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Christina Lima
Christina Lima03/06/2026 10:17
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Consigo ler mas não consigo escrever!

    A frustração do aluno iniciante e a importância de linkar a matéria Análise de Sistemas na construção do código

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    Hoje, nos meus estudos habituais, lia um código TypeScript e tentava notar as diferenças entre o JavaScript e entender quando isso ocorre para não repetir erros de estrutura que ainda teimo em fazer e me sinto frustrada. Ao tentar me reconfortar lembrei a mim mesma que a alguns meses eu leria aquele código e não teria ideia do que estava lendo. Senti aquela felicidade morna que a gente sente quando vê um progresso em nós mesmos e me lembrei de que nem sempre é o resultado, mas o caminho. Uma lição que aprendi em estalo na faculdade.

    Quando era uma recém caloura, recebi a disciplina de Análise de Sistema e, não sei se por ter recebido essa disciplina na Administrativa, fiz um link mental direto com o ramo.

    Na disciplina o aluno vê a matéria como levantamento de requisitos, entrevistas, diagramas, fluxogramas, documentação de maneira muito desconexa com o que na programação veremos as mesmas coisas só que em forma de variáveis, funções, classes, banco de dados.

    Logo mais percebi, ao ver meus calouros que foi uma percepção bastante comum entre os estudantes, que assim como eu, acharam as primeiras matérias da faculdade mais “administrativas” que relacionadas ao desenvolvimento seguido de reclamações quanto ao conteúdo da grade.

    O problema não é o conteúdo de Análise de Sistemas em si. O problema é não conseguir linkar a matéria a programação, como se na prática fossem dias coisas diferentes quando não é.

    O que falta nestas disciplinas é tratar como se cada parte do conteúdo fosse coisas distintas e não construção de um fluxo que será a base de tudo. O segredo está em fazer isso em paralelo:

    Problema real

    Análise

    Modelagem

    Código

    Quando uma disciplina trás uma situação problema real dizendo, por exemplo, “precisamos controlar os empréstimos da biblioteca”, A disciplina de Análise faz você identificar a situação, o problema, e estabelece a lógica

    • Livro
    • Aluno
    • Empréstimo
    • Devolução

    A lógica inicial é pensar que isso é o trabalho do Analista, de quem fará levantamento de requisitos, mas não consegue ver que isso em um código é 

    </> JavaScript

    const livro = {}

    const aluno = {}

    const emprestimo = {}

    As entidades identificadas na análise assumem seus papéis no código.

    Se no diagrama de Fluxo existe

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    No código isso algo inicial como:

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    Não começou pelo código, começou pelo problema. Para emprestar um livro, o que preciso ter? O livro! Então ele tem que ter! Isso vira

    const livro = {}

    Para isso o livro precisa estar na biblioteca, existir, ter disponibilidade para locação.

    const livro = {

    disponivel: true

    }

    Logo a pergunta, será que tem mesmo o livro? E se não tiver? É uma decisão.

    If(livro.disponivel) {

    Console.log(“Livro disponível”);

    E em seguida as ações para a resposta caso negativo

    } else { 

    Console.log(“Livro indisponível”);

    E isso assusta no começo. A primeira coisa que o aluno sente e desespero e pensar que não aprendeu nada. Que não tem ideia de como fazer, quando na verdade, ele veio toda disciplina vendo isso mas faltou justamente o link. 

    As vezes temos a percepção que o programador é um ser místico que abre o código e já sai digitando todo o código e a mágica da experiência que o faz ser tão onipotente. Quando na verdade é a prática o fez ficar treinado a trilhar todo este caminho e quando ele escreve o código ele está simplesmente desenhando (muitas vezes desenha mesmo antes) o que a fase de Análise de Sistemas levantou. 

    Assistir um programador experiente as vezes assusta porque dá a sensação de que ele “inventa variáveis do nada” quando na verdade ele só está passando mentalmente a modelagem pela cabeça e fazendo todos os passos que vemos na matéria de Análise e outras matérias vistas como “administrativas”. 

    A dica é: entender o porque de cada disciplina está na grade e se questionar onde isso irá se encaixar no seu propósito. Entender que o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas é muito amplo, mas no fim tudo faz parte de um todo, e mesmo que você não vá atuar do início ao fim do processo, conhecer ele como um todo te ajuda a desempenhar melhor o seu papel dentro daquela função. Por fim lembrar os ensinamentos da Grande mestre Feiticeira: “Isso não é feitiçaria, é tecnologia!” e entender que o que você vê tem uma explicação bem lógica para isso, só precisa encontrar. E isso é através de estudos e saber fazer as perguntas certas.

    Talvez a próxima vez que você olhar para uma variável, uma função ou uma classe, valha a pena fazer uma pergunta diferente. De qual problema isso nasceu? Muitas vezes a resposta não está na linguagem de programação, mas na análise que veio antes dela.

    Espero ter contribuído com o processo, calma, respira, confia e estude!

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