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Guilherme Bezerra
Guilherme Bezerra07/09/2026 14:20
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.NET e Java: o que aprender além da sintaxe para desenvolver no back-end?

    Essa escolha ajuda a direcionar os estudos, mas existe uma base que aproxima os dois ecossistemas. Entender HTTP, orientação a objetos, bancos de dados e testes facilita tanto a construção de aplicações quanto a transição entre tecnologias.

    Neste artigo, vamos explorar esses conhecimentos usando como exemplo uma API de pedidos.

    C# e .NET, Java e Spring Boot

    Primeiro, vale organizar os conceitos: C# e Java são linguagens de programação. .NET é uma plataforma de desenvolvimento bastante utilizada com C#. Já o Spring Boot facilita a criação e configuração de aplicações no ecossistema Spring, em Java.

    No back-end, uma combinação comum é usar C# com ASP.NET Core ou Java com Spring Boot. Os recursos de cada tecnologia mudam, mas muitos dos problemas que precisamos resolver são semelhantes.

    Uma API de pedidos, por exemplo, precisa receber uma solicitação, validar os dados, aplicar regras de negócio, salvar informações e devolver uma resposta.

    1. Entenda o caminho de uma requisição

    Antes de decorar anotações ou configurações, procure entender o que acontece quando uma requisição chega à aplicação.

    Imagine este endpoint:

    POST /pedidos

    O cliente envia os produtos e as quantidades desejadas. A aplicação precisa verificar se os dados são válidos, consultar os produtos, calcular o valor do pedido e persistir o resultado.

    Tanto no ASP.NET Core quanto no Spring Boot, você pode organizar essas responsabilidades em componentes diferentes:

    • Controller: recebe a requisição e produz a resposta HTTP.
    • Serviço de aplicação: coordena a operação e as regras necessárias.
    • Acesso a dados: consulta e persiste informações.

    Essa divisão é uma possibilidade de organização. O objetivo é tornar o código compreensível e evitar que um único componente concentre todas as responsabilidades.

    2. Orientação a objetos precisa aparecer nas decisões

    Aprender orientação a objetos vai além de criar classes com propriedades.

    Em um pedido, quais operações são permitidas? Um pedido cancelado pode ser enviado? Uma quantidade pode ser negativa?

    Essas perguntas ajudam a descobrir quais regras o código precisa proteger.

    Se a validação de quantidade estiver espalhada por vários pontos da aplicação, uma nova funcionalidade poderá esquecer de executá-la. Concentrar essa regra em um lugar adequado reduz duplicação e facilita a manutenção.

    Conceitos como encapsulamento e composição ganham sentido quando ajudam a resolver esse tipo de problema.

    3. Aprenda SQL mesmo utilizando um ORM

    No .NET, você pode trabalhar com Entity Framework Core. Em Java, uma opção é utilizar Spring Data JPA com um provedor como o Hibernate.

    Essas ferramentas facilitam o acesso aos dados, mas conhecer SQL continua sendo necessário.

    Ao listar pedidos e seus produtos, por exemplo, uma implementação pode executar várias consultas sem que isso fique evidente no código. Entender relacionamentos, joins, índices e paginação ajuda a identificar problemas e avaliar as consultas geradas.

    Um exercício útil é observar o SQL executado por um endpoint e perguntar: quantas consultas foram necessárias? Quais dados foram carregados? Todos eles serão usados?

    4. Teste as regras que fazem diferença

    Uma API pode iniciar sem erros e ainda calcular um pedido incorretamente.

    Por isso, vale escrever testes para comportamentos concretos:

    • Rejeitar pedidos sem itens.
    • Impedir quantidades menores ou iguais a zero.
    • Calcular corretamente o total.
    • Impedir alterações que violem o estado do pedido.

    No ecossistema .NET, uma opção é o xUnit. Em Java, o JUnit é uma alternativa.

    Além dos testes unitários, testes de integração ajudam a verificar se partes da aplicação funcionam juntas, como a API e o banco de dados. Cada tipo de teste responde a perguntas diferentes.

    5. Construa um projeto que você consiga explicar

    Um projeto de portfólio fica mais interessante quando apresenta decisões compreensíveis.

    Uma API pequena, acompanhada de um README claro, pode demonstrar conhecimentos importantes. Explique o problema resolvido, como executar a aplicação, quais endpoints estão disponíveis e como rodar os testes.

    Também registre limitações. Se o controle de estoque ainda não trata compras simultâneas, por exemplo, reconhecer esse ponto mostra compreensão do problema.

    Você não precisa adicionar uma ferramenta apenas para aumentar a lista de tecnologias. Cada escolha deve ter uma função no projeto.

    Um exercício para praticar nos dois ecossistemas

    Implemente uma API de pedidos primeiro na tecnologia em que você se sente mais confortável. Depois, reproduza uma parte dela na outra.

    Mantenha as mesmas regras de negócio e compare:

    • Como as dependências são fornecidas aos componentes?
    • Como os dados recebidos são validados?
    • Como os erros viram respostas HTTP?
    • Como o banco de dados é acessado?
    • Como os testes são organizados?

    Esse exercício ajuda a separar o conhecimento de back-end dos detalhes de cada framework.

    Para começar, escolha um ecossistema e conclua uma aplicação pequena. A prática de receber uma requisição, aplicar uma regra e salvar os dados cria uma base que você poderá aproveitar ao aprender outras tecnologias.

    E você: está estudando .NET ou Java? Qual parte do back-end tem sido mais desafiadora no seu aprendizado?

    #DotNet #Java #Backend #CSharp #SpringBoot #DIO

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