Recomeçar aos 30 anos é possível? Sim... e foi a melhor decisão da minha vida!
Se tem uma coisa que ninguém te conta quando você escolhe uma carreira, é que você pode estar escolhendo errado. E tudo bem. O problema não está em errar, está em insistir no erro por medo de recomeçar.
Eu levei 10 anos para entender isso, foi só aos 30 que eu tive coragem de fazer o que, no fundo, sempre soube que precisava ser feito: MUDAR DE DIREÇÃO.
Este artigo não é só sobre mim. É sobre você também. Sobre aquela dúvida que você guarda em silêncio. Sobre aquela sensação de estar no caminho “certo”… mas com o coração no lugar errado.
Em 2015, não vou mentir... eu estava perdido. Não tinha certeza sobre o que queria para minha vida profissional. Trabalhava em oficina mecânica, fazia serviços como motorista, atuava como instalador automotivo. Era uma correria, uma tentativa constante de encontrar um caminho.
Foi nesse contexto que surgiu o Direito na minha vida.
Mas a verdade é simples, e talvez você se identifique, não foi uma escolha 100% minha.
Foi uma mistura de influências externas, expectativas familiares, falsa idéia de estabilidade, "status" da profissão e por fim o famoso "isso dá dinheiro"... E assim, eu entrei na faculdade de Direito. Sem paixão. Sem propósito claro. Mas com esperança de que aquilo daria certo.
Eu não posso negar: eu me dediquei.
Estudei, corri atrás, enfrentei dificuldades como qualquer estudante. Concluí no final de 2019. E logo em seguida, o mundo parou. Veio a pandemia e junto com ela, a realidade bateu forte. Sem estrutura sólida, precisei me virar. Fiz bicos, corri atrás de renda, vivi na prática o que muitos brasileiros conhecem bem: a luta diária para sobreviver.
Em 2021, finalmente, conquistei minha inscrição como advogado. Era o momento que, teoricamente, tudo começaria a fazer sentido.
Mas não fez.
E aqui entra uma das verdades mais difíceis de aceitar: Nem toda conquista traz realização.
Eu segui. Continuei atuando, estudando, tentando me encaixar. Em 2024, fiz uma pós-graduação em Direito Digital, uma tentativa de me reconectar, de encontrar um novo sentido dentro da área. Mas algo já estava quebrado, não era falta de esforço, não era falta de capacidade, era falta de conexão.
Eu comecei a perceber coisas que me incomodavam profundamente:
- decisões sendo influenciadas por pressão externa
- narrativas distorcidas
- um ambiente onde, muitas vezes, quem você conhece pesa mais do que o que você sabe
E isso começou a me consumir por dentro, porque quando você acredita em algo e aquilo deixa de fazer sentido, não dá para fingir que está tudo bem.
Chegou um momento em que ficou impossível ignorar. Final de 2025, quando aquela sensação constante de insatisfação virou uma certeza: Eu não queria mais aquilo para a minha vida.
E aqui está o ponto mais importante dessa história: eu poderia ter continuado, eu já tinha investido anos, já tinha um título, já tinha uma trajetória construída.
Mas eu escolhi parar e isso exige coragem, porque recomeçar não é só mudar de área é enfrentar o julgamento dos outros, o medo do fracasso, a insegurança financeira e a sensação de estar “atrasado”, mesmo assim, eu dei o primeiro passo.
A tecnologia nunca foi novidade para mim, na verdade, ela sempre esteve presente, em 2008, ainda antes da maioridade, eu já tinha feito dois cursos técnicos de montagem e manutenção de computadores e web design com Microsoft FrontPage.
Eu gostava daquilo. Muito. Minha mãe, inclusive, sempre me incentivou a seguir esse caminho, mas, como acontece com muita gente, a pressão externa falou mais alto naquela época e eu me afastei disso. Só que algumas paixões não desaparecem, elas ficam guardadas, esperando o momento certo.
E esse momento chegou.
No final de 2025, decidi começar, sem garantias, sem certezas absolutas, mas com uma convicção forte eu precisava tentar.
Comecei pelos estudos técnicos na Alura, pela Santander Open Academy e pela DIO. E em fevereiro de 2026, dei um passo ainda maior, iniciei a faculdade de Engenharia de Software.
E foi aí que algo mudou de verdade, pela primeira vez em muito tempo, eu senti entusiasmo, curiosidade, vontade de aprender, era como se eu estivesse vivendo um sonho antigo, daqueles que você nem percebe que abandonou.
