava a minha qualidade de vida. E por falar em qualidade, uma das maiores conquistas que o estudo do código limpo proporciona é a habilidade de organizar o código de maneira simples e eficiente. Trazendo para o cotidiano, a simplificação e organização de uma rotina nos permite criar tempo de qualidade para nossas demandas pessoais e profissionais. Descobri que a maternidade e a busca por conhecimento não precisam mais entrar em conflito, elas podem coexistir harmoniosamente. 

     

    Hoje é quarta feira e eu consegui me programar pra tirar um tempo pra escrever esse texto, estudar, cuidar da minha filha, ter os cuidados pessoais e acompanhar o planejamento da minha rotina. 

     

    Isso foi possível por entender as minhas prioridades e me organizar. Mas confesso que utilizei a ajuda do Notion para facilitar a minha organização.

     

    Se está precisando de uma ajuda para se organizar nos estudos, aprender sobre Code Clean, ou até mesmo para se planejar para as tarefas do dia-a-dia, saiba que ainda está em tempo e que aos poucos é possível obter resultados.

     

    Sabendo que o Clean Code, em sua essência, é fundamentado em um conjunto de princípios aplicáveis à escrita de software. Esses princípios buscam promover a clareza, a simplicidade, a organização e a legibilidade do código. Eles são como alicerce sólido que permite a construção de software de forma organizada e eficaz.

     

    Neste artigo, pretendo trazer algumas informações sobre o código limpo para que você possa compreender melhor o que eu aprendi e os benefícios de se utilizá-lo na programação, mas também pode ser uma oportunidade para que você reflita sobre o seu dia-a-dia.

     

    Então vamos começar aprendendo sobre o que é Clean Code: 

     

    Clean Code é o conceito na programação de computadores que se refere a escrever o código fonte de maneira clara, organizada e de fácil compreensão e protege a qualidade do software, identificando e corrigindo vulnerabilidades no código antes que causem problemas.

     

    Sabemos que a cibersegurança se tornou uma das maiores preocupações das organizações, e com o aumento exponencial de dispositivos conectados à internet e a crescente dependência de sistemas digitais, a exposição a ameaças cibernéticas nunca foi tão significativa. Nesse cenário de constantes desafios à integridade dos dados e à privacidade dos indivíduos, surgem os profissionais de Clean Code.

     

    No decorrer do texto, exploraremos o código limpo, sua história e importância crescente em nosso mundo cada vez mais digitalizado. Discutiremos os princípios e práticas essenciais e examinaremos como ele beneficia a manutenção de software e abordaremos as complexidades éticas e práticas relacionadas a esse campo.

     

    História do Clean Code na Programação

     

    O Clean Code, também conhecido como "código limpo", tem raízes nas primeiras décadas da programação de computadores. No entanto, sua formalização e reconhecimento como um campo legítimo da engenharia de software ocorreram mais recentemente.

     

    Bjarne Stroustrup, um renomado cientista da computação dinamarquês e professor catedrático da Universidade do Texas A&M, define código limpo como sendo elegante e eficiente. Ele enfatiza a importância de tornar a detecção de erros difícil, manter as dependências no mínimo para simplificar a manutenção, adotar um tratamento abrangente de erros com base em uma estratégia clara e atingir um desempenho próximo à máxima eficiência, tudo isso com o objetivo de desencorajar a inserção de otimizações furtivas que possam tornar o código confuso.

     

    Diante dessas informações podemos definir o código limpo como a prática de escrever código que seja fácil de ler, entender e manter, com o objetivo de melhorar a qualidade do software. Programadores que seguem esses princípios aplicam suas habilidades técnicas para criar software semelhante a código-fonte que adere estritamente a diretrizes e padrões bem definidos, minimizando a complexidade, reduzindo redundâncias e garantindo alta legibilidade, buscando manter o código livre de duplicações, complexidades desnecessárias e confusões.

    Clean Code e sua importância e princípios

    Hoje, o código limpo é reconhecido como uma disciplina crucial na engenharia de software. Organizações adotam diretrizes de escrita de código limpo e promovem práticas de revisão de código como parte integrante do desenvolvimento de software.

    Ele é fundamentado em um conjunto de princípios que visam promover a clareza, simplicidade, organização e legibilidade do código. Esses princípios são como o alicerce sólido que permite a construção de software de forma organizada e eficaz. 

     

    Aqui estão alguns dos princípios-chave do Clean Code:

     

    1.   Clareza e Simplicidade: um código limpo busca ser claro e simples, organizando conceitos de forma direta.

     

    2.   Mantenabilidade: o Clean Code valoriza a capacidade de fazer atualizações e melhorias facilmente. 

     

    3.   Organização e Estrutura: o código limpo deve ser organizado e estruturado.

     

    4.   Compreensão e Legibilidade: também precisa ser fácil de ler e entender. 

     

    5.   Minimização de Duplicação: a duplicação de código é evitada.

     

    Conhecer e aplicar esses princípios não apenas no código é transformador. 

     

    Agora vamos aprender sobre boas práticas sobre código limpo:

     

    Boas práticas de formatação de código limpo são essenciais para tornar o código mais legível, manutenível e colaborativo.

