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Gustavo Morais
Gustavo Morais25/03/2026 10:58
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O código por trás da primeira vaga: Como vencer o "Robô do RH" e conquistar o sim.

    Se você está na faculdade e sonha com a sua primeira vaga como Dev, provavelmente já sentiu um frio na barriga ao ver as exigências de "experiência prévia" para uma posição de Júnior. Acho que todos nós sentimos essa ansiedade ao procurar o primeiro emprego no mercado tech.

    É perfeitamente normal ter medo de não entrar na área devido à avalanche de exigências. Mas respire fundo: o mercado está em busca de potencial e de capacidade para resolver problemas, não apenas de um currículo longo. O primeiro passo para vencer esse medo é entender como o jogo da contratação funciona realmente por trás dos panos.

    O robô do RH e a ilusão da "Sopa de Letrinhas"

    Sabe aquele desespero ao ver uma vaga a pedir inúmeros frameworks, ferramentas e anos de experiência? Calma.

    Antes de um recrutador humano ler o seu currículo, quem o analisa é um software chamado ATS (Applicant Tracking System).

    O ATS é um funil automático que varre o seu documento em busca de palavras-chave. Se a vaga pede tecnologias específicas e esses termos exatos não estão no seu texto, o sistema te elimina logo. Então não é que os recrutadores te odeiem(também já passei por isso), é uma questão de ter que adaptar o seu currículo a cada vaga.

    É aqui que muitos estudantes bloqueiam e desistem, achando que precisam de dominar 100% daquela lista infinita de requisitos. Mas a verdade é libertadora: as descrições de vagas são listas de desejos idealizadas pelas empresas. Você não precisa de ser um unicórnio!

    • A Regra dos 75%: Se domina a base e preenche cerca de 75% ou mais do que está a ser exigido, mande seu currículo.
    • Aprovação no Filtro: Esse nível de adequação já é forte o suficiente para o ATS te aprovar e o RH te chamar para as próximas etapas.

    O mercado contrata quem tem uma lógica sólida e capacidade de resolver problemas, sabendo que os outros 25% serão aprendidos no dia a dia. Garanta as palavras-chave no currículo, mostre a sua base e clique em "Aplicar". Deixe que a empresa diga o "não", mas nunca se sabote antes de tentar!

    Pare de esconder os seus projetos

    E como provar à empresa que tenho essa lógica e uma base sólida, mesmo sem uma experiência profissional prévia? O segredo é transformar a sua jornada de aprendizagem num portfólio prático que os recrutadores queiram realmente ver.

    Para quem está começando, o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) ou projeto integrador é a sua principal experiência. O segredo não é o tamanho do projeto, mas a forma como o apresenta ao mundo. Deixar no seu GitHub um pequeno projeto que foge ao clichê é o grande diferencial.

    No meu caso, por exemplo, desenvolvi o Jujutsu-dle, uma aplicação web focada num jogo de adivinhação baseado num anime que gosto, construída com ASP.NET Core 8 MVC. Os seus projetos não precisam de ser corporativos ou perfeitamente lapidados desde o primeiro dia para estarem no portfólio.

    Para se destacar, crie um repositório organizado utilizando as seguintes dicas:

    • Faça um README decente explicando que problema o software resolve.
    • Liste as tecnologias que foram utilizadas.
    • Detalhe quais foram os seus maiores desafios e mostre o seu processo de pensamento lógico.

    O poder dos Hackathons

    Outra forma fantástica de contornar a falta de experiência comercial é participar de hackathons. Essas competições simulam o ambiente real do mercado tech: prazos apertados, trabalho em equipe e a necessidade urgente de criar soluções funcionais para problemas complexos.

    Para ilustrar este ponto, em 2025 participei do NASA International Space Apps Challenge, onde atuei como Galactic Problem Solver. Colocar um projeto com o selo e o nível de exigência de um hackaton no currículo não só atrai o olhar de qualquer recrutador, como também prova de forma inquestionável que você consegue desenvolver soluções em ambientes de alta pressão com inovação tecnológica.

    Não precisa de vencer a competição; o simples facto de construir uma solução real debaixo de stress e documentá-la no seu GitHub já o coloca muito à frente de milhares de candidatos que apenas assistem aulas.

    A teoria é boa, mas é a prática que traz a vaga

    Não espere que o diploma chegue na sua mesa para se começar a posicionar no mercado. Eu mesmo tenho aplicado esta estratégia para construir a minha trajetória: transformei as minhas ideias na minha startup EfestIA, onde atuo como Tech Leader focado no backend, a definir arquiteturas utilizando .NET 9 e Angular 19.

    Em paralelo, também atuo como Estagiário de TI na Brazmax, onde vivo o dia a dia de incidentes reais e desenvolvo automações. A aprendizagem real acontece quando tira a ideia do papel, documenta o processo e partilha com a comunidade, independentemente do seu nível atual.

    A minha proposta para você hoje é simples: que tal ir naquele projeto que está escondido no seu pc, dar um trato no README, fazer o commit no GitHub e mostrar ao mundo o seu processo de pensamento,

    aceita o desafio? 😁

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