Linguagem de programação deveria ser uma matéria obrigatória nas escolas?
A questão de tornar a linguagem de programação uma disciplina obrigatória nas escolas é um tópico de debate significativo. Aqui estão alguns pontos a considerar:
Importância da programação:
- Vivemos na era da tecnologia, onde tudo ao nosso redor, gira em torno da tecnologia, isso é fato.
- Pensamento crítico: A programação promove habilidades de resolução de problemas e pensamento lógico, úteis em várias áreas. Os alunos aprendem a organizar seus pensamentos e transformá-los em dados que formam instruções e tarefas. Com esse aprendizado, o raciocínio lógico é trabalhado e aprimorado regularmente.
- Mercado de trabalho: Nos últimos anos aumentou a demanda por profissionais de tecnologia de maneira significativa, programadores, analista de dados, área de redes, segurança, ... são diversas áreas em TI. E outro dado importante, muita gente migrando pra TI, pessoas de humanas, saúde.
Quais os desafios:
- Qualificação de professores: Nem todos os professores estão familiarizados ou qualificados para ensinar programação.
- Equidade: Nem todas as escolas têm acesso a recursos suficientes para ensinar programação de forma eficaz, ou seja, nem todas as escolas tem recursos para investir.
Alternativas:
- Disciplina opcional: Oferecer aulas de programação como uma disciplina opcional pode ser uma maneira de introduzir o assunto sem sobrecarregar o currículo principal.
- Atividades extracurriculares: Escolas podem oferecer atividades extracurriculares de programação para alunos interessados.
- Parcerias com instituições ou organizações externas: Colaborações com empresas ou organizações podem trazer programas de ensino de programação para as escolas.
Por tanto, a introdução da programação como disciplina obrigatória nas escolas tem seus prós e contras. Ainda assim, é importante reconhecer o valor das habilidades de programação e explorar maneiras de integrá-las ao sistema educacional, mesmo que não seja necessariamente como uma matéria obrigatória, mas sim de maneira acessível e eficaz para os alunos
Fonte:
- Imagem retirada da internet. Disponível em: <https://escoladainteligencia.com.br/blog/programacao-na-escola/> Acesso em 03 de Janeiro de 2024.




Sou professora (desde 2006) e participei de uma capacitação para desenvolver atividades práticas no ambiente de sala de aula usando a placa educacional Micro:bit. (para professores e oferecida pela faculdade de engenharia da UNICAMP). Participei durante 1 ano das atividades desse curso posteriormente e o número de professores interessados tem crescido. Como professora de alfabetização, afirmo que todos aqueles que se interessar tem capacidade para programar, especialmente crianças. O problema é que, além das políticas educacionais nivelarem os alunos da escola pública para baixo, a defasagem crescente no conteúdo, ainda temos que contar com a má vontade das secretarias. A escola onde trabalhei recebeu mais de 100 micro:bit, mas demorou 2 anos para serem liberados. A professora responsável conseguiu liberar durante a pandemia, mas todos foram recolhidos em seguida. Por outro lado, a escola particular em que eu dei aula, explorava o "laboratório maker" com os alunos diariamente. E no ensino Médio, os alunos interessados participavam de desafios de Lógica de programação. Na escola pública, alunos que se destacam em matemática são desencorajados a estar a frente dos outros alunos da turma. Na prática, são chamados para conversar e até mesmo são intimidados veladamente pelos professores a esconder a suas habilidades. Fora a importunação de outros alunos. Existe um luta contínua em desfavor do esforço próprio, do senso de capacidade dos alunos e em favor de uma educação mais sentimental e permissiva. Trabalhei durante 4 anos com alunos em educação domiciliar, e é comum crianças de menos de 10 anos serem apaixonadas por programação e aulas práticas baseadas em projetos, com o devido incentivo dos pais. Não é atoa que os 10 primeiros lugares na olimpíadas de foguetes foram de famílias educadoras. Fato devidamente ocultado. Para inserir uma nova disciplina, como lógica de programação, é preciso entender como os educadores que criam a BNCC e o PNE, veem a finalidade da educação. Devo dizer que o PNE 2024 vai chegar com mais um golpe na educação básica voltada para as ciências e a própria alfabetização efetiva (capacidade de fazer inferências, compreender, comentar, argumentar) das crianças está e jogo. As taxas crescentes do analfabetismo funcional apenas atestam o fato de que algo está muito errado na alfabetização das crianças.
Não sou professora mas tenho muitos membros da minha família que são professores de escolas publicas, em uma região onde a educação publica é particularmente boa no Brasil, no caso o Distrito Federal. Do meu ponto de vista no contexto atual não é possível e num contexto onde as disciplinas já ministradas nas escolas fossem dadas de forma regular e a um nível de profundidade maior não seria necessário ensinar Programação ou linguagem de programação nas escolas.
Me permita explicar o por que.
As bases da LOGICA computacional ou Logica de programação é tanto a logica matemática como também a logica filosófica, traduzindo pra uma coisa só, a base da programação é o pensamento critico para a solução de problemas e isto deveria ser ensinado não através de uma matéria tecnicista como logica de programação mais através de um método questionador estimulado pelas matérias ditas de humanas. Deste modo, se a base estiver bem desenvolvida a parte técnica de programar não seria um desafio.
Porque eu questiono nesta resposta apenas a escola publica, a resposta é simples por que as escolas particulares podem desenvolver estas atividades e as desenvolvem a alguns anos, seja para oferecer um diferencial para os pais ou por demanda dos pais e alunos. Mas como poderíamos oferecer o mesmo na escola publica onde ainda é possível encontrar escolas de ensino médio que passam as vezes anos sem professores de matérias chaves como filosofia, matemática e até português, isso se excluirmos as escolas que não possuem nem mesmo energia elétrica.
Então o ensino de programação ou mesmo logica computacional nas escolas não deve ser nosso foco, mas sim a cobrança por uma educação de qualidade e questionadora para nossa juventude, afinal como muitos já apontam não é a inteligência artificial que me assusta mas a burrice natural.
Linguagem de programação - > NÃO!
Pensamento Lógico e Metodologia STEM / STEAM -> SIM ^^
A aplicação do conceito lógico, estruturado a uma linguagem de desenvolvendo, é uma consequência prática. Em formação precisamos de bases analíticas e não de ferramentas práticas.
Isso não daria certo porque nem todo ser humano tem habilidades para programar já que é necessário um bom conhecimento de matemática e raciocínio lógico para isso. Além disso, cada linguagem de programação tem a sua própria curva de aprendizado.