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Felipão DIO
Felipão DIO02/06/2026 11:15
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Como conquistar sua primeira vaga remota internacional em tecnologia

    Fala, comunidade tech!

    A Karol Attekita é Senior iOS Engineer na Riot Games, trabalhando do Brasil. Ontem tivemos uma masterclass com ela sobre o que realmente separa quem consegue uma vaga remota internacional de quem fica preso no mesmo ciclo de processos seletivos.

    Esse artigo traz os pontos que mais ficaram.

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    O inglês não precisa ser perfeito, precisa ser funcional

    O nível B1/B2 já é suficiente para entrar em times internacionais. A Karol foi clara sobre isso. Você vai aprimorar na prática, com o time, no dia a dia.

    O que elimina a maioria das pessoas não é nunca ter praticado inglês no contexto real de tecnologia. Conduzir uma daily. Apresentar o progresso de um sprint. Defender uma decisão técnica para uma liderança americana. São situações específicas que exigem preparo específico, e quem chega sem esse preparo trava justamente nessas horas.

    A Denize fechou bem esse ponto: o English4Tech do DIO Global vai do básico ao B2 com foco no cotidiano de quem trabalha com tecnologia. Sem o inglês genérico que começa no supermercado e termina encontrando alguém no metrô. Com o vocabulário e as dinâmicas reais do mercado tech.

    Os dois pilares do processo seletivo internacional: inglês e LeetCode

    A pergunta veio do chat: o que mais derruba candidatos em processos internacionais?

    A Karol respondeu sem rodeios. Inglês e LeetCode.

    Sobre algoritmos: estude antes de precisar. Os processos estão mudando, mas resolver estrutura de dados e algoritmos cedo tira esse fantasma da frente. Quem chega a uma entrevista técnica com isso resolvido chega muito mais tranquilo.

    Sobre o inglês: não espere a boa oportunidade aparecer para só então começar a estudar. Quando ela chegar, o inglês já tem que estar funcionando.

    O perfil mais buscado lá fora: full stack generalista

    O que a Karol mais vê são vagas de full stack. Muitas empresas no exterior, especialmente startups, querem o profissional que resolve nas diferentes camadas do produto. Um pouco de front, um pouco de back, capacidade de se virar nos dois lados.

    Para quem está em games, o cenário remoto é mais fechado. O mercado sofreu um baque grande desde a pandemia e ainda está se recuperando. As oportunidades remotas aparecem com menos frequência e costumam ficar em estúdios menores.

    Como é o processo seletivo internacional na prática

    Começa com a aplicação, currículo e cover letter, seguida de uma entrevista de alinhamento de perfil com o recruiter. Depois vem a etapa técnica, que pode ser um desafio ao vivo ou take home, às vezes com whiteboard interview. Tem ainda a etapa de match cultural, a entrevista com o hiring manager, e aí chega a oferta.

    O processo é conduzido em inglês do começo ao fim. Chegar bem preparado tecnicamente e travar na comunicação custa a vaga. Isso acontece mais do que as pessoas imaginam.

    O maior conselho da Karol

    Ela trabalhou com isso na live inteira, mas colocou em palavras claras no final.

    Muita gente tem carreira sólida, já quis trabalhar para fora há anos, e fica adiando. Esperando o momento perfeito, o inglês mais fluente, o portfólio mais completo. A Karol disse que o quanto antes você começar a estudar o inglês, mais rápido você chega lá.

    E tem uma mudança de perspectiva que acontece quando você consegue a primeira vaga remota internacional: você deixa de estar atrelado à economia de um único país. As oportunidades passam a vir de qualquer lugar do mundo. Isso é diferente de só ganhar mais. É mudar o tamanho do mercado em que você compete.

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