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Flavio Costa04/12/2025 16:23
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A influência da inovação tecnológica e o crescimento das startups no consumo de dados em nuvem

  • #DevOps

Em 7 de maio de 2025, o mercado de computação em nuvem continua a apresentar um crescimento robusto, impulsionado pela incessante inovação tecnológica e pela proliferação de startups. De acordo com análises recentes do setor, o mercado global de computação em nuvem deve crescer a uma Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR) de aproximadamente 30% de 2023 a 2030, um pouco mais moderada em relação aos 35% de crescimento anual relatados em anos anteriores, devido à maturação do mercado e ao aumento da concorrência. O ecossistema de startups permanece um catalisador significativo, com estimativas sugerindo que mais de 150.000 novas startups surgem diariamente, muitas delas aproveitando a infraestrutura em nuvem para evitar a necessidade de hardware local.

O Papel das Startups na adoção da nuvem

As startups dependem predominantemente de provedores de serviços em nuvem, como Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure, Google Cloud Platform (GCP) e players emergentes como Alibaba Cloud, por sua escalabilidade, flexibilidade e custo-benefício. Essa dependência permite a implementação rápida de soluções inovadoras, desde análises baseadas em inteligência artificial até serviços habilitados para IoT, que alimentam aplicativos voltados para o consumidor, como bancos digitais, plataformas de comércio eletrônico e aplicativos de saúde personalizados. Esses aplicativos geram enormes quantidades de dados, aumentando significativamente a demanda por armazenamento em nuvem.

A Avalanche de dados: Big Data, Data Lakes e além

A transição para arquiteturas de big data e data lakes transformou a forma como as organizações gerenciam informações. Os data lakes, projetados para armazenar dados estruturados e não estruturados em escala, tornaram-se essenciais para as estratégias modernas de nuvem. No entanto, nem todos os dados mantêm seu valor ao longo do tempo. Pesquisas indicam que aproximadamente 50-60% dos dados armazenados em ambientes corporativos são redundantes, obsoletos ou triviais (ROT). Essa ineficiência é agravada pelo ritmo rápido de criação de dados, onde informações de uma década atrás muitas vezes não têm relevância para a tomada de decisões atual.

Custos ambientais e econômicos do acúmulo de dados

O impacto ambiental do armazenamento de dados desnecessários é uma preocupação crescente. Um estudo de 2024, realizado por uma empresa líder em gerenciamento de dados, estimou que os data centers em todo o mundo emitem mais de 8 milhões de toneladas métricas de CO2 anualmente para manter dados redundantes, um aumento em relação às 6,4 milhões de toneladas citadas em relatórios anteriores, devido ao aumento da adoção da nuvem. O consumo de energia dos data centers, muitas vezes alimentados por combustíveis fósseis, destaca a urgência de abordar a ineficiência de dados.

Pedro Saenger, executivo de gerenciamento de dados, observou com precisão: “As organizações acumulam dados por medo de perder possíveis insights, mas isso tem um custo elevado tanto para os orçamentos quanto para o meio ambiente.” O impacto financeiro é igualmente significativo, com empresas gastando bilhões anualmente em armazenamento de dados que oferecem pouco ou nenhum valor comercial.

Estratégias para um armazenamento em nuvem sustentável

Para enfrentar esses desafios, proponho uma abordagem multifacetada com base em mais de uma década de experiência em otimização de armazenamento em nuvem:

  1. Classificação de Dados na Ingestão: Implementar a marcação automatizada de metadados durante a ingestão de dados para categorizá-los por relevância, tipo, uso e período de retenção. Por exemplo, modelos de aprendizado de máquina podem prever a obsolescência de dados, sinalizando registros para exclusão após um período predefinido (por exemplo, 5 anos para dados não regulatórios).
  2. Políticas de Gerenciamento de Ciclo de Vida: Provedores de nuvem como AWS e Azure oferecem ferramentas de Lifecycle Management. Essas ferramentas devem ser amplamente adotadas para mover dados obsoletos para camadas de armazenamento mais baratas ou excluí-los completamente, reduzindo os custos de armazenamento em até 40% em alguns casos.
  3. Incentivo à Eficiência: Governos e órgãos da indústria poderiam integrar a otimização de armazenamento em nuvem em programas de crédito de carbono. Empresas que demonstrarem redução na pegada de dados — por meio de métricas como proporção de armazenamento por receita — poderiam receber incentivos fiscais ou créditos de compensação de carbono, alinhando benefícios econômicos com metas ambientais.
  4. Computação de Borda e Minimização de Dados: Ao processar dados na borda (por exemplo, dispositivos IoT ou servidores locais) antes de enviá-los para a nuvem, as organizações podem reduzir o volume de dados armazenados. Técnicas como deduplicação e compressão de dados otimizam ainda mais o armazenamento, com ferramentas adequadas é possível alcançar até 70% de economia de espaço.

