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Marilia Spakauskas
Marilia Spakauskas07/04/2026 15:05
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Negócios locais não estão preparados para o digital — e isso está custando clientes

    Ignorar a tecnologia pode fazer um negócio local desaparecer

    Antes de começar, me responda sem pesquisar:

    Quantos comércios existem na região em que você mora?

    Difícil dizer, né? Mas te garanto que você conhece pelo menos meia dúzia. Dentre eles, temos:

    • mercado
    • restaurante/lanchonete
    • padaria
    • farmácia
    • salão/barbearia

    Agora vamos supor que você acabou de se mudar e não conhece absolutamente nada nem ninguém nesse novo bairro. Como você faria para se localizar?

    Não te conheço, mas acredito que você iria procurar no Instagram ou no TikTok:

    “coisas para fazer em…” ou “lugares para comer em…”.

    Por que eu acredito nisso?

    Bom, isso é o que eu faço quando vou viajar. Sempre pesquiso no Instagram por comércios na região em que vou me hospedar e, com o tempo, percebi que é mais vantajoso analisar o perfil da empresa nas redes sociais. Nelas consigo:

    • feedback dos consumidores, sejam eles bons ou ruins para a empresa
    • vídeos ou fotos do catálogo de produtos/serviços
    • tirar dúvidas diretamente com a empresa
    • acompanhar novidades através dos stories (promoções, agenda, disponibilidade...)

    Esse comportamento não é algo exclusivo. Pesquisas mostram que as pessoas têm buscado mais em redes sociais do que em buscadores como o Google, por exemplo.

    Esse padrão de comportamento trouxe diversas empresas para o universo digital, mas muitas ainda não estão preparadas. Mal fazem o básico, que é manter um bom perfil na rede social. Muitas sequer pensam em como construir uma estrutura para se informatizar e não veem valor em investir em tecnologias.

    Onde a tecnologia entra nisso?

    Na verdade, vai depender mais do que você pode oferecer.

    Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, atualmente temos mais de 20 milhões de pequenos negócios no Brasil. Você, como profissional, deve pensar que tipo de solução pode trazer para esses empresários.

    Garanto que há muito espaço e demanda para que a área de TI atue trazendo inovação — essa é uma área que está em constante evolução.

    A seguir, alguns exemplos de como a tecnologia da informação pode auxiliar no desenvolvimento de pequenas empresas:

    • Automação de processos
    • Construção e manutenção de sites
    • Desenvolvimento de aplicativos
    • Análise e organização de dados
    • Implementação de sistemas (CRM, ERP)
    • Integração de ferramentas (ex: site + WhatsApp + pagamentos)
    • Criação de e-commerces
    • Configuração de chatbots
    • Segurança digital e proteção de dados
    • Otimização de performance de sistemas

    Empreendedores brasileiros são conhecidos por fazer malabarismos acumulando funções.

    Quem não conhece alguém que é, ao mesmo tempo: empresário, diretor de marketing, designer, vendedor, suporte ao cliente, etc?

    Todo empreendedor sabe, nem que seja de forma inconsciente, que se a empresa não se adapta, perde espaço no mercado e acaba reduzindo a quantidade de clientes — o que pode ser fatal, levando ao fechamento dela.

    Isso me lembra aquela citação famosa atribuída a Darwin:

    “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”

    A união faz a força

    Tecnologia sozinha não gera resultado. Ela precisa do apoio de outras áreas.

    Você deve ter alguma ideia de qual área vou usar de exemplo. Qual é o seu palpite?

    Acertou quem disse: marketing.

    Enquanto o profissional de tecnologia constrói a estrutura e garante o funcionamento das ferramentas, o marketing utiliza esses recursos para atrair, converter e se relacionar com os clientes.

    Na prática, isso significa que não adianta ter um site bem desenvolvido se ele não recebe visitantes — e também não adianta atrair pessoas se não existe uma estrutura preparada para atendê-las e converter em vendas.

    Outro exemplo: o profissional de TI pode estruturar um site com integração ao WhatsApp, enquanto o marketing trabalha campanhas para levar pessoas até esse site e criar mensagens que incentivem o contato.

    É nesse ponto que a integração entre tecnologia e marketing se torna essencial: um lado viabiliza, o outro potencializa.

    Algumas das atribuições do profissional de marketing são:

    • Gestão de redes sociais
    • Criação de conteúdo estratégico
    • Tráfego pago (anúncios)
    • SEO (posicionamento no Google)
    • Copywriting (escrita persuasiva)
    • Branding (posicionamento de marca)
    • Planejamento estratégico
    • Funil de vendas
    • Relacionamento com cliente (e-mail, campanhas)
    • Análise de comportamento do consumidor

    Exemplo do dia a dia

    Uma esfirraria pequena que conheço tem apenas uma linha telefônica e um atendente responsável por anotar todos os pedidos (presenciais ou não).

    Infelizmente, em dias movimentados, eles levavam cerca de 20 minutos apenas para finalizar um pedido pelo WhatsApp.

    Uma vez esperei mais de uma hora para, no final, descobrir que a atendente havia lido minha mensagem, mas esqueceu de gerar o pedido. Por causa desse “detalhe”, fiquei sem comer, pois me avisaram faltando poucos minutos para o fechamento.

    Percebendo que não dava para continuar perdendo vendas assim, criaram um cardápio no WhatsApp Business. Porém, a solução não atendia bem: era confusa, nem todos os clientes aderiram, e a maioria continuou enviando mensagem. No fim, não mudou muita coisa.

    Depois disso, contrataram um desenvolvedor para criar um aplicativo do restaurante — um modelo simples, limpo e fácil de usar.

    O resultado foi uma melhora no atendimento, que se tornou mais ágil e efetivo. Agora, quando o cliente envia mensagem, recebe uma resposta automática informando que há a possibilidade de realizar o pedido pelo aplicativo, junto com o link de download.

    Diferente do atendimento manual, o aplicativo integra o pedido diretamente ao sistema da empresa, eliminando erros humanos e agilizando o processo.

    Eles se adaptaram, usaram a tecnologia a favor do comércio e, com isso, conseguiram aumentar as vendas por delivery.

    É assim que a tecnologia pode apoiar negócios locais a continuarem existindo por longos anos.

    Breve apresentação sobre a autora

    Marília Pinho Spakauskas é profissional de marketing formada e atua como social media, com foco em ajudar pequenos e médios negócios a se posicionarem de forma estratégica no ambiente digital.

    Com experiência prática no atendimento ao cliente e análise de processos, desenvolveu uma visão voltada para entender o comportamento do consumidor e transformar isso em ações que geram resultado.

    Atualmente, trabalha com gestão de redes sociais, criação de conteúdo e consultoria de marketing, com o objetivo de tornar o marketing mais acessível, inteligente e aplicável para negócios locais.

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