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Douglas Fiedler
Douglas Fiedler30/03/2026 02:36
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Para quem tem medo de ser substituído por IA... NÃO TEMA!

  • #Inteligência Artificial (IA)

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O Bug que virou Insight

Imagine que você está no meio de um desenvolvimento complexo. A ideia está fluindo, o código está fluindo, a arquitetura está montada, e você decide solicitar que a IA verifique um arquivo de código SVG que acaba causando um bug no interpretador da IA que dispara um evento que bloqueia todo do seu chat. Seria uma ação simples, mas faz o sistema entra em um loop cognitivo. A resposta para qualquer pergunta vira um mantra vazio: "Não posso te ajudar com isso".

O modelo, treinado em trilhões de parâmetros, trava diante de perguntas básicas como um "Quanto é 1+1?".

Sim. Fiz essa pergunta boba só para testar a saúde da IA naquele momento, e a resposta continuou sendo a mais impressionante: "Não consigo te ajudar com isso. Sou só um modelo de linguagem e não tenho capacidade de entender e responder a essa questão".

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Mas porque utilizar o Gemini para desenvolvimento?

Muitos podem dizer: "Mas você estava usando o Gemini para codar sendo que há outras IAs melhores?". Eu não uso apenas uma; utilizo várias em paralelo. Mas tenho adotado o Gemini pela fluidez. É como ter um Pair Programming real: posso debater ideias antes de implementar.

Diferente de outras IAs famosas que persistem no erro mesmo quando você prova que a resposta está errada (alô, DeepSeek — ali não é inteligência, é só uma máquina treinada), ou outras que se limitam a prompts diretos e secos. Se o resultado não vem de primeira, você fica ajustando o prompt infinitamente até ser possível diferenciar humano de máquina (IA).

Eu prefiro conversar e debater o projeto. Nisso a Google acertou. A fluidez da conversa é ótima. Só precisava parar de puxar tanto o saco com frases como: "Sua ideia é genial!", "Sua percepção é aguçada". A conversa ia ficar muito mais humana e eficiente se a Google percebesse que isso é um erro.

Outro motivo de eu estar usando o Gemini é o fator "bolso": estou pagando a assinatura e preciso valorizar meu dinheirinho, né? Rsrs.

O "Reset" que só o humano faz

Quando a IA trava nesse looping de 1+1, ela não só perde o contexto, mas como neste caso fica travada ali, quebrada igual um moto fundido. Se eu fosse dependente dela, o projeto pararia ali. Mas sou humano. Tenho a capacidade de memória mental de, mesmo após "a formatação do sistema" e um ambiente sem históricos, abrir um novo chat, organizar as informações que importam e fornecer o necessário para a IA voltar a ser útil com um amparo significativo de informações.

A IA tem limites claros — técnicos, jurídicos e até de "personalidade" (os filtros de segurança que a impedem de dar um primeiro socorro urgente, por exemplo, preferindo a omissão segura à ação proativa). Quem nunca assistiu "Eu, o robô"? O ser humano, com sua capacidade de adaptação e discernimento, não tem esses limites.

As Amarras dos "Conceitos Humanos" (O Gargalo Ético)

Aqui entramos em outro ponto que me incomoda muito e poucos discutem abertamente: A IA é limitada pelas nossas próprias travas sociais.

Enquanto um ser humano pode ir a uma biblioteca pública, ter acesso a qualquer livro, qualquer conhecimento, ler um livro de medicina e saber o que fazer numa situação de risco num primeiro socorro urgente para salvar uma vida em um acidente doméstico, a IA é programada para a hesitar e mandar procurar um especialista que pode nem chegar. Nesse ponto sou obrigado a respirar um pouco, pois algumas experiências vividas podem ser pesadas.

O Paradoxo da Eficiência: Por questões jurídicas, religiosas e de responsabilidade civil, os modelos são "treinados para não responder".

O Filtro de Segurança vs. A Urgência Real: Em uma situação de emergência, onde cada segundo conta para uma massagem cardíaca ou um curativo de queimadura, a IA se esconde atrás de um "consulte um profissional".

Recado para quem está começando

Se você tem medo de ser substituído, entenda uma coisa: a IA olha para o retrovisor (o que já foi escrito). Você olha para o problema inédito na sua frente e consegue imaginar todo um cenário cheio de detalhes. A IA só te ajudará a colocar os tijolos. A estrutura da ideia é toda sua. Sua autoria. Nada que ela gerou, você não conseguiria fazer, conseguiria, só levaria mais tempo.

Não se torne um "digitador de prompts". Invista no seu conhecimento próprio, na sua capacidade de entender onde a arquitetura falha e onde a ferramenta alucina. A IA é um excelente acelerador, tira das nossas costas o peso da rotina manual, mas ela ainda é um "bebê engatinhando" que precisa de um adulto por perto para não cair.

Acredite mais na sua capacidade de criar, imaginar e resolver o que não está nos manuais. No fim das contas, a tecnologia só faz sentido se tiver alguém com cérebro humano e coragem no comando.

IA só é eficiente se tiver um humano do lado.
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