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Paulo Pinheiro
Paulo Pinheiro20/08/2023 17:27
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Como se preparar para o processo de seleção para desenvolvedor em Startups ?

    Iniciei na carreira no mundo digital, e mais recentemente, me comecei no plano tornar um desenvolvedor. Ja atuo como QA, mas para conquistar minha primeira vaga como dev, fui ao Google pesquisar alguns pontos para me atentar de treinar, afinal passerei por outros processos a tensão é sempre grande.

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    O objetivo de trabalhar em uma startup tem ganhado ainda mais destaque dentre os candidatos. Uma startup tem dentre suas principais características no ambiente o crescimento acelerado e desempenho focado no resultado e assim, com grande incentivo para inovação. Metas desafiadoras e um auto senso de organização e melhoria contínua.

    Alguns portais listam algumas habilidades a serem desenvolvidas para candidatos que desejam ganhar uma vaga em alguma startup.

    (sim sim, sei que startups não estão em boas ondas de contratações, mas a ideia desse artigo é ajudar e compartilhar informações para a proxima vez que a maré fique boa, para isso temos que estar preparados)

    Atualmente eu trabalho numa startup e trago alguns pontos:

    Diferentemente de empresas já consolidadas, em startups os processos são bem dinâmicos e o foco está na resolução dos problemas com qualidade, custo reduzido e a prazo quanto mais urgente melhor.

    Além do dinamismo, outro ponto é a certeza de mudanças. Não há espaço para se frustrar diante de situações de mudanças ou projetos cancelados. Esse profissional motivado a se dar bem nesse caminho.

    Reunindo em um ambiente o dinamismo, mudanças e motivação com foco em resultados estamos reunindo os elementos para construir um inteligência emocional fortalecida que supera os desafios e inova para encontrar soluções em alta velocidade.

    Isso tudo é possível lidando com diversos projetos e situações de cobrança se rotinas de desenvolver autoconhecimento e assim, conseguir se adaptar ao ambiente da startup, superando momentos difíceis, que muitas vezes, de estresse.

    Continuando, os levantamentos dos perfis que conseguem conquistar essas vagas e ter desempenhos interessantes, quem além das possibilidades de promoção serem mais constantes em uma startup, acelerando sua carreira, você precisa estar sempre preparado para uma posição de liderança. E isso será bem comum se você trabalhar com squads ou projetos em que a relação entre as pessoas da equipe seja alterada temporariamente.

    O conceito de Pipeline de Liderança, tudo começa com a liderança de si mesmo e só depois você estará devidamente preparado para liderar outras pessoas. E esse conceito se aplica muito bem no ambiente de startups.

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    A transparência na comunicação também precisa ser parte da preparação. Um ambiente acelerado não tem futuro se as pessoas não conhecem os projetos com clareza, os planos para os próximos passos e qual o papel de cada um. Por isso, feedback deve ser algo que você precisa estar acostumado.

    One-on-One, reuniões de feedback individuais de alto nível para que você esteja sempre “na mesma página” que o seu gestor. Todos precisam estar preparados para a conversa e a realização de encontros semanais ou quinzenais traz insights relevantes para todos os envolvidos.

    Mas vamos ao que interessa, como nos preparar como desenvolvedores:

    Testes

    Os testes técnicos são realizados de quatro maneiras diferentes, conversa técnica, prova técnica com ou sem acesso a pesquisa, hackerrank e prova home office.

    Tenho treinado para realizar conversas técnicas e para isso, conhecer a empresa, ter pelo menos um projeto no github que cobre a realidade da vaga que quero conquistar na empresa são pontos que me aperfeiçoo para o processo seletivo.

    Uma conversa técnica, com base no currículo do candidato é uma excelente opção para saber o seu nível de conhecimento. O candidato que informa suas tecnologias no currículo consegue conversar, analisar e responder à questões importantes dentro do framework que é abordado no dia a dia de desenvolvimento, aplicando cenários e casos. Isso é muito válido e, dependendo do entrevistador, pode ser bem mais complexo do que uma prova escrita.

    Outra estratégia que acredito ser rica para ambas as partes é a prova home office. Geralmente é uma funcionalidade, um CRUD, uma pesquisa, um acesso a rest’s etc. Isso é muito interessante partindo do princípio de que você vai entregar: qualidade do código, tempo de execução, build da entrega , completude da funcionalidade, enfim, existem 1001 análises interessantes ao se fazer esse tipo de abordagem

    Para termos o início, também concordo com o artigo que não é necessário um teste técnico avançado, é preciso apenas ter a certeza que, se tiver um problema, o DEV, saberá o caminho das pedras para arrumar a casa.

    O ponto importante que foi deixado para o final do artigo, e foi citado como dica, é o saber inglês. Até hoje, no Brasil, é algo que causa loucuras noos candidatos. Mas é uma questão de permitir ler as documentações de bibliotecas e frameworks, conseguir coletar soluções das comunidades. Abrindo portas inimagináveis para o candidato

    Se preparar para o código

    Em algumas entrevistas pra vaga de programação, às vezes é permitido consulta, porque a empresa entende que a consulta à internet faz parte da rotina de trabalho.

    Pegue um caderno e anote os pontos importantes da teoria. Faça listas, anote suas dúvidas, escreva com suas palavras a teoria por trás de cada assunto.

    Por exemplo, pegue uma folha de caderno e explique de forma resumida numa página: “o que é herança de classes?”. Se você sentir dificuldade em explicar (o que vai acontecer, com certeza), consulte esse assunto novamente, depois volte à sua folha de papel e continue. Faça isso para os assuntos mais importantes.

    Já em outras empresas, o teste de admissão exige conhecimento mais teórico e é feito com papel, lápis e borracha. De qualquer forma, deve-se se preparar para essas duas situações:

    Pratique programação sempre que possível. A cada assunto novo estudado, baixe códigos de exemplo e tente recriar o que você tem aprendido.

    Depois crie outro projeto “do zero” e faça tudo novamente, até você ter uma noção clara das técnicas, métodos, classes, instruções, sintaxe, etc. envolvidos no assunto. Pratique isso para você reter o conhecimento prático.

    Acredito que estudando assim pode-se avançar nas duas partes: tanto na prática quanto na teórica, e mesmo que esse método de estudo demore um pouco mais, você vai conseguir reter o conhecimento por muito mais tempo e ter mais segurança durante as entrevistas de emprego.

    Caso não consiga emprego após a entrevista, é sempre importante fazer um balanço da entrevista: chegue em casa e responda numa folha de papel:

    • O que foi pedido na entrevista?
    • Em quais pontos da entrevista eu fui bem?
    • Em quais eu fui mal?
    • Que teoria/técnicas/ferramentas eu não conhecia?

    A partir daí, pode-se usar a experiência ruim (e boa) de uma entrevista malsucedida como um trampo para a próxima, criando um novo plano de estudos direcionado para necessidades do mercado.

    Quando analisamos os históricos nas startups, constatamos que o aprendizado acelerado e resultados muito recompensadores podem surgir dessa oportunidade.

    E isso é bem relevante quando buscamos uma empresa que combine com nosso perfil. Tomara que tenha gostado, deixe seu +1 no artigo.

    Até o próximo artigo e ótimos códigos.

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