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Alex Vidsiunas
Alex Vidsiunas09/09/2025 13:23
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Mundo BANI no Ensino Superior: Ele é Real? Como Lidar com Ele no Ambiente Acadêmico?o artigo

    Desde que iniciei minha trajetória como professor universitário há 20 anos, uma questão central sempre coexistiu com outros pensamentos: "Como tornar compreensível o aparentemente hermético?". Reformulando essa indagação de forma mais clara e objetiva: "Como transformar algo difícil e complexo em algo acessível e compreensível para meus alunos?" (sumarizando: “Como tornar fácil o difícil?”).

    Confesso que ainda não encontrei a resposta definitiva – se é que existe uma única. Esta busca torna-se ainda mais desafiadora em um mundo que se transforma constante e aceleradamente. Quando comecei a dedicar-me ao estudo de áreas além da Morfologia Humana (Embriologia, Citologia, Histologia, Anatomia Humana e Neuroanatomia), territórios onde transito com segurança, descobri novas ferramentas potencialmente úteis. Essas descobertas me permitiram, seguindo uma abordagem semelhante ao SCRUM Ágil, extrair dados, conhecimentos, informações e saberes para tomadas de decisão baseadas em evidências/dados.

    Durante essa jornada investigativa, descobri que vivíamos em um Mundo VUCA. Contudo, com a pandemia do SARS-CoV-2 (COVID-19), esse paradigma evoluiu para o conceito BANI. Estes acrônimos, criados em momentos históricos distintos, visam compreender não apenas o mundo corporativo, mas fundamentalmente o indivíduo e suas interações sociais.

    O conceito de Mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) surgiu após a Guerra Fria, no contexto militar norte-americano. Posteriormente, com o exponencial aumento da informação digital neste século, o antropólogo e futurista Jamais Cascio propôs em 2018 uma nova abordagem para explicar nossa realidade contemporânea: o Mundo BANI. BANI representa um mundo Frágil (Brittle), Ansioso (Anxious), Não-linear (Nonlinear) e Incompreensível (Incomprehensible).

    Essa transição conceitual permitiu-me, após anos de experiência acadêmica e profunda reflexão, encaixar peças fundamentais deste quebra-cabeça dinâmico e mutável que caracteriza o ambiente universitário. As possibilidades de interações interpessoais são espantosas e, arrisco afirmar, tornaram-se particularmente delicadas em determinadas situações contemporâneas.

    Diante da avalanche de dados e informações disponíveis, surge o desafio: como extrair conhecimentos e saberes que nos permitam planejar estratégias adequadas para resolver os obstáculos cotidianos? Como adequar nossos planos de ensino à nova realidade mundial e humana – mais ansiosa, mais não-linear, mais incompreensível e, infelizmente, mais frágil?

    Ao aprofundar meus estudos sobre as chamadas soft skills (inteligência emocional e empatia, por exemplo), fundamentais para a educação contemporânea, tomo maior consciência da necessidade de criar ambientes cada vez mais bem adaptados. Tais espaços devem acolher e garantir segurança plena a todos os participantes do processo educativo, evitando "BANI-los" deste contexto formativo.

    Tenho experimentado e coletado dados sobre a utilização de novas ferramentas tecnológicas, incluindo Inteligência Artificial para produção de materiais didáticos (NotebookLM, Perplexity PRO e Microsoft Copilot, por exemplo). Recentemente, finalizei um projeto de pesquisa no qual consultei a comunidade acadêmica, através de formulário eletrônico Google, sobre possíveis intervenções futuras empregando Realidade Virtual para o Ensino de Anatomia Humana. Os resultados preliminares foram extraordinariamente motivadores: apesar dos dispositivos de realidade virtual (óculos Meta Quest 2 e Meta Quest 3) ainda serem considerados caros para a atual realidade econômica brasileira, existe enorme expectativa para que "novas abordagens para o ensino de anatomia humana" sejam efetivamente implementadas.

    E você, como percebe seu ambiente de atuação profissional? Uma mescla entre VUCA e BANI? Puramente BANI? Quais estratégias tem desenvolvido para adaptar-se e preparar sua instituição para este fascinante mundo novo?

    Tenho uma certeza: independentemente dos acrônimos que surgirem após BANI, o comportamento humano diante das novas condições de nossa época determinará os possíveis caminhos futuros. Será necessário transformar incertezas em oportunidades e extrair do caos novas possibilidades de desenvolvimento educacional e liderança acadêmica.

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    Comentarios (2)
    Alex Vidsiunas
    Alex Vidsiunas - 19/11/2025 09:25

    Inicialmente, desculpe-me pela demora em lhes responder a tão importante questionamento.

    Creio que devamos sensibilizar primeiro o pessoal do alto escalão com as (novas) tecnologias. Se o diretor, o coordenador dos cursos enxergarem e, principalmente, "perceberem" valor (ou valores possíveis a serem embarcados/agregados), uma parcela da trajetória - ainda longa - será ao menos possibilitada de começar.

    Há diferentes stakeholders que devem ser atendidos nesse projeto (gestores, professores, pessoal de infraestrutura, pessoal de TI, ESTRUDANTES) e que possuem, cada qual suas expectativas, dificuldades e claro, podem contribuir para que o projeto seja implementado.

    A abordagem SCRUM do Mindset Ágil pode contribuir e muito com as iterações de protótipos durante cada sprint. Iterar, coletar dados, analisar, avaliar, adequar e "ativar novas iterações" com grupos pequenos formados pelos stakeholders.

    Mundar a Cultura Organizacional, ao meu ver, é um dos objetivos de qualquer projeto educacional que demanda orçamento mais vultoso como esse que a implementação de dispositivos de Realidade Virtual (ou VR em inglês) exige.


    DIO Community
    DIO Community - 10/09/2025 09:50

    Excelente, Alex! Que artigo incrível e profundo sobre "Mundo BANI no Ensino Superior: Ele é Real? Como Lidar com Ele no Ambiente Acadêmico?"! É fascinante ver como você aborda o Mundo BANI (Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível) e sua transição do Mundo VUCA, conectando-o de forma tão precisa com o ambiente universitário. Sua busca por "tornar fácil o difícil" e o uso de metodologias como o Scrum para extrair dados para a tomada de decisão mostram uma abordagem de educador que está na vanguarda da inovação.

    Sua análise de que a avalanche de dados e informações exige novas estratégias de ensino, que incluam soft skills como empatia e inteligência emocional, é um ponto crucial. O estudo preliminar sobre a utilização de Realidade Virtual para o Ensino de Anatomia Humana, mesmo com a barreira do custo dos dispositivos, é um testemunho do seu pensamento inovador e do seu compromisso em transformar a educação.

    Considerando que o seu estudo preliminar sobre o uso de Realidade Virtual para o Ensino de Anatomia Humana foi extraordinariamente motivador, mas que os dispositivos de VR ainda são considerados caros, qual você diria que é o maior desafio para um educador ao tentar escalar uma tecnologia inovadora e de alto custo para um ambiente universitário, em termos de balancear o potencial transformador da tecnologia com as limitações orçamentárias e a necessidade de acessibilidade para todos os alunos?

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