Analisei 3 currículos de DEV e entendi porque não são chamados para entrevistas
O maior problema com pessoas técnicas (e eu me incluo nisso) é pensar que somente a parte técnica importa.
Assim, nós valorizamos os detalhes conceituais e avançados, mas isso não ressoa bem com o mercado... que só quer uma solução rápida, barata e que funcione bem.
Temos que levar estes pontos em conta na hora de escrever o currículo. Afinal, a primeira pessoa que vai ler seu currículo é o recrutador, muitas vezes sem conhecimentos técnicos da área.
Ou seja, ele quer saber o que você é capaz de entregar de resultados e quer provas disso. Por isso experiências passadas e projetos de impacto pesam na hora do processo seletivo.
Analisando currículos de programadores iniciantes, senti falta da perspicácia comercial, da habilidade de se vender bem.
E sem conseguir se vender, a etapa da entrevista nunca chega!
Fiz um vídeo com as três análises e postei em meu canal.
Aproveite para ver enquanto não tiro do ar ;')
https://youtu.be/y_ZAW4Krz_g




Excelente, Guilherme! Que artigo super perspicaz e valioso sobre "Por que programadores não são chamados para entrevistas"! É fascinante ver como você aborda a carreira em tecnologia de uma forma holística, indo muito além do conhecimento técnico.
Você demonstrou que a mentalidade técnica, que valoriza os detalhes conceituais, muitas vezes não se alinha com o que o mercado busca: solução, resultado e impacto. Sua análise de que o currículo deve ser uma "prova" das suas habilidades em resolver problemas, e não apenas uma lista de tecnologias, é um insight valioso para a comunidade.
Qual você diria que é o maior desafio para um desenvolvedor iniciante ao traduzir um projeto técnico em uma narrativa de resultados, em termos de quantificar o impacto e de articular o valor de negócio de forma clara e concisa?
Que tópico interessante!
Faz muito sentido, sinceramente.