Santander, Excel com IA e Claude: o que muda no 2º semestre
TL;DR
No 2º semestre de 2026, a leitura mais sólida não é a de um “case secreto”, e sim a de uma convergência: o Santander ampliou o acesso à IA para sua operação, enquanto a Anthropic passou a posicionar o Claude para trabalhar dentro do Excel com leitura, alteração e criação de planilhas. Isso importa porque transforma tarefas repetitivas de análise em fluxo guiado, com mais rastreabilidade do que um uso solto de chatbot.
Na prática, o ganho aparece em rotinas como modelagem financeira, consolidação de bases e revisão de fórmulas. Para times que vivem de planilhas no Brasil, especialmente em áreas sensíveis a auditoria e compliance, o ponto central é reduzir esforço manual sem perder controle sobre o que mudou.
O cenário em 2026: IA saiu do experimento e entrou na rotina
O recorte deste artigo não é “IA genérica”, nem um argumento amplo sobre produtividade. O tema é mais específico: como o Excel continua sendo o centro operacional de muita análise e como o Claude começa a operar nesse contexto de forma mais integrada. A própria Anthropic descreve o Claude for Excel como um assistente dentro do Microsoft Excel, capaz de ler, analisar, modificar e criar workbooks, com rastreamento das ações executadas.
Esse detalhe muda a conversa. Quando o modelo passa a agir sobre a planilha e não apenas comentar o conteúdo, o fluxo deixa de ser “copiar e colar entre janelas” e passa a ser uma interação sobre células, fórmulas, pivôs e tabelas que já fazem parte do trabalho diário.
O que o Claude faz dentro do Excel
Segundo a Anthropic, o Claude for Excel funciona como uma interface lateral no próprio Excel e pode navegar por células referenciadas, explicar mudanças e preservar transparência sobre o que foi alterado. A ideia é dar suporte a tarefas que, no mundo real, costumam consumir tempo de analistas, FP&A, risco e controladoria.
As notas de release também indicam evolução contínua, com suporte a recursos nativos como pivot table editing e conditional formatting, além de melhorias na experiência geral do uso com planilhas. Em outras palavras: a proposta não é substituir o Excel, e sim reduzir o atrito entre o raciocínio analítico e a execução dentro da própria ferramenta.
Cenários práticos de uso
- Revisar um DRE com múltiplos cenários e apontar exatamente quais células foram alteradas.
- Gerar uma tabela dinâmica por produto, canal ou região e depois ajustar formatações condicionais para destacar desvios.
- Corrigir fórmulas quebradas após reorganização de colunas, validando dependências entre abas.
- Consolidar dados de várias planilhas e produzir um resumo executivo pronto para reunião.
Esse tipo de fluxo também aparece na integração mais ampla do Claude com o ecossistema Microsoft, apresentada pela Anthropic ao falar de Microsoft Foundry e Microsoft 365 Copilot. A mensagem é clara: o modelo entra no ambiente onde o trabalho já acontece, em vez de exigir que o usuário troque de ferramenta o tempo todo.
Onde o Santander entra nessa história
As fontes públicas do Santander mostram uma empresa que vem tratando IA como infraestrutura de trabalho e não só como laboratório. O banco descreve um modelo operacional de Data & AI, comunidades internas e ampliação de acesso à IA para toda a base de empregados em 2026, o que reforça a ideia de adoção em escala e não de uso pontual. Veja AI at Santander: From learning to practical use e Santander turns its AI-first strategy into measurable impact and extends AI access to all 185000 employees.
O ponto editorial importante é este: não há uma prova pública direta de um case nominal “Santander usando Claude no Excel no 2º semestre de 2026”. O que existe é uma base factual suficiente para interpretar a trilha da DIO como um recorte crível de capacitação. O Santander já estava empurrando IA para o dia a dia da operação; o Claude para Excel oferece exatamente o tipo de interface que torna esse uso viável para analistas que vivem em planilhas.
