Leandro Silva
Leandro Silva19/04/2023 20:24
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Formação Docente Em Tempos De Tecnologia Digital

    FORMAÇÃO TECNOLÓGICA

    Formação Docente Em Tempos De Tecnologia Digital

    Acadêmicos¹: Leandro Gomes da Silva;

    Tutor²: Luiz Azevedo

    Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI

    Curso (FLC4719) – Seminário interdisciplinar VI

    01/06/2021

     

     

    RESUMO

    A formação tecnológica vai além das ferramentas a ser utilizadas no ambiente educacional, está na capacitação do docente para que essas ferramentas seja usadas da melhor foram. No mundo moderno é dinâmico, os conceitos sobre tipos abordagens na educação podem potencializar o aprendizados dos discentes através de jogos, vídeos, métodos de pesquisas, fluência digital e entres outros. Porém a formação completa desses discentes só será eficiente e de qualidade se os docente tiverem antes treinamento em novas ferramentas tecnológicas. Neste paper de estudo de caso de abordagem qualitativa, observamos alguns pontos para a formação tecnológica dos docentes, que é fundamental para a formação novos profissionais do futuro.

     

    Palavra-chave: Formação Tecnológica. Tecnologia Digital. Formação de professores para tecnologia.

     

     

    1.   INTRODUÇÃO

    O impacto das tecnologias digitais condiciona e até define as novas concepção de sociedade. Marcado pela quebra de paradigma presencial, na qual sempre formos preparados para realizar atividades cotidianas e profissionais. No novo cenário reaprendemos e reavaliamos nossas concepções de formação educacional.

    Vamos observar o uso das Tecnologias Digitais nas praticas docentes, suas complexidades, problemáticas e outras barreiras no contexto da formação do professor. Através do estudo do grupo de pesquisa ARGOS, sobre a cibercultura e o uso de Tecnologias Digitais na formação docentes, o projeto de investigações ocorre de forma encadeada, sendo depende uma da outra, ou seja, os resultados são fundamental para o próximo trabalho. O grupo busca identificar elementos para contribuir para a discursão da formação docente, seja ela no nível de graduação, pós-graduação ou formação continuada, no contexto emergente criado pela cibercultura (MODELSKI; GIRAFFA; CASARTELLI, 2019).

    Neste sentido, o principal objetivo deste trabalho é o de contribuir para a reflexão, ainda necessária, para a formação docente em tempos de tecnologia digital, e suas interrelação com conhecimentos, habilidades e atitudes para atuação dos educadores. Este artigo observar os resultados obtidos nessa teia de investigação realizado pelo grupo.

     

    2.   FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

    Levy (1999) cita que é necessário a manutenção do espaço epistêmico relacionado as bases da formação do educador para os novos espaços trazidos pela contemporaneidade na cibercultura. Saímos de meros receptores da informação para autores, como isso, pensar alternativas na formação docente vira desafiadora, pois em alguns momentos não conseguimos visualizar alternativas.

    Decorrente da evolução tecnológica dos últimos dois séculos, Santaella (2011) afirma que grande parte das invenções é formada por tecnologias que potencializam a capacidade humana para a produção de linguagem. Porque “É através da linguagem que o ser humano se constitui como sujeito e adquire significância cultural” (SANTAELLA, 2011). Como as novas formas de se comunicar, e, com isso, altera-se a forma de como percebemos o mundo, os espaços, tempo, os sentimentos, até de viver e relacionar-se. Ao decorrer dos anos, as novas descobertas potencializa e maximiza a inteligência e a capacidade do homem de evoluir e de inovar (MODELSKI; GIRAFFA; CASARTELLI, 2019).

    Partimos da premissa de que os alunos dominam as Tecnologias Digitais, trazendo para dentro os seus hábitos e comportamentos. Ensinar e aprender, projetar um novo contexto em parceria com os alunos, que já tem uma bagagem ao chegar na escola com os conhecimentos das ferramentas digitais. Necessitando da orientação do professor, e até desafiá-los, em sua formação como pessoa (MODELSKI; GIRAFFA; CASARTELLI, 2019).

     

    3.   METODOLOGIA

    Neste estudo de caso, com abordagem qualitativa sobre a formação tecnológica e alguns desafios de dois artigos da Educom-UFPE e da PUCRS.

