Fluxo de Trabalho para Programação com IA
- #IA Agents
- #IA Generativa
1. Fase de planejamento (liderado pelo humano, assistido pela IA)
Objetivo: O desenvolvedor é o responsável pelo design e decisões.
Passos:
- O desenvolvedor descreve o resumidamente o problema.
- Solicita para a IA: Ajude-me a formalizar estes requerimentos para este recurso.
- Faça a revisão e os ajustes na especificação.
- Peça para a IA:
- Liste os casos críticos que eu devo considerar.
- Sugira estruturas de dados para isto.
- Proponha uma simples arquitetura para isso.
Por que funciona: Você evita a geração de código "caixa-preta" e inicia o desenvolvimento com clareza.
2. Implementação inicial (IA gera, você refina)
Objetivo: Usar a IA para o trabalho mais "chato" porém mantendo as escolhas importantes na mão dos humanos.
Passos:
- Peça para a IA gerar uma pequena parte do código por vez, tais como uma função, uma classe, um módulo isolado.
- Você faz a revisão para avaliar se está correto, consistente com o que foi pedido e com o estilo de programação.
- Modifique o código gerado manualmente ou peça para a IA:
- Melhore a legibilidade.
- Refatore usando dependency injection.
- Reescreva usando um código Python/Java/etc. mais idiomático.”
Regra: Nunca gere o programa todo de uma vez pois há uma grande probabilidade de erro e retrabalho.
3. Fase de testes (a IA faz o trabalho pesado)
Objetivo: Garantir que o código esteja correto, mas economizando tempo de trabalho humano.
Passos:
- Peça para a IA: “Escreva os testes unitários para estas funções.”, “Escreva testes para validar os parâmetros de entrada nestas rotinas.”
- Execute os testes.
- Se falharem:
- Peça para a IA ajudar na depuração do código: "Explique por que estes testes falharam e proponha ajustes.”
4. Fase de documentação (IA economiza tempo, você reforça a clareza do texto)
Exemplos:
- “Gere docstrings concisos para cada função.”
- “Escreva um README explicando os objetivos deste módulo.”
- “Documente com detalhes os endpoints da API.”
Você controla a acurácia e a IA digita.
5. Fase de revisão e refatoração (liderado pelo humano, a IA dá suporte)
- “Sugira melhorias para a estrutura deste código.”
- “Otimize o desempenho sem mudar a funcionalidade.”
Você aprova ou rejeita as alterações.
6. Fase de integração (manual)
A IA pode ajudar, mas você integra o código final dentro do sistema. Isto evita que a IA faça suposições sobre a arquitetura e, ainda pior, que quebre algo que já estava funcionando.
7. Melhoria contínua (híbrido)
Ao longo do tempo, o sistema pode requerer manutenções e melhorias. A IA pode ajudar com:
- Reescrita de funções.
- Geração de testes.
- Explicação de falhas.
- Refatoração para algum padrão específico.
O workflow em formato de checklist:
Antes de desenvolver o código
☐ Escrever uma breve descrição do problema a ser resolvido
☐ Pedir para a IA formalizar os requisitos.
☐ Aprovar ou corrijir as especificações.
☐ Perguntar (para a IA) por sugestões de arquitetura.
Codificação
☐ Gerar pequenas parcelas do código.
☐ Fazer revisões manuais.
☐ Refinar o código com uso da IA.
☐ Peça alternativas sempre que necessário.
Testes
☐ Solicitar para a IA escrever os testes unitários
☐ Executar os testes e fazer a depuração com o auxílio da IA
☐ Melhorar a legibilidade do código (IA + humano)
Documentação
☐ Gerar docstrings
☐ Escrever o README
☐ Descrever as funcionalidades
Integração
☐ Fazer a junção de códigos manualmente.
☐ Fazer a validação geral do sistema.
☐ Executar toda a bateria de testes disponíveis.
A voz da sabedoria
Este fluxo não é do tipo "um tamanho serve para todos". Evidente que pode ser adaptado e ajustado para diferentes realidades. O objetivo aqui é aproveitar o ganho de produtividade da IA sem abrir mão da criatividade e expertise humana na criação de código. É um jogo de ganha-ganha em que o humano coordena e a inteligência fica por trás de todo o trabalho, sem abrir mão da eficiência da IA.



