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Fabiano Silva
Fabiano Silva22/03/2023 18:37
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Spring Boot

  • #Spring Boot / Spring Framework
  • #Java

Olá! Neste post, vou falar sobre o Spring Boot, um projeto que facilita a criação de aplicações e serviços baseados no Spring com o mínimo de configuração. Se você já usa o Spring ou quer começar a usar, o Spring Boot pode ser uma ótima opção para acelerar o seu desenvolvimento.

O que é o Spring Boot?

O Spring Boot é um projeto que faz parte da família Spring e que tem como objetivo simplificar a criação e execução de aplicações baseadas no Spring. Ele oferece uma série de recursos e vantagens, tais como:

- Uma forma rápida e fácil de começar um projeto com Spring, usando um gerador online chamado Spring Initializr ou uma ferramenta de linha de comando.

- Uma visão opinada do Spring e das bibliotecas de terceiros, fornecendo dependências pré-configuradas que podem ser adicionadas ao seu projeto com pouca ou nenhuma configuração adicional.

- Uma configuração automática do Spring e das bibliotecas de terceiros sempre que possível, reduzindo a necessidade de arquivos XML ou anotações.

- Uma série de recursos prontos para produção, como métricas, verificações de saúde, configuração externa, servidores embarcados (Tomcat, Jetty ou Undertow) e muito mais.

- Nenhuma geração de código e nenhuma exigência de configuração XML.

Como funciona o Spring Boot?

O Spring Boot funciona usando o conceito de starters (iniciadores), que são dependências que agrupam outras dependências relacionadas a uma determinada funcionalidade do Spring ou de uma biblioteca externa. Por exemplo, se você quer usar o Spring MVC para criar uma aplicação web, basta adicionar a dependência spring-boot-starter-web ao seu projeto. Isso vai trazer todas as dependências necessárias para usar o Spring MVC, como o spring-webmvc , o spring-web , o jackson-databind , entre outras.

Além disso, o Spring Boot usa um mecanismo chamado autoconfiguração , que tenta configurar automaticamente as dependências do seu projeto com base nas propriedades definidas no arquivo application.properties (ou application.yml ), nas classes disponíveis no classpath e nas anotações usadas no seu código. Por exemplo, se você tem a dependência spring-boot-starter-data-jpa no seu projeto e também tem uma classe anotada com @Entity , o Spring Boot vai assumir que você quer usar o JPA para persistir os seus dados e vai configurar um EntityManagerFactory , um DataSource , uma TransactionManager e outras classes relacionadas.

Claro que nem sempre a autoconfiguração vai atender às suas necessidades específicas. Nesse caso, você pode sobrescrever as configurações padrão do Spring Boot usando as seguintes formas:

- Definindo propriedades personalizadas no arquivo application.properties (ou application.yml ).

- Criando beans do tipo @Configuration , @Component , @Service , @Repository ou outros estereótipos do Spring para substituir os beans criados pela autoconfiguração.

- Usando anotações como @EnableAutoConfiguration , @ImportAutoConfiguration ou @SpringBootApplication (que combina várias anotações) para habilitar ou desabilitar certas classes de autoconfiguração.

Como começar a usar o Spring Boot?

Se você ficou interessado em usar o Spring Boot no seu próximo projeto, existem várias formas de começar. Aqui estão algumas delas:

- A forma mais rápida é usar o site https://start.spring.io/ , onde você pode gerar um projeto com as dependências e configurações básicas que você escolher. Você pode baixar um arquivo zip com o código fonte do seu projeto ou importá-lo diretamente na sua IDE favorita.

- Outra forma é usar a ferramenta spring-boot-cli , que permite criar e executar scripts em Groovy usando os recursos do Spring Boot. Você pode instalar essa ferramenta seguindo as instruções da documentação oficial .

- Você também pode consultar a documentação de referência, que inclui instruções detalhadas de instalação e um guia abrangente para iniciantes.

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Comentários (1)

JP

Joel Pacheco - 22/03/2023 20:12

eu não costumava gostar muito de Java, ate conhecer o Spring boot, e muito toda a minha perspectiva sobre, e hoje eu me identifico muito mais com o Java do que com outras linguagens.