               É preciso entender que a formação tecnológica sugere também do comprometimento dos participantes do processo de ensino e aprendizagem, engajamento de todos no âmbito não só educacional mas social, político e econômico. Esse processo de formação propõe a construção em conjunto, compartilhando experiências e mudança práticas se necessário, indo ao encontro dos quatros pilares da educação no século XXI, sugeridos por Delors et al. (1998) “ aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver” (LOPES, 2005).

                Para essa formação, os cidadãos devem ser capazes de lidar com ferramentas tecnológicas escolhendo-as e utilizando-as com os objetivos educacional. O educador deve adquirir autonomia de utilização do recurso tecnológico (LOPES, 2005).

               Na digitalização, o professor é visto sob diversas perspectivas. Como pode ser substituído pelas inovações; para outros, o educador precisa de tempo para aprender as novas ferramentas de seu trabalho todos os dias (LOPES, 2005).

               Visando essas demandas por novos aprendizagens e habilidades, Oliveira (1999) relata um projeto para introdução de computadores nas escolas de publicas da rede estadual de Pernambuco, iniciado em 1988, ao mesmo tempo, a secretaria de educação elaborou uma proposta de introdução da informática nas escolas de ensino fundamental e médio através do Educom-UFPE (LOPES, 2005).

               Enfatizando o princípios da democracia, estimulando a participação de todos para o desenvolvimento, planejamentos e das ações, porém isto não aconteceu. A entrada dos computadores na escola, não ter sido ampliado a discussão com os integrantes do processo, não possibilitou o levantamento de suas opiniões, sugestões e desejos para o uso dessa tecnologia, resultando na marginalização do projeto e dos participantes, colocando o computador como elemento estranho no processo educacional de formação publica de professores e alunos (LOPES, 2005).

               Em outra pesquisa realizada por Sampaio e Leite (1999), sobre tecnologia educacional e sua utilização nas escolas de ensino fundamental e médio e na universidade. Assim, surgiu uma nova pesquisa relacionada à alfabetização tecnológica professor. Afim de formar o conceito de “alfabetização tecnológica” como ferramenta e de comunicação, foi realizado um pesquisa com 40 professores, observando sua importância, adequação e dificuldades de aplicação, e os conhecimentos necessários para os professores possa ser considerado alfabetizado tecnologicamente (LOPES, 2005).

               A pesquisa resultou em três pontos para a formação:

    ·        Proporcionar ao professor condições para entender o computador, como mais uma maneira de representar o conhecimento;

    ·        Proporcionar vivência de uma experiência que contextualizando o conhecimento que ele construiu;

    ·        Criar cenários para que o educador saiba contextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante sua formação para a sala, para atingir a necessidade de seus alunos e os objetivos pedagógicos que tem como alvo.

    O projeto teve inicio com um curso presencial de 25 horas sobre a linguagem e a metodologia LOGO, e em seguida foi realizado um aprofundamento da metodologia. Após o curso as interações eram realizada via e-mail. Com as interações realizadas por professores do colégio, os mesmos relatavam as seus experiências dos alunos, questões teóricas ou práticas de uso do computadores e dificuldades que os professores encontravam no aspecto pedagógicos de uso do computador com seus alunos. Mensagens essas detalhadas como as dificuldades encontrada no processo de implantar o computador na realidade da escola (LOPES, 2005).

    Na pesquisa desenvolvida pela PUCRS, nós apresenta que o papel de um professore, pensado como transmissor de informação, no contexto atual, caiu em desuso, o tempo e as necessidades são outras. Dessa forma a formação docente, seja ela inicial ou continuada, necessita da articulação das necessidades do contexto social às praticas pedagógicas, envolvendo competências relacionadas às TDs (Tecnologias Digitais) (MODELSKI; GIRAFFA; CASARTELLI, 2019).

    O primeiro elemento importante para caracterizar uma competência é o conhecimento, é o que Zabala e Arnau (2010) cita como base na qualificação das ações pedagógica. Processo de construção do conhecimento através da interação entre o sujeito, o meio e suas estruturas (MODELSKI; GIRAFFA; CASARTELLI, 2019).

    O segundo elemento compõe uma competência chamada de habilidade, de caráter prático, técnico ou procedimental que relaciona á aplicação do conhecimento. Podendo ser desenvolvida de acordo com o contexto sociocultural e cognitivo da pessoa (MODELSKI; GIRAFFA; CASARTELLI, 2019).

