Inovação e pensamento crítico: o equilíbrio necessário na era da IA
No contexto da "era da Inteligência Artificial" (IA), com a utilização dos Big Datas, tornou-se possível armazenar enormes quantidades de dados. Porém, não necessariamente uma grande quantidade de dados significa informações de qualidade. Raciocínio semelhante pode-se aplicar a vasta quantidade de tecnologia existentes e em desenvolvimento, pois do que adianta um mundo de inovações sem o pensamento crítico humano?
Em uma primeira análise, deve-se considerar o uso das tecnologias como uma extensão das capacidades do ser humano e não como adversários (conforme apontado por Pierre Lévy). Dessa forma, a tecnologia, quando bem utilizada, consegue impactar positivamente a sociedade por meio de inserção de uma infinidade de conhecimentos disponíveis em diferentes fontes, no desenvolvimento de políticas públicas mais assertivas com a utilização da base de dados coletados em pesquisas como as do IBGE, e por fim no aumento de soluções de acessibilidade para as pessoas com deficiência.
Entretanto, com os dados sendo considerados como "a nova moeda mais valiosa do mundo", é necessário que o Machine Learning seja analisado criticamente pelos humanos para que não reproduzam vieses preconceituosos, como discutidos no livro “Racismo algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitais” (SILVA, Tarcizío). Outro aspecto negativo que pode ser apontado é a crescente preocupação com o vazamento de dados, tornando leis como a Lei Geral de Proteção de Dados essenciais na proteção. Ademais, mais um impacto indireto que pode ser gerado é a defasagem de aprendizado quando não se tem acesso à tecnologia, sobretudo em áreas menos favorecidas.
Em suma, a maneira como as pessoas utilizam a tecnologia é primordial para que as suas vantagens sejam maiores do que a sua maleficência. Olhando para o futuro, mas sem esquecer os ensinamentos dos filósofos gregos: não adianta difundir conhecimento sem discussões e participação coletiva. As máquinas, a tecnologia, IA e demais inovações são fantásticas, mas a criatividade, empatia e as soft skills / human skills são imprescindíveis para constante evolução mundial.



