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Paulo Santos
Paulo Santos20/03/2026 15:43
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Do Front Militar ao Front Digital: Comunicação para a Carreira Tech

    A falha na comunicação é apontada como um dos principais motivos para o fracasso de projetos de software. No universo da tecnologia, dominar as linguagens de programação é apenas metade do caminho. A outra metade é saber como transmitir o valor do que estamos construindo.

    Sou estudante de Engenharia de Computação na UNIVESP e estou mergulhando no mundo da tecnologia. Minha base de comunicação vem de um lugar onde a clareza salva vidas: o Corpo de Bombeiros.

    Lá, aprendi que a comunicação só é efetiva quando a mensagem chega sem ruído ao receptor. De nada adianta "falar bonito" se quem recebe a informação não entende a instrução. Agora, ao iniciar na tecnologia, percebo que o desafio é o mesmo: estou aprendendo a "traduzir" os novos termos técnicos para que, no futuro, eu consiga falar com clareza tanto com desenvolvedores quanto com clientes "civis".

    Recentemente, como Embaixador DIO Campus Expert, participei de uma mentoria com o Felipão da DIO que me fez refletir: como posso aplicar os 15 anos de experiência no Corpo de Bombeiros nessa minha nova jornada na Engenharia de Computação?

    1. O Código Não se Explica Sozinho

    Na mentoria do Campus Expert, entendi que a comunicação é menos sobre o que você diz, e mais sobre o que o outro compreende. Um dos meus grandes aprendizados e metas para a carreira tech é usar os termos e a forma certa de acordo com o público.

    Mesmo que eu ainda esteja dominando os conceitos técnicos, já entendi a importância de tentar usar o mesmo tom ou até "gírias" do receptor para gerar conexão. É uma técnica de empatia que pretendo levar para cada reunião e projetos.

    2. Além das Palavras: Postura e Comunicação Não-Verbal

    Outro tema vital foi a importância do que não é dito: postura, vestimenta e entonação. No militarismo, a postura é fundamental para dar uma ordem, mas ela deve se transformar completamente ao atender uma vítima ou confortar familiares.

    O Felipão citou como grandes líderes, como Mark Zuckerberg, usam a imagem a seu favor. Para mim, que estou construindo uma nova carreira, portar-se e vestir-se adequadamente para cada ambiente é uma escolha estratégica que comunica respeito e profissionalismo antes mesmo de eu começar a explicar um código. É um exercício constante de adaptação ao novo ambiente corporativo.

    3. Comunicação Não Violenta

    Dominar tecnologias inovadoras exige também dominar a Comunicação Não Violenta (CNV). Como estou evoluindo em comunidade com experts, entendo que a troca de informações deve ser fluida e humilde.

    Minha meta é desenvolver a habilidade de "tradução" técnica: conseguir explicar um conceito complexo de forma simples, assim como faço no quartel ao explicar um procedimento para uma pessoa leiga. Essa ponte entre o técnico e o humano é o que diferencia profissionais em evolução de líderes que inspiram confiança.

    Conclusão:

    Aprender a se comunicar de forma estratégica na tecnologia é um processo contínuo de adaptação. O que eu sei hoje é que as soft skills e a postura correta abrem portas que o código, sozinho, muitas vezes encontra trancadas.

    Por vezes, tento explicar alguns conceitos e projetos para minha esposa e meu filho. Utilizo uma técnica conhecida no meio dev como "Rubber Duck" (Patinho de Borracha), onde você tenta explicar algo para alguém que não é da área como forma de praticar a comunicação e organizar o pensamento. Confesso: a cara de "paisagem" deles, algumas vezes, é o melhor feedback para mostrar os pontos em que ainda tenho que melhorar.

    Meu convite para você, que também está começando, é um desafio prático:

    Observe como os profissionais que você admira se comunicam. Note a postura e os termos que eles usam. Eu estou fazendo esse exercício diariamente, unindo a disciplina militar com a agilidade tech.

    Gostou dessa reflexão? Comente aqui embaixo: você também sente o desafio de "traduzir" o que está aprendendo para quem não é da área? 🚀

    Sobre o autor:

    Olá! Sou Paulo Fellipe, estudante de Engenharia de Computação e entusiasta da tecnologia. Atualmente, como Embaixador no programa Campus Expert da DIO, busco unir minha experiência no setor público com os novos aprendizados do mundo digital para impactar minha comunidade acadêmica.

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