A transição da engenharia para a área de dados e o conhecimento como vantagem competitiva
Sou estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária e atuo como estagiária no setor de energia desenvolvendo soluções digitais voltadas para a gestão ambiental. Durante a graduação descobri a área de dados e comecei a direcionar a minha carreira para essa área.
Esta decisão gerou um conflito interno. Eu sentia uma cobrança severa para atuar apenas na minha formação original e acreditava que estava desperdiçando todo o meu aprendizado. Só que a vontade de trabalhar com dados me motivou a criar projetos práticos. Desenvolvi uma solução de Business Intelligence para uma corretora de seguros focada na otimização da gestão de clientes utilizando Excel e VBA.
Ao pesquisar sobre o tema encontrei profissionais e colegas de faculdade com a mesma trajetória. O conteúdo do canal do Youtube do profissional Meigarom Lopes sobre o alto volume de engenheiros que migram para a área de dados confirmou que essa transição é um movimento de mercado lógico. Diversas empresas de tecnologia valorizam profissionais com alta capacidade analítica.
O conhecimento adquirido em outras formações nunca deve ser descartado porque as experiências anteriores trazem perspectivas ricas que diferenciam o profissional. Por exemplo, o Jerry Strazzeri aproveitou o conhecimento analítico que obteve ao gerir o seu próprio portal de educação para buscar vagas em Análise de Dados e Data Science.
A vivência na engenharia agrega um valor prático e direto na análise de dados e reflete em três pontos fundamentais.
- Otimização de processos: A capacidade de identificar gargalos em sistemas serve para limpar e otimizar bases de dados complexas.
- Lógica estruturada: A base de cálculo e estatística acelera o domínio sobre linguagens de programação e a estruturação de algoritmos.
- Visão de negócio: O entendimento de processos reais ajuda a traduzir números em painéis e ferramentas úteis para a gestão de uma empresa.
Hoje entendo que o conhecimento se transforma em uma vantagem competitiva. Utilizo a visão focada em processos para atuar no setor de energia e aplicarei essa mesma base analítica em projetos futuros, poque percebi que a área de dados fornece os meios para executar melhorias reais em setores variados.
Você passa por uma transição de uma área tradicional para a tecnologia? Quais são as suas maiores dúvidas neste processo de migração?



