Motivos para escolher o Microsoft Fabric como sua ferramenta de ETL em 2026
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Se você trabalha com dados, sabe que o cenário está mudando rápido. O que antes era um "emaranhado" de ferramentas diferentes para integração, armazenamento e visualização, agora está convergindo para plataformas unificadas. Recentemente, acompanhei uma palestra da Brasoftware que ilustra perfeitamente essa evolução, e quero compartilhar com vocês por que o Microsoft Fabric se consolidou como a escolha principal para modernizar o ambiente de dados em 2026.
1. O Conceito de OneLake: O "OneDrive dos Dados"
A grande virada de chave do Fabric é o OneLake. Imagine acabar com a bagunça de ter dados espalhados em vários silos diferentes. A proposta aqui é unificar tudo em um único ambiente em nuvem.


Como vemos na imagem acima, o OneLake funciona como uma base de dados inteligente e única para toda a organização. Ele permite que todos os processos, desde o dado bruto até o dashboard final, convivam no mesmo ecossistema, garantindo governança e segurança (OneSecurity) de ponta a ponta.
2. Da Ingestão à Ciência de Dados: Um Fluxo Completo
Um dos maiores desafios de um time de dados é a comunicação entre diferentes papéis (Engenheiros, Analistas e Cientistas). O Fabric resolve isso unificando as experiências.

Nesse fluxo, fica claro como o dado transita entre as camadas (Bronze, Silver e Gold) e como ferramentas como o Data Factory e o Synapse trabalham juntas para transformar análise descritiva em análise prescritiva.
3. Atalhos (Shortcuts) e Redução do On-Premises
Um grande diferencial para 2026 é a facilidade de integração. O Microsoft Fabric veio para diminuir a dependência de tecnologias on-premises, como o Pentaho, que exigem manutenção pesada de servidores, oferecendo conectores nativos para SAP S/4HANA e nuvens como AWS e Google Cloud.
Além disso, o Fabric traz uma versatilidade impressionante com os Shortcuts. Com eles, você visualiza e explora dados no OneLake sem precisar movê-los ou duplicá-los, economizando tempo e custos de armazenamento.

Como mostrado no diagrama, você pode trazer dados locais ou de outras nuvens (como AWS S3 e Google Storage) para o OneLake sem precisar duplicar os arquivos. Você instala um gateway e pronto: o dado está disponível para análise na nuvem como se estivesse dentro de casa.
4. FinOps: Escalabilidade que cabe no bolso
O Fabric utiliza um modelo de licenciamento baseado em Capacidades (SKUs de série F). Isso permite que você comece pequeno e cresça conforme a necessidade:
- F2 a F8: Ideais para baixa volumetria e baixo custo de investimento inicial.
- F64 em diante: Para ambientes de alta volumetria que exigem alto poder computacional (Capacity Units).
5. O Pulo do Gato: Resolvendo o dilema das licenças Pro
Um dos maiores "gargalos" que nós, engenheiros e analistas de dados, enfrentamos é a gestão e o custo das licenças individuais para quem apenas precisa consumir os relatórios. É sempre uma batalha orçamentária decidir quem ganha ou não acesso ao dashboard.
A partir da licença F64, o Fabric vira o jogo: ele habilita a capacidade de compartilhamento organizacional. Isso significa que você pode liberar a visualização de todos os dashboards dentro dos seus workspaces para a empresa inteira, sem que cada usuário precise de uma licença Pro individual.
Além de ganhar um poder de processamento massivo para lidar com Big Data, você elimina a barreira financeira do consumo de dados, permitindo que a empresa seja verdadeiramente data-driven sem sustos na fatura mensal.
Contudo, migrar de ferramentas legadas para o Microsoft Fabric não é apenas uma mudança técnica, é uma estratégia de eficiência. Se você busca performance, redução de custos com licenças e uma governança simplificada, o Fabric é o caminho.



