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Lucas_Silva_de_Deus
Lucas_Silva_de_Deus07/07/2026 11:05
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O que seis semanas no DIO Campus Expert #16 me ensinaram sobre construir uma carreira em DevSecOps

    "Você não precisa apenas aprender tecnologia. Você precisa aprender a ser visto."

    Essa talvez tenha sido a maior mudança de mentalidade que vivi durante o DIO Campus Expert #16.

    Quando iniciei o programa, meu foco estava quase exclusivamente na parte técnica. Como muitos profissionais que estão ingressando na área de DevSecOps, minha rotina girava em torno de estudar Linux, Docker, CI/CD, Cloud Computing, Segurança da Informação, automação, boas práticas de desenvolvimento e inúmeras ferramentas que fazem parte desse ecossistema.

    Na minha cabeça, existia uma fórmula relativamente simples:

    Estudar muito → construir projetos → conseguir uma oportunidade.

    Ao final das seis semanas do Campus Expert, percebi que essa equação estava incompleta. O conhecimento técnico continua sendo indispensável, mas ele é apenas uma parte da construção de uma carreira.

    O paradoxo de quem está começando

    Uma das maiores dificuldades para quem inicia em tecnologia é a sensação constante de que sempre falta aprender mais uma ferramenta.

    Quando finalmente entendemos Git, descobrimos Docker, depois vem Kubernetes, Cloud, Terraform, Pipelines, Observabilidade, Segurança, Automação, Compliance... A lista parece infinita.

    No universo DevSecOps isso se torna ainda mais evidente, porque a área reúne conhecimentos tradicionalmente separados entre desenvolvimento, infraestrutura e segurança.

    Naturalmente surge uma dúvida:

    Como chamar a atenção do mercado enquanto ainda estamos aprendendo?

    Essa pergunta passou a fazer muito mais sentido durante as mentorias do Campus Expert, percebi que talvez estivéssemos fazendo a pergunta errada.

    O mercado não conhece quem estuda em silêncio

    Entre as mentorias que mais me marcaram estavam aquelas voltadas para LinkedIn, comunicação, criação de conteúdo, portfólio e construção de autoridade. À primeira vista, esses assuntos pareciam distantes da minha realidade técnica, mas aconteceu justamente o contrário, eles complementavam tudo aquilo que eu estudava diariamente. Foi então que uma ideia começou a fazer sentido, "o mercado não consegue reconhecer aquilo que ninguém consegue enxergar".

    Podemos passar meses desenvolvendo projetos incríveis, podemos montar laboratórios complexos, podemos estudar diariamente. Se nada disso for documentado ou compartilhado, poucas pessoas saberão que esse conhecimento existe. Foi nesse momento que comecei a enxergar o conteúdo como parte da formação profissional, não como marketing, mas como documentação da própria evolução.

    Comunicação também faz parte da engenharia

    Existe uma ideia bastante difundida de que profissionais de tecnologia precisam apenas escrever código, na prática, isso nunca foi verdade. Durante qualquer projeto será necessário explicar decisões técnicas, produzir documentação, apresentar soluções, defender arquiteturas, escrever relatórios e conversar com pessoas de diferentes áreas. Em DevSecOps isso acontece o tempo todo, a segurança precisa conversar com o desenvolvimento, o desenvolvimento precisa conversar com operações, as operações precisam conversar com o negócio... Percebi que comunicar bem não é uma habilidade paralela.

    É uma competência técnica.

    Quem consegue transformar assuntos complexos em explicações simples gera confiança, facilita decisões e cria muito mais impacto dentro das equipes.

    Compartilhar conhecimento também é estudar

    Uma das mentorias abordou justamente a produção de artigos técnicos, confesso que, antes disso, eu enxergava a escrita apenas como uma forma de criar conteúdo para LinkedIn, mesmo sendo um acadêmico e já escrevendo alguns artigos, hoje penso diferente, escrever obriga a organizar ideias, pesquisar referências, validar conceitos e encontrar lacunas no próprio conhecimento. Quando conseguimos explicar um assunto para outras pessoas, normalmente entendemos esse assunto muito melhor.

    Passei a enxergar cada laboratório realizado, cada desafio resolvido e cada projeto desenvolvido como uma oportunidade de aprendizado e também como um possível artigo. A produção de conteúdo deixou de ser uma atividade separada do estudo, ela passou a fazer parte do processo de aprender.

    O portfólio conta muito mais do que projetos

    Outro aprendizado que marcou minha participação no DIO Campus Expert #16 foi a forma de enxergar um portfólio profissional.