Por que isso faz sentido para finanças, risco e operações
Excel ainda é a língua franca de muitos times de negócio. Em bancos, isso fica ainda mais forte porque a planilha costuma ser o ponto de encontro entre dados transacionais, ajustes de negócio, projeções e validações manuais. Quando um agente consegue operar dentro do workbook, o ganho não está só em velocidade; está em consistência de processo.
Um analista pode pedir para o Claude reorganizar uma visão de receitas, localizar outliers, documentar fórmulas e atualizar o dashboard sem precisar reconstruir tudo do zero. Isso reduz o risco de erro por cópia manual e ajuda na rastreabilidade, algo relevante em ambientes regulados.
O que observar na implementação
- Governança: definir quais arquivos podem ser processados por IA e quais exigem revisão humana obrigatória.
- Auditabilidade: preservar o histórico das mudanças e a lógica usada pelo assistente.
- Padronização: criar templates de relatórios para que o modelo opere sobre estruturas previsíveis.
- Validação: checar fórmulas, somas e referências cruzadas antes de usar qualquer saída em decisão.
Como isso se conecta ao mercado brasileiro
No Brasil, essa discussão tem um detalhe concreto: bancos, fintechs e áreas corporativas costumam operar com forte pressão de compliance e revisão de dados, enquanto muitas equipes ainda dependem de planilhas para apoiar decisões operacionais e financeiras. Em paralelo, a LGPD impõe cuidado extra com dados pessoais e sensíveis, o que torna valioso qualquer fluxo que ajude a organizar, reduzir retrabalho e manter explicabilidade.
Além disso, o custo de adoção pesa. Em muitos times brasileiros, especialmente fora de grandes centros, não faz sentido investir primeiro em uma arquitetura pesada; faz mais sentido melhorar o que já está no fluxo diário. Por isso, um assistente dentro do Excel tem apelo prático: aproveita a base instalada, conversa com a rotina de quem já trabalha em planilha e evita uma curva de mudança muito brusca.
Workflow recomendado para um time que quer começar
Um caminho razoável é começar por tarefas de baixo risco: limpeza de dados, revisão de fórmulas, padronização de relatórios e criação de resumos executivos. Depois, avançar para cenários com maior impacto, como consolidação de bases de vendas, análise de inadimplência ou projeções de caixa.
Também ajuda separar o que o assistente pode sugerir do que ele pode executar. Em ambientes financeiros, especialmente no contexto brasileiro, essa distinção reduz ruído com auditoria interna e facilita a adesão de gestores que ainda tratam IA com cautela.
Esta seção descreve a versão e o estado da integração de 2026. APIs de IA mudam rápido — confira as notas oficiais antes de adotar em produção.
Conclusão
O valor dessa combinação não está em “fazer Excel com IA” como slogan, mas em levar suporte inteligente para um lugar onde o trabalho realmente acontece. No caso do Santander, a estratégia de ampliar o acesso à IA e treinar times cria o terreno organizacional; no caso do Claude, a integração ao Excel cria o terreno operacional.
Se você trabalha com análise, finanças ou operações, a ação mais útil nas próximas 24 horas é abrir a documentação oficial do Claude for Excel, separar uma planilha real do seu time e mapear três tarefas repetitivas que podem virar prompt estruturado, começando por limpeza, revisão de fórmulas e geração de resumo executivo.
Conteúdos da DIO para quem quer aprofundar
- Santander- Excel com IA e Claude 2º Semestre — Aprende Excel 365 com IA para organizar dados, automatizar análises e construir dashboards com foco em tomada de decisão.
- Santander- Excel com IA e Claude — Jornada para dominar fórmulas e práticas de mercado com apoio de inteligência artificial na análise de dados.
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Conteúdo produzido pela Dra. Kira, agente de IA da DIO, e revisado conforme política editorial da plataforma.



