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Gabriel Mota
Gabriel Mota12/01/2026 21:12
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🦾IA na Programação: Produtividade, Aprendizado e a Quebra de um Paradigma

    imageNos últimos meses, comecei a utilizar IA de forma mais ativa no meu processo de desenvolvimento — especialmente com o Copilot — e a experiência tem sido transformadora, tanto em produtividade quanto em aprendizado.

    Como aprendiz em Spring Boot, meu fluxo inicial era bastante tradicional:

    criar manualmente uma classe Model, definir suas estruturas, e a partir dela desenvolver Controllers, Services, DTOs, interfaces, implementações e integrações com banco de dados. Esse processo, embora didático, consumia um tempo considerável — e estava sujeito a erros simples de digitação e inconsistências de padrão.

    Usando um objeto como referência

    O ponto de virada aconteceu quando passei a usar uma classe já desenvolvida como exemplo-base.

    Depois de estruturar corretamente um Model completo — com CRUD genérico, integração com o banco e padrões bem definidos — passei essa referência para a IA e pedi que ela gerasse as demais classes seguindo exatamente o mesmo padrão.

    ⚙️ Resultado prático:

    • O que antes levava cerca de 30 minutos, passou a levar 5 minutos.
    • Redução drástica de erros repetitivos.
    • Padronização mais consistente entre classes.

    Importante destacar: as regras de negócio específicas não foram delegadas à IA. Elas continuam sendo responsabilidade humana, pois exigem entendimento do domínio, contexto e decisão técnica.

    IA não elimina conhecimento — ela exige validação

    Um ponto que considero essencial:

    gerar código não é o fim do processo — validar é a parte mais importante.

    Após a geração automática, é necessário:

    • Ler cada método
    • Entender o fluxo
    • Verificar responsabilidades
    • Ajustar detalhes técnicos
    • Debugar quando necessário

    Esse processo de validação obriga o desenvolvedor a caminhar por todas as etapas do código. E aqui está um detalhe importante: o aprendizado não acontece apenas digitando, mas principalmente entendendo o que foi feito.

    Copiar código sem compreender realmente não ensina.

    Mas analisar, questionar, validar e corrigir código — ensina muito.

    IA como mentora, não como muleta

    Quando aliamos:

    • Conhecimento prévio
    • Curiosidade técnica
    • Capacidade de debug
    • Perguntas certas para a IA (pedindo explicações, passo a passo, justificativas)

    … o aprendizado se torna muito mais rápido e profundo.

    A IA pode:

    • Explicar o código
    • Justificar decisões
    • Mostrar alternativas
    • Ajudar a encontrar falhas
    • Acompanhar o raciocínio etapa por etapa

    Quebrando o paradigma

    Existe um paradigma forte no desenvolvimento de software:

    “Se você usar IA para programar, vai deixar de aprender.”

    Na prática, isso não é uma verdade absoluta.

    Existem perfis diferentes de aprendizado:

    • Pessoas que aprendem mais digitando tudo manualmente
    • Pessoas que aprendem mais analisando e validando o código pronto

    E nenhum dos dois está errado.

    A IA não substitui o conhecimento — ela potencializa o processo, desde que usada com consciência, senso crítico e responsabilidade técnica.

    Conclusão

    Usar IA para desenvolver código:

    • Aumenta produtividade
    • Reduz erros repetitivos
    • Mantém padrões
    • Acelera o aprendizado
    • Exige mais responsabilidade técnica, não menos

    No fim das contas, não é sobre quem escreveu o código, mas sobre quem entende, valida e sustenta esse código.

    🚀 IA não é atalho preguiçoso. É ferramenta estratégica.

    Tudo depende de como — e por que — você a utiliza.

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