    Durante muito tempo, acreditei que um portfólio fosse apenas uma vitrine de aplicações concluídas, um lugar para reunir projetos e demonstrar conhecimento técnico. No entanto, as mentorias mostraram uma perspectiva muito mais ampla: um bom portfólio não apresenta apenas o resultado final, ele conta a história da evolução de um profissional.

    Cada projeto publicado revela como pensamos diante de um problema, quais decisões técnicas tomamos, como documentamos o processo de desenvolvimento e quais desafios enfrentamos ao longo da construção da solução. Mais do que exibir código, um portfólio comunica método, organização e capacidade de aprendizado contínuo.

    Essa percepção faz ainda mais sentido para quem está iniciando em DevSecOps. Grande parte das entregas dessa área não é composta por interfaces visuais, mas por processos que aumentam a segurança, a confiabilidade e a eficiência do desenvolvimento de software.

    Uma pipeline de CI/CD automatizada, uma política de segurança bem definida, um processo de análise de vulnerabilidades, uma arquitetura projetada com foco em segurança ou até mesmo uma documentação técnica clara são resultados que demonstram maturidade profissional. Mesmo quando não chamam atenção visualmente, essas entregas evidenciam competências extremamente valorizadas pelo mercado.

    Foi nesse momento que compreendi que um portfólio não serve apenas para mostrar o que sabemos fazer, mas também para demonstrar como pensamos e como evoluímos ao longo da jornada.

    Autoridade é construída, não concedida

    As últimas mentorias abordaram um tema que, até então, eu associava exclusivamente ao tempo de experiência: autoridade profissional.

    Durante muito tempo, imaginei que autoridade fosse uma consequência natural de muitos anos de carreira. No entanto, o Campus Expert apresentou uma visão diferente. Autoridade não significa saber tudo, mas construir credibilidade por meio da consistência.

    Ela nasce quando compartilhamos conhecimento, participamos ativamente da comunidade, colaboramos com outras pessoas e registramos nossa própria evolução. É um processo contínuo, que se fortalece a cada projeto documentado, a cada artigo publicado, a cada contribuição realizada e a cada aprendizado compartilhado.

    Esse foi um dos conceitos que mais transformou minha forma de enxergar a carreira em tecnologia.

    Percebi que não preciso esperar anos para começar a contribuir com a comunidade. Posso compartilhar minha jornada desde agora, mostrando os desafios, os aprendizados e as soluções encontradas ao longo do caminho. Além de fortalecer minha própria aprendizagem, isso também pode ajudar outras pessoas que estão iniciando uma trajetória semelhante.

    A autoridade, afinal, não surge de um único grande feito. Ela é construída diariamente, por meio de pequenas ações realizadas com constância.

    O maior legado do DIO Campus Expert #16

    Ao concluir o DIO Campus Expert #16, percebo que o maior aprendizado não esteve restrito às mentorias sobre LinkedIn, comunicação, produção de conteúdo ou construção de portfólio. O verdadeiro legado foi compreender que desenvolver uma carreira em tecnologia vai muito além da aquisição de conhecimento técnico.

    Hoje continuo estudando DevSecOps, aprofundando meus conhecimentos em novas tecnologias e desenvolvendo projetos práticos. A diferença é que agora entendo que aprender e compartilhar fazem parte do mesmo processo.

    Construir uma carreira sólida não depende apenas da quantidade de tecnologias que dominamos, mas também da capacidade de transformar esse conhecimento em valor para outras pessoas. Compartilhar experiências, documentar aprendizados e contribuir com a comunidade são formas de consolidar aquilo que aprendemos e, ao mesmo tempo, fortalecer todo o ecossistema de tecnologia.

    Talvez esse seja o maior propósito de uma comunidade como a DIO: criar um ambiente onde aprender, ensinar e evoluir acontecem de forma colaborativa.

    Se existe uma lição que levo dessas seis semanas, é que o conhecimento abre portas. No entanto, é a maneira como escolhemos compartilhar esse conhecimento que amplia nossa rede, fortalece nossa credibilidade e cria oportunidades que muitas vezes não surgiriam apenas pelo domínio técnico.

    Mais do que concluir um programa, termino essa jornada com uma nova perspectiva sobre a carreira que desejo construir: uma trajetória baseada em aprendizado contínuo, colaboração e na convicção de que crescer profissionalmente também significa ajudar outras pessoas a crescerem.

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