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Clayton Pires
Clayton Pires02/12/2025 14:27
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Microsoft Certification Challenge #5 - DP 100Recomendados para vocêMicrosoft Certification Challenge #5 - DP 100

Do Zero ao Arquiteto Azure: O Caminho Real com AZ-900, AZ-104 e AZ-305

  • #Azure

Guia definitivo para conquistar as certificações, dominar a tecnologia e transformar conhecimento em salário alto

Se você está lendo este artigo hoje, 2 de dezembro de 2025, chegou na melhor hora possível.

O mercado brasileiro de nuvem nunca esteve tão aquecido: empresas de todos os setores financeiro, varejo, saúde, indústria e até o governo estão migrando massivamente para o Microsoft Azure. Segundo o relatório mais recente da Brasscom, o Brasil terá déficit de mais de 800 mil profissionais de tecnologia até 2028 - e Azure está entre as três tecnologias mais demandadas.

Dentro desse cenário, existe uma trilha de certificações que funciona como um “passaporte de carreira” quase infalível:

AZ-900 → AZ-104 → AZ-305

Quem segue esse caminho com método não só passa nas provas, mas constrói conhecimento real, portfólio sólido e, principalmente, empregabilidade imediata.

1. AZ-900 - Microsoft Azure Fundamentals

A porta de entrada que ninguém deveria pular

Muitos profissionais experientes torcem o nariz para a AZ-900: “É muito básica”.

Erro grave. Essa certificação é o seu cartão de visitas para qualquer vaga Azure.

O que cai na prova:

  • Conceitos de nuvem (CapEx × OpEx, IaaS/PaaS/SaaS, nuvem pública/privada/híbrida)
  • Principais famílias de serviços Azure
  • Segurança, conformidade e privacidade (Compliance Manager, Azure Sovereign Clouds)
  • Precificação, SLA, Azure Cost Management e suporte

Por que ela é obrigatória mesmo para seniors?

  • Cria vocabulário técnico alinhado com gestores, PMOs e recrutadores não-técnicos
  • É pré-requisito formal em 87 % das vagas de administrador Azure no Brasil (dados LinkedIn 2025)
  • Dá base para entender os “porquês” das decisões nas certificações mais avançadas

Tempo realista de preparação: 20 a 40 horas

Média de quem estuda 1 h por dia: 4–8 semanas

2. AZ-104 – Microsoft Azure Administrator

A certificação que mais coloca dinheiro no bolso hoje no Brasil

Se existe uma certificação Azure que “paga as contas”, é a AZ-104.

Ela prova que você consegue operar um ambiente Azure no mundo real.

Principais domínios da prova:

  • Gerenciar Azure AD, RBAC, Azure Policy e Blueprints
  • Storage (Blob, Files, Disks, Storage Accounts)
  • Redes (VNet, Peering, NSG, Azure Firewall, VPN Gateway, ExpressRoute)
  • Compute (VMs, Scale Sets, App Services, Container Instances, AKS, Functions)
  • Monitoramento, backup e recuperação de desastres

Faixa salarial real 2025 (Brasil):

  • Júnior: R$ 6.000 – R$ 9.000
  • Pleno: R$ 10.000 – R$ 15.000
  • Sênior + inglês fluente (remoto global): R$ 18.000 – R$ 28.000 ou USD 8.000–12.000/mês

Tempo médio de preparação após a AZ-900: 120–180 horas (4–6 meses estudando com consistência)

3. AZ-305 – Designing Microsoft Azure Infrastructure Solutions

O nível Expert: de administrador para arquiteto

Aqui você deixa de “fazer funcionar” e passa a “projetar soluções escaláveis, seguras e econômicas”.

Domínios principais:

  • Design de governança, identidade e monitoramento
  • Design de armazenamento e plataformas de dados
  • Design de continuidade de negócios e recuperação de desastres
  • Design de infraestrutura (compute, rede e migração)

Ao conquistar a AZ-305 você recebe o título oficial:

Microsoft Certified: Azure Solutions Architect Expert

Faixa salarial real 2025:

  • Arquiteto Azure médio: R$ 18.000 – R$ 28.000
  • Sênior/Lead com inglês: R$ 30.000–45.000 ou USD 10.000–18.000/mês em contratos internacionais

Tempo médio de preparação após a AZ-104: 150–220 horas (5–8 meses)

Estratégia comprovada: não estude só para passar, estude para ser contratado

Cronograma realista de 18–24 meses (mais rápido se você já tem base em TI):

Ano 1

↳ Mês 1–2 → AZ-900 (concluída)

↳ Mês 3–9 → AZ-104 (concluída + primeiros projetos reais)

Ano 2

↳ Mês 1–9 → AZ-305 (título de Azure Solutions Architect Expert)

Recursos que realmente funcionam (2025)

100 % gratuitos e excelentes:

  • Microsoft Learn (todo o conteúdo oficial e laboratórios com sandbox)
  • Azure Free Tier + USD 200 de crédito inicial
  • Canais YouTube: John Savill, Travis Roberts, Adam Marczak, Tiago Silva, Casa do Desenvolvedor

Pagos que valem cada real investido:

  • Whizlabs e Tutorials Dojo (bancos de questões idênticos à prova real)
  • Pluralsight / A Cloud Guru
  • Cursos em português: Ricardo Torquato (AZ-104), Renato Groffe, Eduardo Pires

Método de estudo que gera conhecimento real

Regra de ouro: 50 % teoria + 50 % laboratório

Passo a passo diário:

  1. Leia o módulo no Microsoft Learn
  2. Execute TODOS os laboratórios hands-on (mesmo os “opcionais”)
  3. Reproduza no seu subscription gratuito
  4. Quebre de propósito e conserte (aprendizado ativo)
  5. Faça 300–500 questões de prova antes do exame