    O terceiro elemento é a atitude, que representa as formas de ser e de agir, afinidades, emoções e sentimentos. A atitude foi bem definida por Lambert e Lambert (1996, p.77) “ uma atitude é a maneira organizada e coerente de pensar, sentir e reagir em relação a objetos, pessoas, grupos e questões sociais ou qualquer acontecimento no meio” (MODELSKI; GIRAFFA; CASARTELLI, 2019).

    A tecnologia sempre fará parte do cotidiano da escola e o uso pedagógico irá depender do professor. Quem cria estratégias, práticas e didáticas para o uso de um recurso é o educador. Não é o suficiente o investimento somente em cursos e capacitação para o uso de determinada tecnologia; é necessário investir na formação o uso didático dos recursos tecnológicos de forma continuada. Se faz necessário criar espaços estrategicamente pensado para o desenvolvimento do corpo docente experimente, teste, discuta e troque experiencias sobre as possibilidades didáticas, para auxiliar o professor a pensar alternativas para compor suas práticas com uso das tecnologias nos ambientes de educação (MODELSKI; GIRAFFA; CASARTELLI, 2019).

     

    4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

               

               O processo de ensinar a outros não é simples, é feito de modo gradativo e continuo. Ao ensinar novos alunos o professor sempre terá novos desafios para enfrenta e em conquista a atenção dos alunos e ao mesmo tempo incentiva-lo a buscar mais através das ferramentas tecnológicas. Quem fará essa ponte entre o conhecimento e o aluno será o professor, ele deverá estar preparado e instruído para orienta os alunos em caso de dificuldade com a ferramenta (computador ou outras tecnologias digitais) e o ensino, para extrair o melhor do aluno, tanto dentro ou fora de aula.

               Observamos em dois estudo de caso que o professor, peça fundamental na transmissão do ensino para o aluno, ele ira escolher a melhor estratégias, práticas e didáticas a se usada. Para o educador precisa de uma formação continuada em novas ferramentas a se usadas no ambiente educacional, através dos três elementos da construção do conhecimento da pesquisa da PUCRS: conhecimento, habilidade e atitude; itens importante no desenvolvimento continuo do educador.

               No mundo que ser aproxima a passos largos da internet das coisas e da indústria 4.0 não pode da ao luxo de deixa capacitar seus professores, os órgãos governamentais, secretaria, ministério da educação e sociedade de educação privada, deve capacitar os instrutores de suas instituições independente do tipo de ensino que o mesmo atuem, seja em: educação fundamental, médio, ou superior. Somente assim iremos formar professores e alunos, um melhor profissional no futuro.

     

    REFERÊNCIAS

     

    MODELSKI, Daiane; GIRAFFA, Lúcia M. M.; CASARTELLI, Alam de Oliveira. Tecnologias digitais, formação docente e práticas pedagógicas. 2019. 17 f. Tese (Doutorado) - Curso de Pedagógia, Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/qGwHqPyjqbw5JxvSCnkVrNC/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 20 jun. 2021.

     

    SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2011.

     

    DELORS, Jacques; AL-MUFTI, In’am; AMAGI, Isao; CARNEIRO, Roberto; CHUNG, Fay; GEREMEK, Bronislaw; GORHAM, William; GORHAM, William; GORHAM, William; QUERO, Marisela Padrón. Educação, um tesouro a descobrir. Campo Grande: Relatório Para A Unesco da Comissão Internacional Sobre Educação Para O Século XXI, 1998. 19 p. Disponível em: http://dhnet.org.br/dados/relatorios/a_pdf/r_unesco_educ_tesouro_descobrir.pdf. Acesso em: 20 ago. 2021.

     

    OLIVEIRA, Ramon. Informática Educativa. 3. ed. Campinas: Papirus, 1999.

     

    SAMPAIO, M. N.; LEITE, L. S. Alfabetização tecnológica do professor. Petrópolis: Vozes. 1999.

     

    LOPES, Maria Cristina Lima Paniago. Formação tecnológica: um fenômeno em foco. 2005. 10 f. Tese (Doutorado) - Curso de Lingüística Aplicada e Estudos de Linguagem, Universidade Católica Dombosco, Campo Grande, 2005. Disponível em: https://www.serie-estudos.ucdb.br/serie-estudos/article/view/452/341. Acesso em: 20 jun. 2021.

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