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Thalyta Pértico
Thalyta Pértico02/07/2026 22:50
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Achei que aos 30 já era tarde para começar na tecnologia. Eu estava errada.

  • #Comunicação Assertiva

Por um tempo eu tive uma frase quase automática na cabeça: "acho que já passou da minha hora". Eu já tinha passado dos 30. Tinha minha própria agência de marketing, uma carreira na comunicação, sabia fazer bem o que fazia. Mas toda vez que o assunto era tecnologia, automação, inteligência artificial, aquele mundo que não para de correr, eu me encolhia. Pensava que aquilo era pra quem tinha começado cedo. Não pra mim. Se você já sentiu isso, continua comigo. A virada que eu vivi talvez seja a que você está esperando pra dar.

Sobre achar que o trem já passou

Ninguém comenta muito, mas existe uma solidão específica em querer mudar de rumo depois dos 30. Não é o frio na barriga de quem começa do zero e não tem nada a perder. É o de quem já construiu alguma coisa e fica se perguntando se vale a pena se arriscar de novo. Pra mim, esse "de novo" era a tecnologia. Eu vinha da comunicação, do marketing, de estratégia de conteúdo e de marca. E olhava pra automação e IA como quem olha uma festa pela janela sem ter sido convidada. O pior é que a idade virou desculpa. "Passei dos 30 e não fiz." Como se aprender tivesse prazo de validade. Como se aquela porta estivesse trancada, quando na verdade eu nunca tinha nem tentado a maçaneta.

A palavra que mudou meu ano

Em 2024 eu fui pela primeira vez ao RD Summit. Fui atrás de tendência de marketing, sem esperar grande coisa além disso. No meio de uma palestra ouvi um termo que nunca tinha me ocorrido: MARTECH. Marketing mais tecnologia. Exatamente as duas coisas que eu achava que moravam em endereços diferentes. Foi tipo acender a luz de um cômodo que eu nem sabia que existia dentro de casa. Ali várias coisas se encaixaram. Eu não precisava largar a comunicação pra entrar na tecnologia, nem recomeçar do zero competindo com quem programa desde os 15. O que faltava no mercado era gente capaz de ligar os dois lados, e eu já tinha um pé em cada um sem ter percebido. Aquela palavra funcionou como uma permissão. A que eu vinha esperando pra acreditar que meu caminho fazia sentido.

O que o DIO Campus Expert me mostrou

Descobrir que tem um caminho é uma coisa. Ter coragem de andar por ele é outra bem diferente. Foi aí que entrou o DIO Campus Expert. Entrar num programa ligado ao mundo tech, vindo da comunicação, acordou o medo de novo. No começo a síndrome do impostor falou alto: você não é dessa área, vai ficar pra trás, todo mundo aqui sabe mais que você. Só que aconteceu uma coisa que eu não esperava. Quanto mais eu me metia no assunto, mais eu via que minhas habilidades não atrapalhavam. Elas ajudavam. Saber comunicar, contar uma história, entender quem consome, pensar estratégia: nada disso é "menos técnico". É o que faz a tecnologia servir pra alguma coisa. Uma automação impecável não vale muito se ninguém consegue mostrar pro cliente por que ela importa. Uma IA poderosa também não, se falta quem entenda a pessoa do outro lado da tela. O programa me deu clareza numa coisa que hoje eu defendo sem titubear: o futuro passa por automação, IA, consumo e cliente andando juntos. Marketing e tecnologia não são rivais. Combinam.

O que eu aprendi sobre carreira e sobre idade

Se eu tivesse que resumir o que essa fase me ensinou:

  • Não tem idade certa pra começar. Tem o dia em que você para de se convencer de que já era.
  • Sua formação não é uma cela. É uma base. E base aguenta andar novo em cima.
  • Tecnologia não é só de quem programa. Ela precisa de gente que entende de gente.
  • O que parece atraso muitas vezes é bagagem. O que você viveu antes vira repertório agora.

Hoje meu plano é continuar me aprofundando nessa mistura de marketing com tecnologia. Quero entrar mais fundo em automação, IA e MARTECH, e montar uma carreira que junte o que eu já sou com o que ainda quero ser.

Se você leu até aqui

Talvez você seja como eu era há pouco tempo. Alguém de uma área "não técnica" olhando pra tecnologia com vontade e com medo ao mesmo tempo, se perguntando se ainda dá tempo. Deixa eu te falar, de quem já esteve exatamente nesse lugar: dá tempo, sim. Não importa sua formação, sua idade ou quão longe você acha que está. No fim, quase tudo se conecta com tecnologia, automação e IA, e a gente só tende a ficar mais conectado daqui pra frente. Então, seja você da comunicação, do design, da sala de aula ou das vendas, se sentir esse chamado, não compra a ideia de que aquele espaço não é seu. É seu, sim. Se candidate, estude, ocupe. Programas como o DIO Campus Expert existem pra abrir essa porta.

Minha maior descoberta não foi técnica. Foi entender que eu nunca precisei escolher entre o que eu era e o que eu queria virar. Cabia tudo no mesmo caminho.

O seu também cabe. Depende de você dar o primeiro passo.

Thalyta

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