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Luiz Castanheira
Luiz Castanheira03/03/2026 18:59
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IA e Carreira: Reflexões de um Programador em Formação

    Carreira e Inteligência Artificial: Reflexões de um Amanhecer

    Acordei pensando sobre carreira neste momento em que a inteligência artificial generativa (IA, ou IAG para os mais íntimos) cresce de forma acelerada. Recentemente, conversando com uma amiga, refletimos sobre o boom de cursos de IA. Muitos deles têm preços elevados e apelam para o discurso emocional: “ou você usa IA ou o mercado não te quer mais — especialize-se aqui!”.

    Não sou ingênuo a ponto de dizer que o uso da IA é uma bobagem ou modinha passageira. Ela veio para ficar. Já existe há mais tempo do que eu sou pai — e meu filho já tem 25 anos. A diferença está na forma de uso e na explosão de popularidade nos últimos três anos, justamente quando decidi focar energia em me tornar programador. Esse movimento criou um mercado (ou talvez uma bolha) que, como em tudo, um dia satura: alguns caem, outros se consolidam.

    A questão das gerações

    Nessa conversa surgiu um ponto curioso: algumas pesquisas sugerem que, pela primeira vez na história, uma geração estaria descendo um degrau de inteligência em relação à anterior. Basta uma pesquisa rápida no Google ou no YouTube e encontramos vídeos que abordam essa defasagem cognitiva entre gerações pré e pós-IA.

    E onde entra a IA nessa história? Ela é parte do processo. O uso exagerado de telas desde a ascensão dos smartphones, aliado ao preço acessível dos aparelhos e ao apelo quase hipnótico das redes sociais, ganhou com os sistemas de IA o ingrediente que faltava nesse caldo.

    O fenômeno dos “meio-profissionais”

    Vou contar uma meia-verdade: hoje se faz de tudo sem se especializar em nada. É meia verdade porque, por um lado, sistemas de IA impulsionam posts, recriam imagens, geram vídeos e fazem coisas quase inimagináveis em equipamentos comuns, acessíveis a pessoas sem formação técnica. Por outro lado, isso cria um mercado de “meio-profissionais”: aqueles que sabem pedir, mas não têm certeza da resposta.

    No campo da programação, por exemplo, muitos criam prompts para a IA e confiam cegamente no resultado. Da escola básica à universidade, cabeças antes pensantes hoje se tornam promptantes — termo que invento aqui para designar quem escreve para a IA como antes se escrevia uma cartinha ao Papai Noel: bem específica, na esperança de receber exatamente o que pediu.

    Tecnologia e humanidade

    O ser humano, em termos de tecnologia, deu um salto imenso nos últimos 100 anos. Mas nenhuma dessas tecnologias, até agora, nos tornou melhores como seres humanos.

    Para onde vamos?

    O futuro revelará. Cabe a nós decidir se seremos apenas consumidores de respostas prontas ou criadores de soluções inteligentes

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