Seu código não é limpo: 4 regras que aprendi depois de ler Clean Code, de Robert C. Martin.
Apesar de o livro ter sido publicado há mais de 10 anos e ser baseado em Java, uma linguagem muito popular na época, os conceitos apresentados são válidos para qualquer pessoa que queira escrever código e criar software.
1.O código deve contar uma história: como se você estivesse lendo um conto, as funções, os objetos, os ifs e os loops devem dizer o que estão fazendo e por quê. Ele deve ser simples; as variáveis devem estar próximas de onde são usadas, as funções que chamam outras devem estar uma após a outra. Se estiver rebuscado demais, REFACTORE seu código.
2.Comentários não são decoração: se o código é claro, não há necessidade de adicionar //VARIÁVEIS ou //a função soma mais um. Eles também não devem guardar informações de código morto ou versões passadas (deixe esse trabalho para o Git). Adicione um comentário apenas se ele trouxer uma informação valiosa que o código não consegue expressar.
3.Uma boa função faz UMA coisa: se uma função tem efeitos colaterais, ela se torna complexa e difícil de manipular e entender. No cenário ideal, as funções deveriam se dedicar a fazer uma única coisa — e fazê-la bem.
4.O software é um relógio suíço: assim como os relógios suíços são feitos de muitas peças pequenas (que funcionam corretamente) e juntas fazem tudo funcionar em harmonia, o seu código deveria ser igual.
Se você tornar seu código modular, ele será mais flexível e resistente a mudanças. Se algo falhar ou precisar ser alterado, basta substituir uma parte que, estando corretamente isolada, permite mudanças sem efeitos colaterais no futuro.
Ninguém é perfeito. A melhor forma de escrever código limpo e se tornar um programador melhor é PRATICAR, PRATICAR, PRATICAR.
Agora é minha vez de colocar esses conselhos à prova.



