Invista na Carreira Mainframe: Oportunidades Reais em uma Tecnologia que Sustenta o Mundo
Quando pensamos em tecnologia, muitas vezes imaginamos coisas como inteligência artificial, aplicativos para celular, jogos 3D e programação web. Mas existe um universo fundamental que continua movimentando a economia global: o Mainframe.
Embora não esteja nos holofotes da mídia, essa tecnologia é essencial e indispensável. E a boa notícia? Existem muitas oportunidades — e pouca gente qualificada.
Este artigo vai te mostrar por que investir na carreira mainframe pode ser uma escolha inteligente, estável e muito lucrativa.
Por que investir na carreira mainframe? Vale a pena estudar uma tecnologia do século passado? Aprender a Logica de Programação Procedural Estruturada? Se perder nos softwares legados em Logica de Programação Imperativa? Debugar antigos programas Monólitos e com azar Spaghettis Code?
1. Alta demanda e baixa concorrência.
A maioria dos profissionais que domina mainframe e COBOL está se aposentando. Os principais players investem pouco na formação de novos recursos. A Stack Mainframe perdeu o glamour do passado, culpa pela má publicidade do BUG do Milenio, erros surgidos na primeira Crise do Software, uso e abuso do famigerado GO TO, poucas empresas detentoras de capital para comprar Mainframe e erros estratégicos no Downsize e Rightisze.
O surgimento dos servidores nos anos 90 serviu para desviar o foco das empresas, porém a prova do tempo foi crucial, o alto custo de ter centenas de servidores, os altos custos dos Data Center (eletricidade, licença de softwares, segurança física e software) desequilibrou o Mercado, provando que investir em Mainframe era mais econômico.
E poucos jovens estão entrando nessa área. Resultado: há vagas sobrando e empresas com dificuldade de preencher posições.
Exemplo real: grandes bancos brasileiros e multinacionais como IBM, Unisys, Capgemini e Accenture constantemente buscam profissionais COBOL.
2. Boas remunerações
Profissionais de mainframe podem ganhar salários iniciais acima da média — e com o tempo, os rendimentos aumentam muito. Especialistas chegam a receber entre R$ 10 mil e R$ 25 mil mensais.
Vagas iniciais estão com remuneração base na casa dos R$ 10.000,00 com inúmeros benefícios, visando atrair profissionais e aliciá-los para a Stack Mainframe. Diariamente no Linkedin e outros sites são publicados anúncios com propostas interessantes.
3. Estabilidade e longevidade
Enquanto outras áreas da TI mudam constantemente, o universo mainframe é mais conservador. Sistemas rodam por décadas, garantindo estabilidade no trabalho. Uma vez contratado, dificilmente o profissional é substituído rapidamente.
O grande trunfo do Mainframe e manter compatibilidade continua em todas as versões, por isso no Mercado encontramos sistemas rodando nas versões COBOL 4.X, 5.X e 6.X. Garantindo uma curva de aprendizado mais fácil para o profissional, que não é obrigado a reaprender tudo em cada release.
4. Sistemas críticos
Trabalhar com mainframe é atuar no coração do negócio. Você lida com sistemas que afetam diretamente a vida de milhões de pessoas. Isso dá um senso de propósito e responsabilidade únicos.
Imagine-se trabalho em Softwares com visibilidade, seja no case Studio SEPA, PIX, Novo CNPJ e integração com Cloud, IA e outros estados da Arte na Tecnologia.
Como começar na carreira mainframe?
Não é necessário já ter formação técnica ou ser um programador avançado. Com foco e dedicação, qualquer pessoa pode aprender. Aqui está um plano básico:
1. Aprender os fundamentos de COBOL
- Estude lógica de programação (se for iniciante).
- Faça cursos introdutórios gratuitos ou pagos de COBOL (há muitos no YouTube, Inefe, IBM, Udemy, Alura).
- Pratique escrevendo programas simples: folha de pagamento, cálculo de juros, validação de dados.
- Use o Gnu-COBOL em Linux para treinar
2. Familiarizar-se com o ambiente mainframe
- Estude o funcionamento do TSO/ISPF, o terminal que interage com o mainframe.
- Conheça o JCL (Job Control Language), usado para executar tarefas no sistema.
- Analise o fluxo dos processos BATCH em SDSF, leia sobre o JES2
- Entenda conceitos como CICS (sistemas transacionais) e DB2 (banco de dados).
3. Procurar programas de formação
Muitas empresas têm bootcamps, programas trainee ou academias COBOL. Alguns exemplos:
- IBM Z Skills
- Bootcamps da GFT, Everis, Stefanini, BRQ, SoftInsa e outras academias
- Iniciativas do Serpro, BB, Caixa e universidades com foco em sistemas legados
- Programas de Trainee do Bradesco, Itau, Santander e outros grandes Bancos.
O futuro do mainframe
Apesar de muitos preverem há décadas o fim dos mainframes, eles continuam mais vivos do que nunca. Algumas razões para isso:
1. Modernização sem substituição
Muitas empresas estão modernizando seus mainframes, integrando com APIs, microserviços e nuvem — mas sem descartar o que já funciona bem. O novo se conecta ao legado.
A Cloud é um desafio, porém o custo astronômico da migração e alguns caso de Falhas Catastróficas altamente divulgadas pelos meios de comunicação são uma barreira para desligar o Mainframe e se aventurar em outras tecnologias.
2. IBM Z: o mainframe moderno
A IBM lançou recentemente o IBM z17, que roda inteligência artificial em tempo real e criptografia avançada. Ou seja, o mainframe também evolui.