O Caminho adiante

A sinergia entre inovação tecnológica e o crescimento de startups continua a impulsionar a demanda por armazenamento em nuvem, mas a proliferação descontrolada de dados ameaça a sustentabilidade econômica e ambiental. Ao priorizar a governança de dados, aproveitar ferramentas avançadas de nuvem e alinhar-se com iniciativas globais de sustentabilidade, as organizações podem transformar os dados de um passivo em um ativo estratégico. À medida que os provedores de nuvem lançam recursos de otimização de armazenamento baseados em IA, a indústria está preparada para enfrentar esses desafios de frente, garantindo que a nuvem permaneça uma pedra angular da inovação.

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Flavio Costa - 05/12/2025 19:35

O maior desafio é não deixar a pressão por entregar rápido engolir as decisões éticas. Na prática, desenvolvedores e SREs convivem com prazos apertados, clientes ansiosos e a sensação de que “depois a gente arruma” ou "acertamos isso na próxima sprint". O problema é que com o uso da IA não é possível fazer esse “arruma depois”, ela precisa entrar no ciclo desde o início. Outro ponto é que devemos pensar na IA como uma solução que precisa ter controles e também precisa ser supervisionada. Olhando todo esse contexto eu pensaria em algumas diretrizes simples, realistas e aplicáveis no dia a dia de desenvolvedores e SREs em uma operação DevOps.

  • Comece com perguntas incômodas: “Esse dado precisa mesmo ser coletado?"
  • Minimize dados por padrão: só coletar o essencial, anonimizar cedo, excluir cedo.
  • Teste não só o que funciona, mas quem pode ser afetado: cenários de viés, erros injustos e uso indevido.
  • Documente decisões éticas como se fosse parte do código: explique por que um dado é usado, por que um modelo foi escolhido, quais riscos foram considerados.
  • Inclua checkpoints éticos no fluxo: antes de subir uma feature, pergunte “essa entrega viola algum princípio básico de privacidade, segurança, transparência ou equidade?”.
  • Monitore o que importa (além da performance): alertas para uso anormal de dados, respostas incoerentes do modelo, deriva de comportamento ou risco de vazamento.
  • Tenha políticas claras de acesso: quem vê o quê, por quanto tempo e por qual motivo.
  • Automatize proteções: logs anonimizados, segregação de ambientes, rotinas de exclusão periódica, controle de versões do modelo.
  • Trate incidentes éticos como incidentes técnicos: com post-mortem, correção rápida e aprendizado.
  • Garanta auditabilidade: tudo que a IA faz deve ser rastreável — sem zona cinzenta.

Em resumo: inovar com IA só é sustentável quando ética, privacidade, segurança e transparência fazem parte do fluxo de desenvolvimento e operação — não como burocracia, mas como engenharia de qualidade.

DIO Community
DIO Community - 04/12/2025 17:16

Excelente, Flávio! Que artigo cirúrgico, visionário e urgentíssimo! Você tocou no ponto crucial da Sustentabilidade em Cloud: a proliferação descontrolada de dados ROT (Redundant, Obsolete, Trivial) é uma ameaça silenciosa que gera 8 milhões de toneladas métricas de CO2 anualmente e compromete o orçamento.

É fascinante ver como você aborda o tema, mostrando que a sinergia entre inovação tecnológica e startups impulsiona a demanda, mas o acúmulo de dados transforma o ativo estratégico em um passivo insustentável.

Qual você diria que é o maior desafio para um desenvolvedor ao implementar os princípios de IA responsável em um projeto, em termos de balancear a inovação e a eficiência com a ética e a privacidade, em vez de apenas focar em funcionalidades?

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