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Giane M.
Giane M.13/02/2026 13:39
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Segurança Não é Feature: Como Times Tratam Vulnerabilidades como “Melhorias” e se Arrependem

    “Quando segurança vira backlog opcional, o prejuízo vira inevitável.”

    O erro que começa no planejamento

    Em muitas empresas, segurança não entra como prioridade. Ela entra como ajuste.

    Durante o refinamento do backlog, surgem frases como:

    “Depois a gente melhora a validação.”

    “Vamos lançar primeiro, depois reforçamos a autenticação.”

    “Isso não é bug, é melhoria.”

    E é aí que começa o problema.

    Quando uma vulnerabilidade é tratada como melhoria, ela deixa de ser urgente. E tudo que não é urgente acaba ficando para depois.

    O perigo da mentalidade “lança e corrige”

    Existe uma pressão constante por entregas rápidas. Roadmaps apertados. Metas trimestrais. Features visíveis geram valor imediato. Segurança, não.

    O usuário percebe uma nova funcionalidade.

    Ele não percebe uma validação adicional de token, o problema é que o atacante percebe.

    Enquanto o time celebra a entrega, uma brecha silenciosa pode estar aberta. E quando ela é explorada, a narrativa muda completamente: o que era “melhoria futura” vira incidente crítico.

    Quando vulnerabilidade vira estatística

    Diversos vazamentos de dados começaram com falhas simples que já eram conhecidas internamente. Um endpoint exposto. Uma permissão mal configurada. Um log sensível acessível.

    Nada disso costuma nascer do nada. Muitas vezes, alguém já tinha identificado o risco. Mas ele foi classificado como ajuste técnico, dívida, ou melhoria futura.

    Segurança não é dívida técnica comum. Ela é risco ativo.

    O impacto real da priorização errada

    Tratar segurança como algo secundário gera três efeitos perigosos.

    Primeiro, cria a falsa sensação de que “está sob controle”.

    Segundo, normaliza decisões arriscadas em nome da velocidade.

    Terceiro, empurra o problema para um momento onde ele será mais caro.

    Corrigir uma vulnerabilidade em desenvolvimento custa pouco.

    Corrigir após um vazamento custa reputação, dinheiro e confiança.

    Segurança não é extra. É fundação.

    Feature agrega valor porém segurança preserva valor.

    Uma nova funcionalidade pode aumentar receita.

    Uma falha de segurança pode destruir anos de construção de marca.

    O erro não está apenas na ausência de ferramenta ou processo. Está na mentalidade de que segurança pode esperar.

    Ela não pode.

    O papel do QA nessa mudança

    QA está em posição estratégica. É o ponto de validação antes do sistema ganhar o mundo.

    Quando o QA aceita uma vulnerabilidade como “melhoria futura”, ele está assinando um risco.

    Quando o QA questiona e reforça que aquilo é falha de segurança, ele protege o produto.

    A cultura começa na conversa. No refinamento. Na classificação correta do problema.

    Conclusão: vulnerabilidade não é melhoria

    Melhoria é algo que aprimora o que já funciona.

    Vulnerabilidade é algo que pode quebrar tudo.

    Segurança não é feature.
    É requisito invisível.
    É condição mínima.

    E times que entendem isso evitam arrependimentos que nenhum roadmap consegue apagar.

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