A iniciativa do Green Computer visando economizar em consumo de eletricidade, no aluguel instalações gigantescas com problemas de segurança física e pasmem arrefecimento das salas. Um único mainframe pode utilizar 208 CPU de 5.5 GHz, utilizando SYSPLEX podem interligar até 30 Mainframes Z, totalizando 6240 CPUs ocupando 1 decimo de metros-quadrados comparativamente a outras arquiteturas.
A segurança do RACF e outras medidas de criptografia tornam o Mainframe a prova de HACKERs.
3. Migração completa é cara e arriscada
Reescrever tudo que já existe em COBOL para Java, por exemplo, pode custar bilhões e levar anos. Sem contar o risco de erro. Assim, manter o que funciona (e modernizar aos poucos) continua sendo a estratégia preferida.
Sem contar reescrever toda a Logica de Negocio, adequando-a para a Legislação Atual, torna a migração um processo arriscado e economicamente inviavel.
Conclusão: uma oportunidade escondida à vista de todos
Enquanto muitos desenvolvedores correm para as mesmas linguagens e áreas, o universo mainframe oferece um caminho mais tranquilo, estável e recompensador. Se você busca segurança, um bom salário, e a chance de trabalhar com sistemas que realmente importam, vale muito a pena investir nessa stack.
Algumas Universidades estão atentas ao mercado e nos últimos anos tem surgidos cursos de Post-Graduação e Especialização na Stack Mainframe visando preparar profissionais para o Mainframe do século XXI.
Claro que não existe Bala de Prata, os custos de formação ainda são elevados, existindo muitas ferramentas para serem conhecidas e estudadas, porém é um começo, estude COBOL e DB2 e garantirá um futuro tranquilo com projetos Nacionais e Internacionais.
Uma meta que defendo desde meu primeiro passo na DIO, um Bootcamp Mainframe para padawans darém os primeiros passos na Stack Mainframe. Conto contigo no apoio a esse projeto.
E lembre-se: o futuro não é só feito de novidades. Às vezes, o segredo está em dominar aquilo que poucos conhecem — mas que todos precisam.




EF
Opa Vagner/Dio Community, trabalho diretamente com COBOL desde 2014 e digo que aprendi muito com essa antiga linguagem, principalmente lógica de programação, e sim, por ser uma linguagem antiga, mas evoluída em sua época, muitas instituições governamentais, financeiras e privadas ao redor do mundo utilizam o COBOL e muitas estão tentando de alguma forma migrar para uma linguagem mais moderna mas não conseguem devido a um trabalho moroso e minucioso para manter o sistema, sustentando as duas linguagens como por exemplo funcionando até que vire totalmente a chave.
Hoje existem linguagem modernas que trabalham linkando o COBOL, como por exemplo, trabalho com o C# e .NET entre outras que é utilizado para interagir com o COBOL mas, todas as informações saem diretamente dos indexados e a partir dessas integrações é possível comunicar com APIs e outros APPs modernos.
E sabemos que todas as instituições que utilizam o COBOL trabalham dessa forma. Outro dia estava em uma instituição financeira conversando a respeito desse assunto com uma engenheira da computação e a mesma disse que já estavam cogitando de migrar o COBOL para outra linguagem a mais de 20 anos e não conseguiram até hoje e muito provavelmente não vão conseguir tão fácil.
Dito isso acima, sobre alguns pontos de vista, posso responder com propriedade sobre alguns apontamento de vocês:
1 - Sobre muita demanda e pouco profissional na área, isso está acontecendo devido ao que foi posicionado acima e os mais jovens não querem envolver com tecnologia antiga até porque as linguagens mais moderna é muito mais rápido para desenvolver.
2 - Apesar de trabalhar mais de 10 anos com COBOL nunca trabalhei com uma estrutura Mainframe e não tenho acompanhado sua evolução mas acredito que já tenha evoluído com as integração mais moderna.
3 - Sobre modernização e conservação, acredito que se as empresas conseguissem migrar tão facilmente para uma tecnologia mais moderna já migrariam mas isso não é tão fácil, então hoje já estão realizando e processo de modernização e conservação, pelo menos até agora.
4 - E quanto a migração, não é só a linguagem e sim passar todos os indexados para banco de dados.
Mas ainda assim me considero um Coboleiro apesar de trabalhar com novas tecnologias também, só não tive o privilégio ainda de trabalhar com os Mainframes apesar de ter todos materiais de aprendizado sobre o assunto(DB2, Maiframe, MVS, CICS) mas, gostaria de viver essa experiência um dia.
Espero ter ajudado com alguma informação perante vocês que são muito mais experientes na área.
AO
Não tinha noção dessas possibilidades. Vou pesquisar mais e buscar formações para tentar algo nessa área. Apesar de está na área de infra, tenho interesse em migrar para DEV.
Vagner, você trouxe um excelente ponto ao discutir o papel do Mainframe e sua relevância contínua em uma era dominada por tecnologias mais novas. Eu adorei a maneira como você explicou os benefícios dessa tecnologia “antiga”, destacando a alta demanda e a baixa concorrência no setor, além das boas oportunidades e salários atrativos.
Sua perspectiva sobre a resistência ao abandono do Mainframe, mesmo com o avanço das nuvens e servidores, também é uma reflexão importante, principalmente ao mencionar as vantagens de modernizar gradualmente sem perder a infraestrutura existente. Isso sem dúvida desafia a ideia de que a inovação deve sempre significar uma substituição completa.
Como você vê a evolução do Mainframe no futuro com a integração de tecnologias mais modernas, como a nuvem e APIs? Você acredita que esse equilíbrio entre modernização e preservação será sustentável a longo prazo?