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Bárbara Nunes
Bárbara Nunes07/01/2026 15:39
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Quando é Que a Gente Para de Se Sentir Iniciante em Tech?

    Três Anos Estudando Tecnologia e Ainda Me Sinto Iniciante — e Tudo Bem

    Quando comecei a estudar tecnologia há cerca de três anos, eu não imaginava o quanto essa área iria me transformar. Eu vinha de uma realidade totalmente diferente: trabalhei com faturamento e auditoria do SUS no Hospital Municipal Universitário de Rio Verde, fui técnica de enfermagem, atuei como assistente administrativa e até passei pela área de Nail Design. A tecnologia entrou na minha vida primeiro como curiosidade, depois como possibilidade e, hoje, como caminho.

    Nesse período, avancei de forma consistente: mergulhei em HTML, CSS, JavaScript, Flexbox, CSS Grid e consumo de APIs. Fiz projetos práticos, comecei a construir portfólio, participei de imersões e cursos, conquistei certificações em IA Generativa e UX Writing pela Alura, iniciei graduação em Sistemas de Informação e até me aventurei no estudo de Node.js. Também estou em transição profissional — concursada, mãe, entusiasta da tecnologia e programadora júnior buscando meu espaço no mercado.

    E ainda assim, após tudo isso, eu me sinto iniciante.

    Sentir-se iniciante não significa saber pouco

    Existe um equívoco comum quando se trata de tecnologia: a ideia de que, depois de alguns anos estudando, deveríamos dominar tudo. Mas a tecnologia não é uma área de chegada; é um universo de descobertas. Quanto mais eu aprendo, mais amplas ficam as possibilidades — frameworks novos surgem, metodologias mudam, conceitos se expandem.

    Essa sensação, que às vezes pode parecer insegurança, na verdade é um reflexo natural de quem se mantém em movimento.

    O peso da transição e o valor da consistência

    Migrar de área não é simples. Envolve reaprender, reconstruir, aceitar ser iniciante de novo mesmo depois de anos de experiência em outra função. Eu aprendi a olhar para isso com respeito: a constância pesa mais do que o cronômetro.

    A tecnologia exige curiosidade permanente. Exige paciência. Exige humildade técnica. E exige coragem — especialmente quando não é seu primeiro mundo profissional.

    Três anos depois, o que mudou?

    Muita coisa. E quase tudo para melhor:

    • construí capacidade de resolver problemas de forma lógica
    • entendi como funciona o pensamento computacional
    • desenvolvi projetos reais (inclusive meus próprios)
    • ampliei minha rede e a visão de mercado
    • participei de eventos e debates sobre inovação na saúde
    • comecei a me posicionar profissionalmente

    Nada disso anula o fato de eu me sentir iniciante — pelo contrário, apenas reforça que estou no caminho certo. Os profissionais mais experientes que conheci também se sentem assim. E isso não é fraqueza, é abertura.

    Conclusão

    Ser iniciante não é sobre falta, é sobre movimento.

    E continuar estudando, desenvolvendo, testando e construindo três anos depois significa, no fundo, que eu já não sou tão iniciante quanto penso. A sensação permanece — mas ela deixou de representar limitação e passou a representar continuidade.

    A tecnologia não pede que você saiba tudo; ela pede que você não pare.

    E eu não pretendo parar.

    Se até os mais experientes se sentem iniciantes, por que isso te pararia?

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    Comments (2)
    Fernando Araujo
    Fernando Araujo - 07/01/2026 17:48

    Ótimo texto, Bárbara!

    Eu tenho 64 anos, duas graduações e uma pós, aprendi a programar no tempo dos cartões perfurados (com FORTRAN).Nesse tenpo, já aprendi quase duas dezenas de linguagens de programação. Já tive experiẽncias com prpfessor de 2º Grau e de graduação.

    Tenho décadas de experiência no serviço público e passei anos longe da programação. Voltei há alguns anos a programar aqui na DIO, e já aprendi novas linguagens. Escolhi alguns nichos que quero me qprofundar e me empolgo com as novidades quase diárias da área de desenvolvimento.

    E AINDA ME SINTO UM INICIANTE!!!

    Temas como IA, UX/UI, Robótica, IOT, Mobile são atualizados a cada dia. E isso é ótimo! É como você diz, gera movimento...

    Cada novidade vira um novo desafio, cada aprendizdo abre mais algumas janelas filhas de novas atualizações possíveis!

    Realmnete, O desenvolvimento de software (e de hardware) é uma área suiper dinâmica.

    Para quem sempre gostou de ficção científica, de imaginar o futuro, viver nesse tempo antes sonhado é uma grata obrigação. Trabalhar nesta área, e ainda ganhando dinheiro por isso é um sonho!!!!!!!!!

    Luiz Café
    Luiz Café - 07/01/2026 15:53

    Olá, Bárbara. Seu texto é um abraço em quem está na transição e sente que nunca sabe o suficiente. Dá para sentir a coragem, a constância e o respeito pela própria trajetória em cada linha. Sentir-se iniciante aqui soa mais como sinal de consciência e amor pelo aprendizado. Que bom ler alguém que segue em movimento, sem parar, mesmo com o coração cheio de dúvidas.