Programar com IA em Java: o que a imersão mostrou sobre revisar o código que a IA escreve
Fala, comunidade tech!
No sábado, 19/09, eu recebi o José Luiz Júnior na Imersão em Programação com Java, IA e Claude Code. Ele é dev Java há mais de dez anos, já passou por PicPay, Caju e Embraer, e gravou boa parte do conteúdo de Java que está na plataforma.
A proposta era simples: montar um projeto do zero com a IA escrevendo o código e revisar tudo o que ela entregava, linha por linha. Foram quase três horas de editor aberto. Separei aqui o que mais rendeu.
A IA é um júnior rápido. Você é quem revisa.
Logo no começo eu perguntei ao Júnior se, com a chegada da IA, ainda é preciso saber programar. A resposta dele ficou na minha cabeça: dá para pensar na IA como aquele programador júnior que tomou uns dez cafés e sai digitando tudo o que você pede. Rápido, mas sujeito a erro.
A profissão não acaba. O que muda é a forma de trabalhar. Alguém precisa olhar o que foi gerado e decidir se aquilo entra no projeto.
O primeiro erro apareceu na primeira classe
O projeto da noite foi um carrinho de compras em Java. O Júnior pediu a classe de item, com nome, preço e quantidade. A IA entregou em segundos, e o preço veio como double.
Quem trabalha com Java sabe o problema: double não é um tipo preciso para valor monetário. É o tipo de decisão que passa despercebida hoje e vira erro de cálculo em produção. O ajuste foi pedir a troca por BigDecimal, e a IA refez os cálculos que dependiam disso.
Esse foi o padrão da noite inteira. A IA gera rápido, e a revisão é o que separa um projeto que funciona de um projeto que vai dar dor de cabeça.
Contexto no prompt muda o resultado
Uma dica prática do Júnior: quanto mais contexto, melhor o código. Pedir "crie uma classe de carrinho de compras" faz a IA chutar o resto. Dizer quais propriedades a classe precisa ter, quais dependências já existem no projeto e em que pacote ela deve ficar muda o nível da entrega.
Outra dica: escrever o prompt em inglês economiza tokens, porque o modelo divide o texto em pedaços e é isso que entra na conta. Se o seu inglês não ajuda, escreve em português no ChatGPT ou no Gemini, pede a tradução do prompt e cola no seu agente.
Tarefa grande, resultado ruim
Quando a tarefa cresce, a IA alucina mais e a revisão fica pesada. A recomendação do Júnior é quebrar em subtarefas.
O exemplo que ele deu: em vez de pedir "transforme esse endpoint de cadastro individual em cadastro em lote", vá por partes. Primeiro o método de inserção em lote na camada de persistência. Depois o método que consome esse primeiro. A cada passo você revisa dois ou três arquivos, em vez de abrir vinte classes de uma vez.
Regra de negócio dentro do tipo
A parte que mais me agradou foi quando o projeto deixou de ser um CRUD e ganhou regra. Em vez de espalhar validação pelo menu, o Júnior pediu duas classes para empacotar os valores: uma Money, que não aceita valor negativo, e uma Quantity, que não aceita quantidade menor que um. Quem tenta criar um valor inválido recebe uma exceção na hora.
O J Specify entrou junto, com um package-info marcando o pacote inteiro como não nulo. Assim você anota só as exceções, em vez de sair marcando campo por campo.
Os bugs também apareceram
Nem tudo saiu redondo, e isso foi bom de ver. Com o carrinho vazio, o total aparecia como um real, porque a classe Money não aceitava zero. Em outro momento, adicionar o mesmo produto duas vezes não somava a quantidade, porque o método devolvia uma nova referência em vez de alterar a existente.
Nos dois casos o caminho foi o mesmo: rodar o código, encontrar o comportamento errado, entender a causa e só então pedir a correção. Em uma das tentativas, a IA quis reescrever meia classe e o Júnior simplesmente rejeitou tudo e refez do jeito dele.
Você não precisa começar pelo plano mais caro
O Júnior usou a versão gratuita de um plugin de IA dentro da IDE durante a live inteira. O ponto dele: muita gente assina o plano mais caro antes de saber o que vai usar.
Para quem se preocupa com dados, existe a opção de rodar um modelo local, no seu computador ou em container. Você ganha privacidade e perde nas atualizações constantes que os modelos hospedados recebem. Vale medir se a sua máquina dá conta antes de escolher esse caminho.
Onde continuar
A formação Java Fundamentals, gravada pelo próprio Júnior, tem 45 horas e vai da instalação do ambiente até a integração. Na aba de Projetos, tem cases que juntam Java e IA, como uma API de reconhecimento de fala com Spring Boot. A gravação da imersão fica na aba de Mentorias.
Se você quer acesso a tudo isso, a Ultra Black Friday Antecipada da DIO dá acesso para sempre ao DIO PRO e ao DIO Global, além de 10.000 créditos do AI Job Hunter para analisar vagas e medir a força do seu currículo para cada uma. As atualizações de conteúdo estão incluídas, então o que entrar de novo também fica disponível para você.




RS
Boa tarde.
Estou utilizando a plataforma pela primeira vez, e estou achando o máximo tenho certeza que vou aprender muito com vocês e a forma de ensino também é muito bacana, vamos acompanhando rs
Obrigada,
Rosana.