Bootcamp "CAIXA - Inteligência Artificial na Prática": o que eu aprendi / IA Aliada
Concluir um bootcamp é mais do que colecionar um certificado — é ganhar vocabulário, clareza e confiança para aplicar o que foi estudado. Recentemente finalizei o bootcamp “CAIXA – Inteligência Artificial na Prática”, com 28 horas de carga horária, e decidi registrar aqui os principais insights e como pretendo transformar esse aprendizado em prática.
A ideia deste artigo é simples: compartilhar o que faz sentido para quem, como eu, está no dia a dia de desenvolvimento (Node.js/TypeScript/React/React Native) e quer usar IA como copiloto, sem cair na armadilha do “piloto automático”.
Por que esse bootcamp fez sentido pra mim
Eu trabalho (e estudo) construindo sistemas completos: backend, frontend, banco e produção. Nessa rotina, IA aparece com frequência — seja para destravar um bug, acelerar uma refatoração ou estruturar melhor uma solução.
O bootcamp reforçou uma visão que eu considero essencial:
IA não é só “gerar texto” — é uma ferramenta para ampliar raciocínio, produtividade e qualidade, desde que usada com critério.
IA como aliada do desenvolvedor: onde ela realmente ajuda
Muita gente pensa em IA apenas como algo “do futuro”. Mas a verdade é que ela já ajuda muito em tarefas comuns — e algumas delas viram um diferencial enorme para quem está buscando evolução como dev júnior.
Debug mais rápido (com método)
Quando um bug aparece, é fácil “atirar para todo lado”. Com IA, dá pra acelerar o processo se você fornecer contexto:
- logs relevantes,
- comportamento esperado vs. atual,
- trecho mínimo de código,
- passos para reproduzir.
A IA pode sugerir hipóteses e caminhos de investigação, e você valida com testes e logs. O ganho aqui é tempo e foco.
Melhorar código sem perder a mão
Refatorar é uma das atividades mais valiosas (e mais negligenciadas). IA ajuda com:
- sugestão de nomes melhores,
- organização de camadas (controller/service/repository),
- remoção de duplicações,
- padrões de tratamento de erro,
- consistência de tipagem no TypeScript.
O ponto importante: você continua responsável por revisar e garantir que aquilo está correto.
Criar testes e cobrir casos de borda
Escrever testes do zero pode ser chato no início. IA ajuda a:
- sugerir cenários críticos,
- gerar esqueleto de testes,
- lembrar casos de borda (ex.: nulo, vazio, paginação, permissões).
Mesmo que você ajuste depois, isso acelera muito o “arranque” da cobertura.
Documentação que não fica para trás
Documentar API e fluxos costuma ficar para “depois”. IA ajuda a transformar:
- rotas,
- payloads,
- regras de negócio,
… em documentação clara (README, docs de endpoints, exemplos). Isso faz diferença quando você trabalha em equipe — e também em entrevistas.
O que eu levo de aprendizado (em linguagem de dev)
Mais do que conceitos soltos, eu gosto de traduzir aprendizado para ações:
- Contexto é rei: quanto melhor o input, melhor o output.
- IA é ótima para rascunho e revisão: não para assumir a autoria final sem checagem.
- A melhor abordagem é iterativa: perguntar → validar → ajustar → consolidar.
- Qualidade não é só “rodou”: envolve legibilidade, testes, segurança e consistência.
Um jeito prático de usar IA no dia a dia (sem virar dependência)
Se eu tivesse que resumir em um “workflow” simples:
- Defino o problema (em 2–3 frases)
- Levo evidências (logs, exemplos, constraints)
- Peço opções (2–3 caminhos com trade-offs)
- Escolho e implemento
- Valido (testes, logs, revisão)
- Documento (deixar rastro do porquê)
Isso evita dois extremos:
- confiar demais e aceitar código errado,
- ou rejeitar IA e perder produtividade.
Próximos passos: como vou transformar o certificado em portfólio
Certificação é ótima, mas o que convence recrutador e mercado é prova prática. Meu plano agora é criar/organizar projetos que demonstrem uso real de IA como apoio no desenvolvimento, por exemplo:
- API Node.js + TypeScript + Prisma
- validação de entrada,
- autenticação e autorização,
- paginação e filtros,
- logs e tratamento de erros.
- Frontend React
- busca performática (sem carregar listas gigantes),
- estados claros de loading/erro,
- UX simples e objetiva.
- React Native
- permissões (câmera/localização),
- upload de arquivos,
- experiência de “campo” bem guiada.
E sempre com um README que explique:
- o problema,
- as decisões,
- os trade-offs,
- e o que foi aprendido.
Finalizar o bootcamp “CAIXA – Inteligência Artificial na Prática” foi um passo importante para consolidar a ideia de que IA não é um fim — é um meio.
Para quem desenvolve, usar IA bem é:
- produzir mais,
- com mais qualidade,
- aprendendo mais rápido,
- e mantendo o senso crítico.
Se você também está estudando IA e desenvolvimento, me chama para trocar ideias. Vou gostar de compartilhar aprendizados e referências.
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