     

    image

    Aqui estão algumas boas práticas de formatação de código:

     

    1. Consistência: Mantenha um estilo de formatação consistente em todo o código.

     

    2. Indentação: Use indentação apropriada para criar blocos de código bem estruturados, escolha um padrão e mantenha-o em todo o código.

     

    3. Nomes Descritivos: Use nomes de variáveis, funções e classes descritivos que indiquem claramente o propósito do que eles representam. Evite abreviações e nomes enigmáticos.

     

    4. Limitação de Linha: Mantenha as linhas de código relativamente curtas, geralmente com menos de 80-120 caracteres. Isso facilita a leitura e evita a rolagem horizontal em editores de texto.

     

    5. Quebra de Linha Adequada: Quebre linhas longas ou instruções em várias linhas para manter a leitura mais fácil. Use a formatação adequada para tornar o código legível.

     

    6. Espaços em Branco: Use espaços em branco de forma consistente e com moderação para melhorar a legibilidade do código. Evite espaços em branco desnecessários.

     

    7. Organização de Código: Agrupe declarações relacionadas e funções de forma lógica. Isso torna o código mais fácil de entender e manter.

     

    8. Evite Códigos Mortos: Remova código inútil ou comentado, pois pode causar confusão e tornar o código menos limpo.

     

    9. Testes e Revisões: Faça revisões regulares de código, e utilize ferramentas de análise estática e testes automatizados para identificar problemas de formatação e estilo.

     

    10. Padrões da Comunidade: Esteja ciente dos padrões e diretrizes de codificação da comunidade da linguagem que você está usando. Isso ajudará a manter um estilo consistente com outros desenvolvedores.

     

    11. Documentação: Além do código, forneça documentação clara e atualizada para o projeto, explicando como configurá-lo, usá-lo e mantê-lo.

     

    Lembre-se de que boas práticas de formatação não são apenas uma questão de preferência pessoal, elas são essenciais para facilitar a colaboração e a manutenção de código ao longo do tempo. Adotar um padrão de formatação de código em sua equipe ou projeto é uma prática recomendada.

     

    Diante do exposto, podemos concluir que o Clean Code não é apenas um conjunto de regras rígidas, mas sim um conjunto de diretrizes e boas práticas que podem variar dependendo da linguagem de programação e das necessidades do projeto e seguir os princípios do código limpo pode tornar o desenvolvimento de software mais eficiente, menos propenso a erros e mais fácil de manter no longo prazo.

     

    Programar é, em essência, a arte de simplificar problemas complexos. À medida que aprendemos a depurar erros de código de maneira confiante, também abordamos desafios do cotidiano com uma mentalidade orientada para a solução. Essa abordagem não apenas reduz a ansiedade, mas também fortalece nossa determinação em solucionar problemas.

    A arte de equilibrar compromissos pessoais e profissionais se torna uma tarefa mais alcançável, e a qualidade de vida é aprimorada.

     

    Para mim, a busca pelo aprendizado de programação e pela aplicação dos princípios do Clean Code revelou-se um aliado surpreendente na busca por uma vida mais organizada e lógica, mesmo em meio às inúmeras tarefas da maternidade e da rotina diária.

     

    Quando embarcamos na jornada de aprendizado do código limpo, somos introduzidos a uma forma de pensar que valoriza a lógica e a estrutura. Este enfoque não se limita apenas ao código, mas tem um impacto profundo na maneira como abordamos a vida cotidiana. Assimilar a lógica do Clean Code possibilita a decomposição de tarefas complexas em etapas menores e lógicas. Essa abordagem simplifica desafios tanto na programação quanto na vida real. Ela transforma o aparente caos em uma série de problemas gerenciáveis, permitindo que as tarefas do dia a dia sejam realizadas de maneira mais ordenada.

     

    Em resumo, a busca pelo aprendizado do código limpo não se limita apenas à programação, mas tem um impacto profundo na maneira como abordamos a vida cotidiana. Assimilando os princípios do Clean Code, podemos decompor desafios complexos em etapas menores e lógicas, transformando a bagunça em organização. Essa abordagem simplifica tanto os problemas na programação quanto os desafios da vida real, permitindo que as tarefas do dia a dia sejam realizadas de maneira mais ordenada. Portanto, essa jornada de aprendiza não apenas aprimorou as minhas habilidades técnicas, como trouxe benefícios para a minha vida pessoal.

    Desejo que assim como para mim, o estudo sobre código limpo te possibilite pensar além e aplicar de forma lógica durante a prática em programação.

    Referências bibliográficas:

    MAGALHÃES, P. A.; TIOSSO, F. CÓDIGO LIMPO: padrões e técnicas no desenvolvimento de software. Revista Interface Tecnológica[S. l.], v. 16, n. 1, p. 197–207, 2019. Disponível em: https://revista.fatectq.edu.br/interfacetecnologica/article/view/597. Acesso em: 25 out. 2023.

    VIEIRA GONÇALVES, M. Aplicando técnicas de Clean Code em uma fábrica de software acadêmica – Qualidade no desenvolvimento. Revista Ada Lovelace, [S. l.], v. 3, 2022. Disponível em: http://anais.unievangelica.edu.br/index.php/adalovelace/article/view/8284. Acesso em: 25 out. 2023.

    STROUSTRUP, Bjarne. The C++ Programming Language - Third Edition. Addison-Wesley, 1997

     

    Compartilhe
    Comentários (0)