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Cláudio Santos
Cláudio Santos29/01/2026 07:24
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Microsoft Certification Challenge #5 - DP 100Recommended for youMicrosoft Certification Challenge #5 - DP 100

Windows Server vs Linux em VMs na nuvem: a escolha que define seu custo, sua operação e seu sono

    Subir uma VM Windows pode ser “mais fácil” para times de suporte e infraestrutura tradicional porque o fluxo lembra muito o on-premises, e a integração com ferramentas Microsoft é direta. Em contrapartida, quando você precisa subir dezenas ou centenas de servidores, o “fácil” muda de definição: o Linux tende a ganhar vantagem porque automação e padronização via scripts e templates vira o caminho natural.

    Em cloud, o que mais reduz esforço não é o SO em si, e sim a capacidade de tornar o provisionamento repetível. A empresa que sobe VM “no braço”, seja Windows ou Linux, vai sofrer igual quando o ambiente crescer.

    Custo: onde a diferença fica objetiva (e às vezes brutal)

    Aqui entra a parte que costuma encerrar debates: o custo do Windows Server em cloud frequentemente é maior porque muitas ofertas já incluem o licenciamento no preço da instância. Na AWS, por exemplo, a própria documentação de preço indica que os valores de “Windows Usage” incluem o custo do sistema operacional no modelo de uso (license included).

    Para dar uma noção prática, vamos usar exemplos bem comuns.

    No AWS EC2, uma instância t3.medium em Linux em us-east-1 aparece em torno de US$ 0,0416/h, algo como US$ 30,37/mês rodando 24/7.

    Quando você soma componentes que quase sempre existem (por exemplo, um volume EBS e tráfego de saída), um exemplo típico de cálculo de “custo real mensal” para t3.medium 24/7 pode ficar na casa de ~US$ 52,40/mês dependendo de storage e egress (exemplo com 50 GB de disco e 200 GB de saída).

    No Windows, a tendência é o compute subir justamente por conta do licenciamento “embutido”. A AWS deixa claro que, ao escolher uma AMI Windows com licença incluída, você elimina a dor de gerenciar licenças, mas paga por isso no preço.

    Na prática, isso significa que, mantendo CPU/RAM iguais, o Windows geralmente sai mais caro que Linux no mesmo tipo de instância, e essa diferença cresce quando você escala o ambiente.

    No Azure, dá para enxergar essa diferença com números bem diretos em um tamanho popular. Um D2s v5 (2 vCPU, 8 GiB) pode começar por volta de US$ 0,096/h (~US$ 70,08/mês) em Linux.

    Já a variação Windows do mesmo D2s v5 aparece na faixa de US$ 0,188/h (~US$ 137,24/mês) no East US, quase o dobro.

    O recado aqui é simples: se o seu workload não exige Windows, a conta tende a favorecer Linux. Se exige, o Windows ainda pode ser a melhor decisão, mas você entra sabendo que o custo por hora geralmente será maior e precisa ser defendido por valor (compatibilidade, produtividade, suporte do time, aplicações).

    Estabilidade e segurança: o que muda de verdade

    Se alguém te disser “Linux é mais estável” ou “Windows é mais estável” como regra absoluta, desconfie. Em cloud, estabilidade vem mais de três coisas: disciplina de patching, observabilidade e desenho de alta disponibilidade. O que muda por SO é o estilo de manutenção.

    Linux costuma brilhar em ambientes com atualização bem automatizada, configuração imutável e serviços desenhados para falhar e recuperar rápido. Windows costuma brilhar em ambientes corporativos em que identidade, políticas, ferramentas de endpoint/gestão e apps legados precisam funcionar de forma previsível com suporte padronizado.

    Em segurança, o que pesa mais é postura e processo. Um Windows bem gerido é seguro. Um Linux abandonado também vira peneira. O SO não salva falta de patch, falta de least privilege e falta de visibilidade.Subir uma VM Windows pode ser “mais fácil” para times de suporte e infraestrutura tradicional porque o fluxo lembra muito o on-premises, e a integração com ferramentas Microsoft é direta. Em contrapartida, quando você precisa subir dezenas ou centenas de servidores, o “fácil” muda de definição: o Linux tende a ganhar vantagem porque automação e padronização via scripts e templates vira o caminho natural.

    Em cloud, o que mais reduz esforço não é o SO em si, e sim a capacidade de tornar o provisionamento repetível. A empresa que sobe VM “no braço”, seja Windows ou Linux, vai sofrer igual quando o ambiente crescer.

    Custo: onde a diferença fica objetiva (e às vezes brutal)

    Aqui entra a parte que costuma encerrar debates: o custo do Windows Server em cloud frequentemente é maior porque muitas ofertas já incluem o licenciamento no preço da instância. Na AWS, por exemplo, a própria documentação de preço indica que os valores de “Windows Usage” incluem o custo do sistema operacional no modelo de uso (license included).

    Para dar uma noção prática, vamos usar exemplos bem comuns.

    No AWS EC2, uma instância t3.medium em Linux em us-east-1 aparece em torno de US$ 0,0416/h, algo como US$ 30,37/mês rodando 24/7.

    Quando você soma componentes que quase sempre existem (por exemplo, um volume EBS e tráfego de saída), um exemplo típico de cálculo de “custo real mensal” para t3.medium 24/7 pode ficar na casa de ~US$ 52,40/mês dependendo de storage e egress (exemplo com 50 GB de disco e 200 GB de saída).