Durante essa jornada de transição, alguns nomes tiveram um papel muito importante para mim, professores que, além de ensinar tecnologia, transmitem visão, clareza e propósito.
O Felipão, da DIO, foi um deles. A forma prática, direta e motivadora com que ele ensina me fez enxergar que aprender tecnologia não precisa ser algo distante ou inacessível.
Outro nome que me impactou foi o Guilherme Lima, da Alura. A didática, a leveza e a forma como ele conecta conceitos me ajudaram a entender que programação não é só código, é raciocínio, é construção, é criatividade.
Às vezes, tudo que a gente precisa é de alguém que mostre que é possível.
Recentemente, dei mais um passo importante ,me tornei parte da turma 15 do DIO Campus Expert.
E posso dizer com tranquilidade que essa experiência só fortaleceu ainda mais a minha decisão. Os conhecimentos adquiridos dentro desse bootcamp, o contato com a comunidade e a imersão prática na tecnologia despertaram algo muito forte em mim o sentimento de pertencimento.
Pela primeira vez, eu sinto que estou exatamente onde deveria estar. Não é só sobre aprender uma nova profissão, é sobre se reconhecer nela.
Estudar código não era um peso, é um prazer imenso, resolver problemas não era uma obrigação, era desafio, aprender novas tecnologias não era cansativo, e sim estimulante.
E isso muda tudo. Quando você encontra o que gosta, o esforço deixa de ser sofrimento e passa a ser construção.
E os 10 anos no Direito… foram perdidos? De jeito nenhum.
Essa é uma dúvida comum, e talvez seja a sua também. “Mas eu vou jogar tudo fora?” Não. Eu não joguei. Eu trouxe comigo: disciplina, capacidade de argumentação, pensamento crítico, resiliência e visão estratégica, nada disso se perde, experiência nunca é desperdício.
Toda trajetória constrói quem você é, mesmo quando ela não define para onde você vai.
Hoje, eu olho para esses 10 anos com respeito, eles não foram um erro, foram parte do caminho.
Se tem uma mentira que muita gente acredita, é a que “agora já foi.” ou a que “já estou velho para mudar.”, deixa eu te falar com toda a certeza 30 anos não é o fim, é o começo com consciência. Você não está atrasado, você está mais preparado do que nunca, você já errou, já aprendeu, já viveu, e isso te dá uma vantagem enorme.
Agora vamos falar de algo sério, a expectativa de vida do brasileiro gira em torno de 85 anos, isso significa que, aos 30, você ainda tem mais de 50 anos pela frente. E aí eu te pergunto, Você realmente quer passar tudo isso fazendo algo que não te faz feliz?
Outro dado importante, mais de 70% dos brasileiros estão insatisfeitos com a própria profissão, ou seja, a maioria está vivendo no automático, cumprindo rotina, pagando contas, sobrevivendo, mas não vivendo de verdade.
Talvez você esteja lendo isso e pensando “Eu também sinto isso.”, “Eu também estou insatisfeito.” ou “Eu também queria mudar.”, Então deixa eu ser direto com você Ninguém vai fazer isso por você, não existe momento perfeito, não existe segurança total, não existe garantia de sucesso, o que existe é decisão.
Eu tive medo... Ainda tenho, isso não muda, mas aprendi algo essencial, coragem não é não sentir medo, é agir apesar dele. Se eu tivesse esperado me sentir 100% seguro, eu nunca teria começado.
Você não precisa ter tudo resolvido, você não precisa saber exatamente onde vai chegar, você só precisa dar o primeiro passo, um curso, uma aula, uma pesquisa, uma tentativa, foi assim que começou para mim e e é assim que começa para qualquer pessoa.
Pare por um momento e responda com sinceridade Você está feliz com a vida profissional que tem hoje?
Se a resposta for “sim”, ótimo, continue evoluindo, mas se a resposta for “não”… então algo precisa mudar, e quanto mais você adia isso, mais caro fica.
No final das contas, tudo se resume a isso, você pode continuar onde está, ou pode tentar algo novo, ambos têm riscos.
Mas só um deles te dá a chance de viver com propósito.
Se eu pudesse resumir minha história em uma única frase: A pior decisão é viver uma vida que não é sua.
Se esse texto mexeu com você, não ignore isso, use como ponto de partida, reflita, questione, se permita considerar novas possibilidades, você não precisa largar tudo hoje, mas pode começar hoje, porque no final, não é sobre idade, é sobre escolha e sempre dá tempo de escolher de novo.



