Como aprender os Fundamentos do .NET mudou minha forma de entender programação
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Estudar os fundamentos do .NET e da linguagem C# tem sido uma experiência que vai muito além de “aprender a programar”. Mesmo já tendo uma noção básica da área, só quando comecei a mergulhar nas aulas percebi como a lógica, a estrutura e a organização do código influenciam diretamente a forma como pensamos soluções.
O primeiro ponto que ficou claro para mim é que o .NET não é apenas uma ferramenta para rodar programas. Ele é uma plataforma completa, que permite criar desde aplicações simples em console até sistemas web, aplicativos mobile, jogos e muito mais. Entender essa versatilidade logo de início ajudou a contextualizar por que tanta gente utiliza C# e por que a Microsoft continua investindo tanto na plataforma.
Outro aprendizado importante foi compreender o papel do compilador. Antes, eu só sabia que “o código precisa ser compilado para funcionar”. Agora entendo o processo: o C# é transformado primeiro em um código intermediário (IL) e só depois o .NET converte esse código para algo que o computador entende de fato. Parece técnico, mas faz diferença quando a gente começa a receber erros de compilação e entende o porquê.
A parte da linguagem em si também mudou minha perspectiva. Trabalhar com variáveis, tipos de dados, operadores e classes deixou de ser puro “mecanismo” e passou a ser uma forma de construir ideias. Criar uma classe Pessoa, por exemplo, deixou de ser só um exercício e se tornou uma forma de pensar em como representar objetos do mundo real dentro do código. Essa noção de abstração é o que dá cara de sistema a qualquer projeto.
Algo que me ajudou muito foi entender coleções — como arrays e listas. Um array é simples e direto, mas limitado. Já a lista consegue crescer sozinha, remover itens, reorganizar dados. Quando você manipula essas estruturas com laços como for e foreach, percebe que grande parte da programação gira em torno de percorrer dados e transformar informações.
Também comecei a perceber a importância da organização do projeto: usar namespaces, dividir arquivos, entender qual parte do código pertence a cada lugar. Ferramentas como o Visual Studio Code e suas extensões facilitaram bastante o processo, principalmente quando o projeto começou a crescer.
Além disso, adotar o hábito de comentar o código fez diferença. Não no sentido de “encher de comentários”, mas de explicar o que cada parte faz para que eu mesmo consiga entender depois. Os comentários XML, como <summary>, foram novidade para mim, e é impressionante como tornam o código mais profissional e fácil de dar manutenção.
Para consolidar tudo isso, o projeto do estacionamento foi essencial. A tarefa parecia simples: adicionar veículos, removê-los, calcular valores. Mas quando comecei a implementar, percebi como cada assunto estudado se conectava — repetição, listas, lógica condicional, métodos, organização do código. Foi nesse momento que percebi que programar não é escrever linhas aleatórias, e sim montar uma lógica coerente que resolve algo real.
No fim das contas, estudar os Fundamentos do .NET me ajudou a enxergar programação de forma muito mais clara. Não é só sobre o que o código faz, mas sobre como você pensa enquanto escreve. Cada conceito básico — variáveis, loops, arrays, classes — serve como peça de um quebra-cabeça que, aos poucos, forma algo estruturado.
Esse processo me mostrou que aprender programação é contínuo. Cada projeto, cada erro e cada teste adicionam um pouco mais de entendimento. E, quanto mais eu pratico, mais percebo que dominar o básico com calma abre caminho para tudo o que vem a seguir, desde APIs até sistemas mais completos.



