Transição de Carreira para Tecnologia: Planejamento, Base Técnica e Execução
O início de um novo ciclo nem sempre está ligado apenas ao calendário, mas às decisões estratégicas que tomamos ao longo do tempo. Para mim, este momento marca oficialmente minha transição de carreira da área da saúde para a Tecnologia da Informação — uma mudança construída com planejamento, estudo contínuo e amadurecimento profissional.
Atuei por 7 anos como técnica de enfermagem, período no qual desenvolvi competências essenciais que hoje aplico diretamente na área de TI, como pensamento crítico, gestão de incidentes, comunicação assertiva, trabalho sob pressão, priorização de demandas e foco em resolução de problemas. No entanto, chegou um ponto em que percebi que o ambiente em que eu estava já não oferecia mais escalabilidade de carreira, especialização técnica ou crescimento sustentável a médio e longo prazo.
A tecnologia sempre foi uma área de interesse pessoal. Há quase 3 anos curso Análise e Desenvolvimento de Sistemas, com foco em fundamentos como lógica de programação, estruturas de dados, banco de dados, desenvolvimento de aplicações e conceitos de infraestrutura e redes. No início da graduação, tentei realizar minha primeira transição, mas ficou claro que ainda não possuía maturidade técnica suficiente nem entendimento prático das exigências do mercado.
Ao invés de abandonar o objetivo, retornei à assistência e utilizei esse período para construir base técnica, revisitar conceitos, estudar de forma mais estruturada, entender melhor o ecossistema de TI e desenvolver uma mentalidade orientada a aprendizado contínuo. Foram quase 2 anos de preparação, conciliando trabalho, estudos e desenvolvimento profissional.
A oportunidade certa surgiu — e, desta vez, eu estava preparada para assumir o desafio. Hoje atuo na área de tecnologia, lidando diariamente com novos sistemas, ferramentas, processos, resolução de problemas técnicos e aprendizado constante, entendendo que a TI exige atualização contínua, capacidade analítica e adaptação rápida às mudanças.
Essa transição não representa uma ruptura com minha trajetória anterior, mas uma integração de competências. A vivência na área da saúde fortaleceu habilidades comportamentais (soft skills) que são altamente valorizadas no mercado de tecnologia, especialmente em áreas como suporte técnico, análise de sistemas, atendimento ao usuário, gestão de serviços e ambientes corporativos.
Para mulheres que desejam ingressar ou se consolidar na tecnologia, deixo um ponto importante:
➡️ Transição de carreira é um projeto, não um impulso
➡️ Base técnica importa, mas consistência e disciplina fazem a diferença
➡️ Recomeçar faz parte do processo de crescimento profissional
O caminho até aqui foi desafiador — e continuará sendo. A tecnologia é um campo exigente, dinâmico e em constante evolução. Ainda assim, sigo determinada a aprimorar minhas competências técnicas, aprofundar conhecimentos, evoluir profissionalmente e construir uma carreira sólida em TI.
Com foco, disciplina e propósito, sigo desenvolvendo minha melhor versão — como profissional de tecnologia e como mulher que decidiu assumir o controle da própria trajetória.
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