Como transformar certificação em emprego rápido

  1. Atualize o LinkedIn no mesmo dia que passar (e adicione o badge oficial)
  2. Publique projetos reais no GitHub:
  • Infraestrutura completa com Bicep ou Terraform
  • Arquitetura serverless (Functions + Event Grid + Cosmos DB)
  • Migração lift-and-shift com Azure Migrate
  1. Grave vídeos curtos ou escreva artigos no LinkedIn/Medium explicando o que fez
  2. Participe das comunidades: Azure Brasil (Telegram), Microsoft Reactor, eventos presenciais
  3. Candidate-se mesmo estando “80 % pronto” — muitas empresas contratam e pagam a próxima certificação

Conclusão: o mercado está esperando por você

AZ-900, AZ-104 e AZ-305 não são apenas três exames. São uma das carreiras mais estruturadas, previsíveis e rentáveis da tecnologia atual.

Quem executa essa trilha com disciplina costuma:

  • Recuperar todo o investimento em 6–12 meses
  • Triplicar o salário em menos de 3 anos
  • Ter liberdade para trabalhar remoto no Brasil ou no exterior

A demanda por profissionais Azure só aumenta. A oferta de gente realmente qualificada ainda é baixíssima.

Comece hoje.

Acesse portal.azure.com → crie sua conta gratuita → abra o Microsoft Learn → marque o primeiro módulo da AZ-900.

Em 2026 o próximo Arquiteto Azure ganhando acima de R$ 20 mil por mês pode (e provavelmente será) você.

Boa sorte e boas nuvens! ☁️

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Comentários (4)
Clayton Pires
Clayton Pires - 15/12/2025 22:45

O maior desafio para um desenvolvedor ao implementar os princípios de IA responsável, especialmente no equilíbrio entre inovação/eficiência e ética/privacidade, é o seguinte:

Lidar com trade-offs reais e frequentemente não quantificáveis entre performance do modelo e restrições éticas/legais.

Explicando melhor:

  1. Conflito entre precisão/velocidade e fairness/privacidade Muitas vezes, o modelo mais preciso ou mais rápido é aquele que usa o máximo de dados possível (incluindo dados sensíveis), explora correlações espúrias ou faz inferências sobre características protegidas. Para mitigar vieses, garantir privacidade (ex.: differential privacy) ou evitar discriminação, o desenvolvedor precisa impor restrições que quase sempre reduzem a performance métrica (acurácia, F1, latência, custo computacional). Isso cria uma tensão direta: o modelo "mais inovador" ou "mais eficiente" pode ser exatamente o menos responsável.
  2. Falta de métricas claras e padronizadas para "responsabilidade" Enquanto inovação e eficiência têm métricas objetivas e amplamente aceitas (acurácia, throughput, custo), ética e privacidade muitas vezes dependem de métricas subjetivas, contextuais ou difíceis de medir (ex.: "o modelo é justo para todos os subgrupos?", "o risco de re-identificação é aceitável?"). Isso torna difícil justificar para stakeholders (produto, gestão, clientes) por que se está "sacrificando" performance em nome de algo que não tem um número claro associado.
  3. Pressão temporal e de mercado O ciclo de desenvolvimento de produtos de IA é extremamente acelerado. Há uma forte pressão para lançar funcionalidades rapidamente e ganhar vantagem competitiva. Implementar práticas responsáveis (auditorias de viés, testes de robustez, documentação de datasheets/model cards, consultas com especialistas em ética, coleta de consentimento adequado) consome tempo e recursos significativos. O desenvolvedor muitas vezes se vê na posição de ter que "provar o negativo" — demonstrar que algo ruim não vai acontecer — enquanto a inovação pede para "mover rápido e quebrar coisas".
  4. Responsabilidade individual vs. sistêmica O desenvolvedor individual geralmente tem pouco poder de decisão sobre coleta de dados, definição de objetivos do produto ou escopo do projeto. No entanto, é ele quem precisa implementar as salvaguardas técnicas. Isso cria um dilema moral: até que ponto "empurrar" por práticas responsáveis quando isso pode atrasar o projeto ou ser visto como obstáculo à inovação?

Em resumo, o maior desafio não é técnico (existem ferramentas e técnicas para mitigar vieses, proteger privacidade etc.), mas sim cultural e organizacional: como convencer equipes e empresas de que abrir mão de alguns pontos de performance ou velocidade em prol da responsabilidade não é um "custo", mas um requisito fundamental para a sustentabilidade de longo prazo do produto e da própria empresa.

O desenvolvedor responsável precisa constantemente atuar como uma ponte — traduzindo preocupações éticas abstratas em impactos concretos de produto e negócio — enquanto resiste à tentação de priorizar apenas o que é mensurável e recompensado no curto prazo.

Clayton Pires
Clayton Pires - 15/12/2025 22:45


DIO Community
DIO Community - 03/12/2025 09:10

Excelente, Clayton! Que artigo cirúrgico, inspirador e estratégico! Você tocou no ponto crucial da Jornada Azure: a trilha de AZ-900 a AZ-305 não é apenas um conjunto de provas, mas um "passaporte de carreira" que constrói conhecimento real e empregabilidade imediata.

É fascinante ver como você aborda o tema, mostrando que o Brasil vive um déficit de 800 mil profissionais de tecnologia até $\text{2028}$, e o Azure está entre as três tecnologias mais demandadas.

Qual você diria que é o maior desafio para um desenvolvedor ao implementar os princípios de IA responsável em um projeto, em termos de balancear a inovação e a eficiência com a ética e a privacidade, em vez de apenas focar em funcionalidades?

HS

Henrique Santos - 02/12/2025 16:04

Excelente texto, em especial para quem tem interesse mas ainda não sabe por onde começar.

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