A era do medo – Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
"Muitas empresas ainda permanecem nos estágios fundamentais da adoção da tecnologia de IA generativa. Eles não têm nenhuma estratégia abrangente de IA implementada, nenhum caso de uso claro a ser seguido e nenhum acesso a uma equipe de cientistas de dados e outros profissionais que possam ajudar a orientar a jornada de adoção da IA pela empresa." (Databriks).
Neste momento é oportuno que os gestores reflitam sobre as motivações na adoção por soluções de IA nos projetos e processos organizacionais e de negócios. Embora na sua maioria pragmáticos e embasados em dados para tomada de decisões, enquanto seres humanos, somos fortemente influenciados por fatores sociais e emocionais, as vezes até por “Dissonância Cognitiva” conforme explica o autor de “O Animal Social”, Elliot Aronson.
Tenho acompanhado a evolução da TI desde os anos 90, quando não existiam nem cursos universitários e profissionais específicos. Acompanhei os avanços de hardware da computação pessoal, a evolução dos SOs, o surgimento das primeiras redes LANS e WANs, Internet, etc. AI é um novo “hype”?
Mesmo assim, tem alguma coisa que me incomoda e falo como pessoa. Uma incerteza sobre o que fazemos e sobre quais os impactos negativos teremos que enfrentar no futuro. Empresários, gestores, funcionários estão sendo de certa forma empurrados a acompanhar as mudanças e impactos da IA nas organizações em alta velocidade, de forma que a maioria dos projetos não alcançaram maturidade e não estão trazendo os resultados esperados em agregar o valor aos produtos e serviços. Estudos globais, como os do MIT e Gartner, apontam que uma porcentagem significativa dos projetos de IA não atinge os resultados esperados. Algumas estimativas sugerem que cerca de 95% dos projetos de IA falham em acelerar a receita ou gerar resultados expressivos. Mas a demanda por IA só aumenta assim como os investimentos em desenvolvimento. A Automação de processos existe já a muito, mas parece algo totalmente inovador com a IA.
Incertezas e riscos sobre os investimentos aumentam por fatores pouco mensuráveis devido à um cenário pouco claro sobre o impacto dessas transformações. Medo de ser superado pela concorrência, colaboradores com receio sobre seus postos de trabalho, busca desenfreada pela inovação e eficiência. O ROI pode ser um indicador importante, mas rever a “VISÃO” das organizações para, a partir dali, revisar os planos e processos de negócio. Abraçar marcos regulatórios de IA como referência ética e a auto regulação podem servir como portos seguros necessários nesse oceano de incertezas. Sabemos que as empresas e organizações existem pela e para as pessoas, com função social altamente relevante.



