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Felipão DIO
Felipão DIO14/09/2026 14:34
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Como criar games com Claude e GPT: do primeiro prompt a um time de agentes de IA

    Fala, comunidade tech!

    Meu interesse por programação começou com games. Antes de pensar em carreira, eu queria entender como aqueles jogos funcionavam e o que precisava fazer para criar os meus.

    No último sábado, 12 de setembro, compartilhei um pouco dessa trajetória na Imersão em Games com Vibe Coding utilizando Claude e GPT. Mostrei projetos como o Continental Champions, um jogo de gerenciamento de futebol, e expliquei as decisões que me ajudaram a avançar no desenvolvimento com agentes de IA.

    Teve tentativa que deu errado, imagem que não encaixava no jogo e muito ajuste até encontrar uma forma de organizar o trabalho.

    E foi justamente essa organização que fez diferença: definir o jogo, dividir responsabilidades e conferir o que cada agente entregava.

    O problema de pedir para uma IA resolver o jogo inteiro

    No começo, tentei concentrar tudo em uma ferramenta. Pedia as mecânicas, depois a arte, depois uma correção. Quando uma parte parecia resolvida, aparecia outro problema na integração.

    Uma imagem podia ficar bonita isoladamente e chegar com dimensões inadequadas. O código precisava usar aquele arquivo, mas ele não seguia o formato esperado. Eu voltava ao prompt, pedia outra versão e acumulava retrabalho.

    Comecei a ter resultados melhores quando assumi o papel de diretor do projeto. Passei a definir o que precisava ser feito, quem cuidaria de cada parte e como uma entrega seria validada antes de seguir para a próxima etapa.

    Como organizei os agentes de mecânicas, arte e coordenação

    Nos projetos que apresentei, usei Claude para trabalhar nas mecânicas e no código, e a geração de imagens do ChatGPT para os elementos visuais.

    Também adicionei um agente com o papel de PO, responsável por coordenar as entregas entre essas frentes. Ele organizava solicitações, acompanhava os requisitos e verificava se o material produzido atendia ao que o desenvolvimento precisava.

    Pensa em um sprite, uma imagem usada para representar um personagem ou objeto no jogo. Antes de pedir sua criação, precisamos definir dimensões, formato e estilo visual. Se houver animação, também precisamos combinar como os quadros serão organizados.

    Com esses critérios registrados, o agente de coordenação consegue conferir a entrega e solicitar uma correção antes de encaminhá-la para integração.

    Essa divisão ajuda a encontrar a origem dos problemas. Uma falha na arte não precisa virar uma sequência de alterações desnecessárias no código.

    O GDD é o coração do projeto

    Uma das partes mais importantes dessa organização é o Game Design Document, ou GDD. É o documento que explica qual jogo queremos construir e como ele deve funcionar.

    Para começar o seu, responda:

    • O que o jogador faz durante uma partida?
    • Qual é o objetivo e o que determina uma vitória ou derrota?
    • Quais regras precisam ser respeitadas?
    • Como o jogador interage com personagens, menus e elementos do cenário?
    • O que precisa funcionar na primeira versão?

    Pedir um jogo inspirado em outro título deixa muitas decisões em aberto. Detalhar suas mecânicas dá aos agentes uma referência concreta para implementar e revisar o projeto.

    Dedique tempo a esse documento. Uma regra que você ainda não definiu pode acabar sendo preenchida pela IA de um jeito que não combina com a sua ideia.

    Referências visuais também fazem parte do contexto

    Durante a live, mostrei como reunir imagens e referências no projeto ajudou a direcionar o estilo de um jogo de cartas que estou desenvolvendo.

    Quando eu deixava o pedido aberto demais, os resultados ficavam distantes do que imaginava. Ao organizar referências de interface e direção visual, consegui comunicar melhor o resultado que buscava.

    Você pode fazer o mesmo separando exemplos de menus, paletas e composição de telas. Explique o que cada referência ajuda a definir: a disposição dos botões, o contraste das informações ou o clima visual, por exemplo.

    O GDD orienta as regras. As referências ajudam a tornar a direção visual mais clara. Os agentes precisam desses dois contextos para produzir partes que façam sentido juntas.

    Escolha o motor do jogo de acordo com o projeto

    Também conversamos sobre engines, os motores que oferecem recursos para desenvolver jogos.

    Uma engine pode fornecer sistemas de física, cenas e outros componentes que você aproveita na implementação. Isso muda o trabalho que precisa ser solicitado aos agentes e evita reconstruir recursos que já estão disponíveis.

    Na live, mostrei conteúdos de Unity na DIO como um caminho para estudar esses fundamentos. Conhecer o motor ajuda você a orientar a IA, entender o projeto e avaliar o que foi produzido.

    A escolha começa pelo jogo que você quer construir. Um projeto de gerenciamento e um jogo 3D com física têm necessidades diferentes. Defina o escopo antes de escolher as ferramentas.

    Transforme o projeto em uma experiência que você consegue explicar

    Se você quer começar, escolha uma mecânica pequena. Defina as regras, organize as referências e faça uma primeira versão jogável. Teste antes de adicionar novos sistemas.

    No simulador de futebol americano que apresentei, por exemplo, ainda havia ajustes a fazer no ritmo da partida. Ter uma versão funcionando permite perceber esses problemas e decidir o que melhorar.

    Esse processo também pode fortalecer seu portfólio. Registre o objetivo do jogo, as decisões técnicas, a divisão dos agentes, os erros encontrados e as correções realizadas.

    Quando você consegue explicar como construiu e validou o projeto, tem exemplos concretos para conversar sobre programação, integração e resolução de problemas em uma entrevista.

    Continue aprendendo e prepare seu próximo passo na carreira

    Na DIO, você encontra conteúdos para aprofundar esses fundamentos, incluindo Unity e a mentoria Criando um game com Claude e GPT, que citei como complemento durante a imersão.

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    Até mais!

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