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Paulo Ferraccioli
Paulo Ferraccioli14/10/2026 18:12
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O receio sobre a "Inteligência Artificial"

    Olá,

    Hoje em dia o assunto em maior recorrência é sobre a "Inteligência Artificial dominar o Mundo" e alguns pontos são importantes para contradizer esse novo "ditado popular", incentivado pela mídia e pelos meios tradicionais da educação (escolas, faculdades, professores, etc).

    Todos os avanços relativos à essa maneira de obter conhecimento e informação (o que será que o GPT/Gemini/Copilot/Azure/etc sugere?) são consideráveis. A simulação de conversa realizada pelas diversas IA's presentes causa a impressão de "humanidade", como se alguém estivesse do outro lado reunindo informações e conversando com o solicitante que perguntou. Sinceramente não enxergo exatamente assim, mesmo tendo direcionado a carreira profissional à Tecnologia da Informação há alguns anos, consigo perceber certas lacunas: O conhecimento reunido de centenas e/ou milhares de páginas virtuais e bibliotecas digitais pode ser (e geralmente é) contraditório e incompleto porque as fontes das informações foram escritas por seres humanos, todos nós somos contraditórios quanto a nós mesmos (mudamos de ideia naturalmente), imagina se outras pessoas não fazem exatamente isso?!

    Costumo lembrar que a criatividade artística genuína não é ensinada e dificilmente poderá ser simulada. Nossas formas de expressar e pensar como pessoas comuns com problemas e dificuldades cotidianas são parecidas, todo mundo pensa parecido com a pessoa x ou y ou z e é muito improvável criar algo baseado em pensamentos sem origem. Só por andar, utilizar nossos idiomas, escrever, temos a natureza de nos parecermos com os ambientes e pessoas ao redor. "Coaches de ocasião" dizem que somos a média entre as CINCO pessoas mais próximas em termos de realização ou condições financeiras. Com a inteligência artificial é bem isso, só que ao invés de cinco fontes podem ser cinco mil fontes considerando originais e secundárias.

    Com o conhecimento obtido pelas inúmeras inteligências artificiais, sempre devemos questionar para que a fonte original seja informada para cada um dos tópicos que são entregues nas nossas telas, porque desta forma conseguimos revisar os textos dos quais nos são originadas as respostas geradas e normalmente podemos considerar diferente do que nos foi apresentado. Nossa maneira pessoal de analisar as considerações NUNCA deve ser subestimada, ao ler os textos originais escritos por pessoas temos a característica de perceber certos detalhes que só seres humanos compreendem, por exemplo a profundidade de expressões irônicas que as máquinas, que dividem os assuntos em tokens e procuram outros parecidos, essas "inteligências artificiais" não conseguem captar.

    Todas as formas de I.A. são como papagaios, que conseguem obter textos e reuniões de palavras em imensa quantidade e origens. Mas, até onde considero, esse tipo de imitação é enfadonha e simples de perceber. Máquinas reconhecem outras máquinas não é mesmo?!

    PS: pessoalmente sou adepto de não utilizar pronomes pessoais (principalmente "eu") por não acreditar que seja o "dono da verdade e da razão" mas ao testar a "probabilidade" de ter o texto gerado por inteligência artificial chego a por exemplo 80% e, garanto: sou um ser humano e não um ciborgue, mas escrever com "sujeitos ocultos" me torna não-humano!

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    Comments (1)
    Mateus Cadete
    Mateus Cadete - 14/10/2026 18:34

    Bacana seu ponto de vista, porém discordo. Atualmente, IAs generativas como ChatGPT, Gemini, Claude etc. podem não ter a capacidade de replicar a habilidade humana e artística; esses modelos são baseados na complexidade do nosso cérebro, que está limitada pela potência computacional contemporânea.

    Já ouviu falar nos computadores quânticos? Esses computadores são surreais, com capacidade de realizar cálculos que um computador comum levaria anos-luz para conseguir, eles já existem e estão sendo trabalhados pelas grandes empresas de tecnologia.