    No Windows, a tendência é o compute subir justamente por conta do licenciamento “embutido”. A AWS deixa claro que, ao escolher uma AMI Windows com licença incluída, você elimina a dor de gerenciar licenças, mas paga por isso no preço.

    Na prática, isso significa que, mantendo CPU/RAM iguais, o Windows geralmente sai mais caro que Linux no mesmo tipo de instância, e essa diferença cresce quando você escala o ambiente.

    No Azure, dá para enxergar essa diferença com números bem diretos em um tamanho popular. Um D2s v5 (2 vCPU, 8 GiB) pode começar por volta de US$ 0,096/h (~US$ 70,08/mês) em Linux.

    Já a variação Windows do mesmo D2s v5 aparece na faixa de US$ 0,188/h (~US$ 137,24/mês) no East US, quase o dobro.

    O recado aqui é simples: se o seu workload não exige Windows, a conta tende a favorecer Linux. Se exige, o Windows ainda pode ser a melhor decisão, mas você entra sabendo que o custo por hora geralmente será maior e precisa ser defendido por valor (compatibilidade, produtividade, suporte do time, aplicações).

    Estabilidade e segurança: o que muda de verdade

    Se alguém te disser “Linux é mais estável” ou “Windows é mais estável” como regra absoluta, desconfie. Em cloud, estabilidade vem mais de três coisas: disciplina de patching, observabilidade e desenho de alta disponibilidade. O que muda por SO é o estilo de manutenção.

    Linux costuma brilhar em ambientes com atualização bem automatizada, configuração imutável e serviços desenhados para falhar e recuperar rápido. Windows costuma brilhar em ambientes corporativos em que identidade, políticas, ferramentas de endpoint/gestão e apps legados precisam funcionar de forma previsível com suporte padronizado.

    Em segurança, o que pesa mais é postura e processo. Um Windows bem gerido é seguro. Um Linux abandonado também vira peneira. O SO não salva falta de patch, falta de least privilege e falta de visibilidade.

    O que os profissionais costumam preferir (e por quê)

    Times de infraestrutura tradicional e suporte corporativo tendem a preferir Windows quando a empresa já tem stack Microsoft forte, porque o ecossistema inteiro conversa bem e o time resolve incidentes com mais velocidade no início. Já times de DevOps, SRE e engenharia de plataforma tendem a preferir Linux porque automação, containers, pipelines e ferramentas cloud native estão mais “em casa” nele.

    O detalhe que define maturidade é este: profissionais experientes raramente escolhem por gosto. Eles escolhem pelo conjunto “workload + equipe + custo + risco”. Quando a empresa faz isso, a discussão deixa de ser torcida e vira engenharia.

    Conclusão: a melhor escolha é a que reduz atrito e custa menos para manter, não a que parece mais familiar

    Se a empresa depende de aplicações Microsoft, integrações com AD/Entra, ferramentas específicas, ou precisa de Windows por requisito técnico, a VM Windows Server faz sentido e entrega produtividade imediata, com o custo de licenciamento embutido e uma operação que exige rigor em patching e janelas de manutenção.

    Se o workload é web, APIs, automação, containers, serviços modernos e escaláveis, Linux tende a vencer por custo e por encaixe natural com o ecossistema cloud, desde que o time tenha padrão e maturidade operacional. E quando você olha o preço por hora e a diferença de custo em alguns cenários, fica claro por que tantas empresas tentam padronizar Linux sempre que possível.

    No fim, a pergunta certa não é “qual é melhor?”. É “qual reduz risco e esforço no meu cenário, com o menor custo total de propriedade?”. Quando você responde isso com honestidade, a escolha praticamente se faz sozinha.O que os profissionais costumam preferir (e por quê)

    Times de infraestrutura tradicional e suporte corporativo tendem a preferir Windows quando a empresa já tem stack Microsoft forte, porque o ecossistema inteiro conversa bem e o time resolve incidentes com mais velocidade no início. Já times de DevOps, SRE e engenharia de plataforma tendem a preferir Linux porque automação, containers, pipelines e ferramentas cloud native estão mais “em casa” nele.

    O detalhe que define maturidade é este: profissionais experientes raramente escolhem por gosto. Eles escolhem pelo conjunto “workload + equipe + custo + risco”. Quando a empresa faz isso, a discussão deixa de ser torcida e vira engenharia.

    Conclusão: a melhor escolha é a que reduz atrito e custa menos para manter, não a que parece mais familiar

    Se a empresa depende de aplicações Microsoft, integrações com AD/Entra, ferramentas específicas, ou precisa de Windows por requisito técnico, a VM Windows Server faz sentido e entrega produtividade imediata, com o custo de licenciamento embutido e uma operação que exige rigor em patching e janelas de manutenção.

    Se o workload é web, APIs, automação, containers, serviços modernos e escaláveis, Linux tende a vencer por custo e por encaixe natural com o ecossistema cloud, desde que o time tenha padrão e maturidade operacional. E quando você olha o preço por hora e a diferença de custo em alguns cenários, fica claro por que tantas empresas tentam padronizar Linux sempre que possível.

    No fim, a pergunta certa não é “qual é melhor?”. É “qual reduz risco e esforço no meu cenário, com o menor custo total de propriedade?”. Quando você responde isso com honestidade, a escolha praticamente se faz sozinha.

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