image

Access unlimited bootcamps and 650+ courses forever

70
%OFF
Article image
Johnny Dockhorn
Johnny Dockhorn17/03/2026 10:07
Share
Luizalabs - Back-end com Python - 2º EdiçãoRecommended for youLuizalabs - Back-end com Python - 2º Edição

Como Funcionam Agents de IA: Fluxo, Arquitetura e Componentes

  • #IA Agents
  • #LLMs
image

Introdução

Nos últimos anos, vimos uma evolução significativa no uso de modelos de linguagem, como os Large Language Model (LLMs).

Inicialmente, esses modelos eram utilizados principalmente como interfaces conversacionais — respondendo perguntas, gerando textos ou auxiliando na escrita de código. Era um uso valioso, mas ainda limitado ao padrão clássico de entrada e resposta.

Hoje, estamos avançando para um novo paradigma:

Sistemas que não apenas respondem, mas também raciocinam, tomam decisões e executam ações.

Esses sistemas são os chamados AI Agents (Agentes de IA).

Do prompt ao agente

Imagine o seguinte cenário.

Você pede:

“Crie um endpoint para cadastro de cliente”

Um modelo tradicional pode te devolver um código. Mas um agente vai além.

Ele pode interpretar o contexto do seu projeto, entender padrões já existentes, acessar o repositório, decidir como estruturar a solução, gerar o código e até validar regras de negócio.

Esse salto acontece porque o agente não é apenas um modelo — ele é uma composição de capacidades.

Na prática, podemos entender um agente como:

Agente = LLM + Memória + Ferramentas + Planejamento + Ambiente + Skills

O ciclo que muda tudo

No centro de um AI Agent existe um comportamento contínuo:

Observar → Raciocinar → Agir → Atualizar → Observar novamente

Agora pense em um segundo cenário.

Um usuário pergunta:

“Quais produtos tiveram queda nas vendas no último trimestre?”

Um sistema tradicional executaria uma query e retornaria dados.

Um agente, por outro lado, primeiro observa o contexto — talvez identificando qual base de dados usar. Em seguida, raciocina sobre a pergunta, decide quais consultas executar, interpreta os resultados e então age, entregando não apenas dados, mas uma análise.

Depois disso, ele ainda pode atualizar sua memória com esse contexto, melhorando interações futuras.

Esse ciclo contínuo é o que torna o sistema adaptativo.

O papel de cada componente

Para entender melhor, vale olhar para os componentes — mas sempre conectando com comportamento real.

O LLM atua como o núcleo de raciocínio. É ele que interpreta linguagem natural e toma decisões. Sem ele, o sistema seria apenas um conjunto de regras.

A memória resolve um dos maiores problemas de sistemas baseados em IA: falta de contexto. Pense em um atendimento ao cliente. Sem memória, cada interação começa do zero. Com memória, o agente entende histórico, preferências e situações anteriores.

As ferramentas são o que permitem que o agente saia do campo teórico e atue no mundo real. Por exemplo, ao receber a mensagem “meu pedido não chegou”, o agente pode consultar um sistema logístico, verificar status e tomar decisões baseadas nisso.

As skills entram como blocos reutilizáveis. Em vez de reinventar a roda a cada tarefa, o agente pode executar capacidades já definidas — como gerar relatórios, validar dados ou executar workflows.

E o planejamento é o que diferencia um agente de um simples executor. Ele permite quebrar problemas maiores em etapas menores. Em vez de responder diretamente, o agente pensa: “qual é o caminho para resolver isso?”

Quando isso vira algo prático

Vamos trazer isso para um cenário mais completo.

Imagine um processo de onboarding de cliente.

Em um sistema tradicional, você teria diversos fluxos fixos:

  • criação de registro
  • envio de e-mail
  • integração com outros sistemas

Agora imagine isso com um agente.

Você fornece uma instrução:

“Realizar onboarding de novo cliente”

O agente observa o ambiente, entende o contexto, decide quais sistemas precisam ser acionados, executa as integrações, acompanha o status e ajusta o fluxo conforme necessário.

Se algo falhar, ele pode tentar novamente ou tomar uma decisão alternativa.

Não estamos mais falando de automação. Estamos falando de orquestração inteligente.

O impacto na forma de construir software

Esse modelo muda diretamente como pensamos sistemas.

Antes, projetávamos fluxos baseados em regras fixas. Cada cenário precisava ser previsto.

Agora, passamos a trabalhar com sistemas que:

  • interpretam contexto
  • tomam decisões dinâmicas
  • interagem com múltiplas fontes
  • se adaptam ao longo do tempo

Na prática, isso representa uma transição clara:

Software determinístico → Software adaptativo

Conclusão

AI Agents não são apenas uma evolução dos chatbots. Eles representam uma mudança na forma como estruturamos soluções.

Ao combinar um modelo de linguagem com memória, ferramentas e capacidade de planejamento, criamos sistemas que não apenas respondem, mas atuam com base em objetivos.

Reflexão final

A pergunta deixou de ser:

“Como usar IA?”

E passou a ser:

“Quais decisões podem ser delegadas a um agente?”

Se você trabalha com engenharia de software, arquitetura ou automação, entender esse modelo é um passo importante para construir sistemas mais inteligentes, flexíveis e alinhados com o que já está acontecendo no mercado.

OBS: Imagem criada com apoio de IA Generativa.

Share
Recommended for you
CI&T - Do Prompt ao Agente
Lupo - Primeiros Passos com Inteligência Artificial
Almaviva - Back-end com Java & QA
Comments (0)
Recommended for youLuizalabs - Back-end com Python - 2º Edição